sexta-feira, 24 de junho de 2011

NNEKA (pronuncia-se: E-NEI-CAH) - Ainda estou a "descobrir" mas já deu para perceber que vale a pena. Muito bom!

Depois de sons como os de Fela Kuti e Keziah Jones, mais um óptimo som de origens Nigerianas...

... Desta vez no feminino.

Love


«Nascida em Warri, a "cidade do petróleo", na Nigéria, Nneka, 27, tem muito a contar. Atualmente, ela trafega entre a terra natal, onde mora seu pai, e Hamburgo, na Alemanha, para onde se mudou aos oito anos, por motivos sobre os quais ela pouco fala. "Nunca foi minha intenção vir para cá [Hamburgo]. Tive problemas pessoais e, por coincidência, estava na Alemanha na época, mas sou mais africana do que européia." Formada em antropologia, Nneka canta desde sempre, mas, só nos últimos três anos transformou seu hobby em profissão.


"Nunca tive chance de fazer música. Minha família não tem nada a ver com a música. Meu pai é um arquiteto que se tornou fazendeiro. Sobre minha mãe [que é alemã], sei pouco. Não cresci com ela.


"Escrevia sempre que sentia saudades da Nigéria. Quando estava sozinha. Era uma terapia para lutar contra a tristeza."

Neste ponto, a influência do conterrâneo Fela Kuti, o criador do afrobeat, se sobrepõe à do hip hop norte-americano ou à do reggae jamaicano, dois ritmos marcantes no diversificado estilo de Nneka.
"Fela Kuti é uma grande inspiração para todos os nigerianos. Ele e sua luta pela democracia e pela liberdade artística", diz. "Fela é o rei do afrobeat; um dos pais da música africana. Ele era capaz de exprimir as vontades do povo."
Cantora nigeriana radicada na Alemanha lança segundo disco, "No Longer at Ease", e arrebanha críticas elogiosas ao fundir ritmos como funk, afrobeat, hip hop, jazz e soul.
Nneka é bela e tem uma belíssima voz. Seu marcante acento e sua rebelde cabeleira, penteada em estilo black power, revelam suas origens africanas, declaradas também em letras e rimas. Rimas essas que versam ainda sobre as mais íntimas aflições da moça, embaladas por reggae, rap, jazz, funk, trip hop, soul. Com tudo isso, dá para entender porque publicações como o jornal inglês "Sunday Times" e os franceses "La Marseillaise" e "Libération", entre outros, a apresentam como "a nova Lauryn Hill". A comparação faz sentido, e a diva americana e sua extinta banda, o Fugees, são, declaradamente, uma de suas referências. Mas Nneka Egbuna tem personalidade e atitude de sobra para ser mais do que apenas uma sucessora de "miss Hill". E se a aposta dos críticos estiver correta, seu primeiro disco, "Victim of Truth" (2005), teria sido um "best-seller global" se lançado em Nova York.

Se a estréia impressionou, em "No Longer at Ease", álbum que saiu neste ano no exterior, Nneka aprimora suas influências e, pela primeira vez, é ouvida pelo grande público. Foi graças a ele que as pessoas descobriram o CD anterior. E é também por ele que seu nome figura no line-up de festivais europeus ou abrindo para artistas como Sean Paul e a dupla Gnarls Barkley. A cantora nigeriana, Nneka é mais que uma cantora. Nneka é uma voz política e de intervenção, que faz mais do que mostrar a sua música. De aspecto aparentemente singelo, com ar de menina rebelde, assim é Nneka. Sendo possuidora de dotes vocais invejáveis, Nneka canta as suas músicas, quase que seguindo um ritual de explicação das mesmas. E é nisso que Nneka difere de outras cantoras soul: a jovem nigeriana conseguiu criar um ambiente de convívio entre o público, mantendo uma conversa divertida e por vezes emotiva. Nneka apelou diversas vezes para temas como a tolerância e o amor, sendo digna de nota, a altura em que, descrevendo o amor de forma bastante completa, a cantora sugeriu que todos "comessem amor, digerissem amor e..." (segundo palavras da própria). E o curioso é que nada disto foi dito com tom de malícia, como que sabendo de antemão que iria dizer algo chocante para alguns.


Nneka fala como uma criança, de coração e mente abertos, mas com uma consciência social e política madura e acima da média. A cantora não se coibi de falar sobre os problemas de corrupção existentes na Nigéria, especialmente devido à exploração abusiva de petróleo no delta do rio Níger, local onde nasceu e cresceu. A nigeriana não é dada a grande exposição pública, sendo que raras vezes se expunha a grandes planos ou focos, como que estando constantemente no seu pequeno mundo, tentando sentir e sofrer a sua própria música. Nneka deu primazia, sobretudo aos membros da sua banda, aos quais se nota que possuí uma grande intimidade. Detentora de uma voz inconfundível, Nneka surgiu maioritariamente com temas do álbum "No Longer At Ease", mas também brinda o público com muitos bons temas do seu disco de estreia "Victim of Truth". À banda, composta por um baixista, um teclista, um baterista e um guitarrista, nota-se que lhe é permitido explorar a sua criatividade momentânea, havendo espaço para frequente improviso.

