segunda-feira, 21 de abril de 2008

CLÃ - Do melhor que se faz no ambito do pop nacional.


«Hélder Gonçalves, fundador e mentor dos Clã, começou a projectar o grupo no início da década de 90 por não se querer limitar ao mundo em que se movimentava, o do jazz. Os Clã formam-se em Novembro de 1992, incluíndo, para além de Hélder, o seu irmão Fernando (bateria), Manuela Azevedo (voz), Miguel Ferreira (teclas), Pedro Biscaia (teclas) e Pedro Rito (baixo eléctrico).
O primeiro ano serve para se conhecerem como músicos, para compôr novas canções e para "trabalhar" as músicas compostas anteriormente por Hélder Gonçalves, as quais tem de ser adaptadas aos músicos e, em particular, à voz de Manuela Azevedo.
Os Clã partem depois para palco para verem como é que as músicas resultavam ao vivo. A estreia ao vivo ocorre, em Janeiro de 1994, na cidade do Porto, numa das noites Getting Dizzy Miles Away promovidas por Paulo Jorge Rodrigo no Meia Cave.
Com o espectáculo "Primeiros Movimentos" os Clã procuram experimentar sonoridades não directamente ligadas ao jazz - da soul ao rock, do reggae ao funk, da pop ao funk metal, passando pelo rap, hip- hop e acid jazz - e devolvê-las numa descomplexada e saltitante rodada de canções.
Hélder Gonçalves, que colabora com Mário Barreiros no seu sexteto de jazz, convida-o para produtor dos Clã. Gravam as maquetas, que virão a incluir os temas «Ser (Português)», «Azar», «Nós Somos do Mesmo Clã», «Mr. Inútil» e «Pois É!», mas como algumas das músicas não têm letras pedem a colaboração de Carlos Tê, letrista de Rui Veloso, que lhes é apresentado por Mário Barreiros.
A etapa seguinte foi procurar uma editora e gravar o disco. A maqueta é enviada a diversas editoras portuguesas e a algumas internacionais como a inglesa Talkin´Loud e a alemã Soulciety. A editora independente alemã chega mesmo a oferecer ao grupo a possibilidade de gravar num estúdio alemão e de terem como convidados a secção de metais de James Brown.
Em Março de 1994 o grupo mantém negociações com a BMG para edição do disco, ainda nesse ano, mas acabam por assinar contrato com a EMI em 1995. O álbum é gravado durante esse ano, mas a editora decide adiar o seu lançamento, frustrando assim as expectactivas do grupo.

1996
Em 30 de Janeiro, a anteceder a edição do primeiro disco, Manuela Azevedo é capa do Blitz nº 587 ("Clã: Nova Babilónia, a Norte").
O álbum «LusoQualquerCoisa», com produção de Mário Barreiros e Carlos Tê, é lançado em 12 de Fevereiro. Para single de apresentação é escolhido «Pois é».
O disco é bem recebido pela critica, e consegue obter alguma divulgação radiofónica, contudo não logra obter o sucesso comercial: pouco mais de 1500 exemplares vendidos.
Um segundo single é lançado, apenas para divulgação radiofónica, o qual inclui os temas «Novas Babilónias» e «Ver uma Mulher». «Novas Babilónias» é um dos temas com mais airplay radiofónico durante o ano. No entanto, tal mediatização não se reflecte na obtenção de vendas significativas nem na realização de um grande número de concertos.
No dia 7 de Setembro, actuam na Festa do Avante promovida pelo PCP.
Em Novembro, no dia 27, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves participam no International SongWriters Festival, realizado em Manila (Filipinas), com o tema «Blues of Change» que esteve na origem de «Problema de Expressão».
Hélder Gonçalves compõe um tema de 15 minutos, inspirado na Divina Comédia de Dante, que serve de banda sonora ao desfile da colecção de verão de Olga T. Rego, apresentado durante o Portugal Fashion. O Cd-single «Inferno, Limbo e Paraíso», sem edição comercial, contém as seguintes faixas: Inferno 1; Limbo 1; Limbo 3; Paraíso 3; Inferno 2 (extracto); e Paraíso 1 (extracto).
Manuela Azevedo é convidada, a título de revelação nacional, a participar no espectáculo "Afinidades", a realizar durante a Expo'98.

1997
Na sequência do reconhecimento da crítica, os Clã são nomeados como melhor banda revelação nos prémios Blitz 96.
A 15 de Abril, apresentam no auditório da RDP o Concerto Off (Ao Vivo na Ant3na), que se integra na emissão especial de 3º aniversário da Antena 3 e que conta com a participação de Mário Santos (Saxofone Tenor), Rui Teixeira (Saxofone Alto), de Quiné (percussão) e da cantora Maria João no tema «Pois É».
O segundo álbum, «Kazoo», gravado nos meses de Junho e Julho, novamente com produção de Mário Barreiros e Carlos Tê, é lançado a 15 de Setembro. O primeiro single é «GTI (Gentle, Tall & Intelligent)», contudo é «Problema de Expressão», um tema com influências de trip-hop, a obter maior airplay radiofónico e o único a ter direito a video-clip realizado por Nuno Tudela.
Nos balanços de fim de ano «Kazoo» é considerado o 4º melhor disco nacional para o DN e o 5º melhor para o Raio X.