Ainda que a Nigéria seja o principal tema das canções de Nneka, e suas ruas o cenário de seus clipes -todos disponíveis no YouTube-, ela concorda que jamais teria feito um disco como "No Longer at Ease", ou mesmo "Victim of Truth", se estivesse morando na África. "Se não tivesse saído de lá, jamais teria tido a chance de viver por mim mesma e de ver certas coisas", acredita. Além disso, Nneka não teria conhecido o DJ alemão Farhot, que delineou a sonoridade de seus dois álbuns -o segundo teve ainda a participação do produtor francês Jean Lamoot, conhecido por trabalhos com Salif Keita e Noir Desir. Em ambos, Nneka se reveza rimando e cantando num estilo muito próprio. "Se tivesse que colocar em uma categoria, o primeiro disco é hip hop, afro hip hop e soul", afirma. "Já "No Longer at Ease" não sei como definir. É um CD repleto de diversidade e, ao mesmo tempo, muito pessoal. Fala de temas que me tocam muito seriamente. Diria que é louco." E é por essa diversidade, certa dose de loucura e originalidade, que Nneka deve dar o que falar daqui para a frente.»
(TRASCRITO DE:Bloco Operatorio )

DISCOGRAFIA COMPLETA:

J.PERIOD & NNEKA PRESENT – THE MADNESS (ONYE-ALA)_2010

1. Can You Hear? (Intro)
2. Let the Madness Begin (J.Period Exclusive)
3. Wake Up World (Interlude)
4. Wake Up Africa (J.Period Remix)
5. The Uncomfortable Truth
6. Untainted Love feat. Damian Marley (Interlude)
7. Spread Love (Brooklyn to Zion) (J.Period Remix)
8. Human Rights (Interlude)
9. Changes (J.Period Remix) feat. M-1 & General Steele
10. Conscious Lyrics (Interlude)
11. Gypsy/Infamous (J.Period Exclusive)
12. Hip Hop Comes From Africa (Interlude)
13. Walking (J.Period Remix) feat. Jay Electronica
14. In Transit (Interlude)
15. Show Love (J.Period Remix) f. Rakaa (Dilated Peoples) & Aceyalone
16. For the Good of Humanity (Interlude)
17. God of Mercy (J.Period Remix) f. Zumbi (Zion I)
18. Suffri (Nigerian in Berlin Remix) feat. Fela Kuti
19. Perseverance is Character (Interlude)
20. Strength/Kangpe (J.Period Dubplate) f. Big Boi (Outkast)
21. Heartbeat (J.Period Remix) feat. Talib Kweli
22. In the Heart of Man (J.Period Exclusive)
23. Symptoms of My Madness (Outtro)

[ Bonus Mix: J.Period Dubplates ]
24. Mind vs. Heart (J.Period Dubplate) f. 2Pac
25. Changes 2 (J.Period Dubplate) feat. Lauryn Hill & John Forte
26. Walking 2 (J.Period Dubplate) feat. Nas

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Concrete Jungle_2010

01. Showin' Love
02. The Uncomfortable Truth
03. Mind Vs. Heart
04. Heartbeat
05. Come With Me
06. Kangpe (feat. Wesley Williams)
07. Africans
08. Suffri
09. From Africa 2 U
10. Walking
11. Focus
12. God Of Mercy

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No Longer At Ease_2008

01 Death
02 Heartbeat
03 Mind Vs. Heart
04 Walking
05 Suffri
06 Come With Me
07 Gypsy
08 Halfcast
09 Something To Say
10 Street Lack Love
11 Niger Delta
12 From Africa 2 U
13 Running Away
14 Focus
15 Kangpe
16 Deadly Connection

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Victim of Truth_2005

01. Intro
02. Stand Strong
03. Uncomfortable Truth
04. Beautiful
05. Africans
06. Quit
07. Changes
08. Material Things
09. Burning Bush
10. Confession
11. Showin’ Love
12. Warrior
13. In Charge
14. Make Me Strong
15. God Of Mercy
16. Your Request

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Africans

2 comentários:

Anónimo disse...

EU AMO AS MUSICAS DA NNEKA ELA FAZ MUSICAS QUE SE DESTACA, E SUA VOZ É MUITO ESPECIAL EU GOSTO MUITO.E EU BAIXEI OS ALBUNS DA ASA E TO OUVINDO AGORA, MUITO BOM ESSAS GAROTAS ME FAZ EU ME SE SENTIR MUITO BEM. OBRIGADO ASS: MACELOXLIVE FRONTERA DE BRASILIA COM GOIAS

Sério Baralho Simpson disse...

Obrigado, MACELOXLIVE!
Fico feliz de saber que contribui para a felicidade de alguém.
:)