1998
Apesar do sucesso comercial tardar, os Clã continuam a merecer o apoio da crítica e de um público fiel que os reconhece como um dos melhores grupos nacionais, principalmente nos seus (muitos) concertos que são caracterizados por uma grande energia e entrega de todos os músicos.
Nos prémios Blitz '97, os Clã são nomeados para os seguintes prémios: melhor banda, melhor canção («Problema de Expressão») e melhor vocalista feminina, o qual é atribuído a Manuela Azevedo.
Em Março, coincidindo com a apresentação ao vivo do álbum «Kazoo» em Lisboa, no Paradise Garage, é editado o terceiro single do álbum que inclui os temas «Sem freio» e «I´m Free».
Os Clã participam no concerto de apoio à campanha pelo SIM no referendo para a despenalização do aborto.
O grupo estreia-se nas Queima das Fitas, realizando, durante os meses de Abril e Maio, concertos em diversas semanas académicas: Viseu, Covilhã, Coimbra, Tomar, Porto, Guarda e Aveiro.
No Pavilhão do Território (Expo '98) pode-se ouvir «Sem freio» no espaço destinado à promoção do Porto - Capital da Cultura (a ocorrer no ano 2001).
A 10 de Junho participam no concerto comemorativo do dia de Portugal que se realiza no espaço da Expo '98.
Durante o verão, é editada a compilação «Ao Vivo na Antena 3» que agrupa alguns dos participantes na série de concertos promovidos por essa emissora radiofónica. Os temas incluídos são «Pois É», com a participação de Maria João, e «Não Vás».
No dia 17 de Julho, actuam no Rock Feira que se realiza em Santa Maria da Feira.
Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves participam a 30 de Julho no concerto de Sérgio Godinho integrado no ciclo "Cantautores" (Expo'98). Os temas interpretados em dueto, entre Sérgio e Manuela, são «Espectáculo» (de Sérgio) e «Problema de Expressão».
Os Clã estreiam-se finalmente nos festivais de verão, actuando, com bastante sucesso, no dia 1 de Agosto no Festival SuperRock, que decorre no Palco Sony da Expo '98, no dia 14 no Festival de Paredes de Coura e, a 28, nas noites Ritual Rock.
A 4 de Setembro, os Clã actuam no palco 5 da Expo '98 a convite de Pedro Abrunhosa (ciclo "Cantautores").
Em 22 e 23 de Setembro, integrados na Expo '98, acontecem os espectáculos "Afinidades" com Sérgio Godinho.
O video de «Problema de Expressão», para além de ser incluido no alinhamento da K7 Ritual Video Clips '97, recebe uma Menção honrosa no Ovarvideo '98 e é nomeado para o Prémio Videoclip do ano.
No dia 4 de Dezembro, realizam o seu primeiro concerto fora do continente europeu: em Macau.

1999
Entre 8 e 10 de Janeiro, os Clã e Sérgio Godinho reeditam, no teatro Rivoli do Porto, o espectáculo "Afinidades", o qual obtém bastante sucesso: realizam três concertos quando estavam previstos apenas dois.
A 13 de Janeiro é editado o disco «XX anos XX bandas» de homenagem aos Xutos & Pontapés no qual interpretam «Conta-me histórias», que foi o primeiro tema a ser divulgado na rádio e aquele que obteve maior notoriedade.Nos dias 27 e 29 mês de Janeiro, Manuela Azevedo participa nos concertos comemorativos dos cinco anos de carreira dos Blind Zero que decorrem no Ritz Club (Lisboa) e Hard Club (Gaia). «No Turn» é um dos temas interpretados em dueto.
A 7 de Março inicia-se, na RTP1, a transmissão do programa de televisão "Atlântico" gravado durante o verão de 1998. Durante a 4ª emissão, dedicada a Edu Lobo e Sérgio Godinho, na qual participam como convidados Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, é apresentado um clip do tema «Choro Bandido», de Edu Lobo e Chico Buarque, interpretado por Manuela durante o espectáculo "Afinidades".
Em 16 de Abril, Sérgio Godinho junta-se aos Clã para um novo concerto "Afinidades" durante o 5º Festival Zeca Afonso (Coimbra).
Os Clã são uma das bandas participantes no concerto SOS Kosovo, que se realiza em 17 de Abril, a favor dos refugiados da guerra do Kosovo.
Manuela Azevedo participa no concerto de reunião dos Trovante, no dia 12 de Maio, interpretando, em conjunto com Luis Represas, o tema «Perigo».
Nos dias 19 e 20 de Junho, os Clã actuam em São Paulo (Brasil) por ocasião da festa "Vira Portugal Vira Brasil".
Os Clã são o grupo escolhido para o concerto de estreia em Lisboa - a 27 de Junho - do novo formato do Festival SuperBock SuperRock 99 que, durante vários dias, apresenta concertos de diversos artistas que actuam em salas de diferente dimensão, quer em Lisboa, quer no Porto.
Em Julho, os Clã juntam-se novamente a Sérgio Godinho para mais três espectáculos "Afinidades": Torres Novas, Guimarães e Guarda.
No dia 7 de Agosto, os Clã realizam o concerto de abertura do segundo dia do Festival do Sudoeste que é integrado na homenagem ao vigésimo aniversário dos Xutos & Pontapés.
Em Outubro, o vídeo de «Conta-me Histórias» é um dos nomeados no Prémio Videoclip do ano.
«Problema de Expressão" é considerada, pelos leitores do DNmais (suplemento de artes e espectáculos do Diário de Notícias), a 68ª melhor canção portuguesa do século.

2000
Em Janeiro, «Kazoo» é votado pelos leitores da MusicNet como sendo o 19º melhor disco nacional da década de '90 e obtém um honroso 47º lugar (15º da década de '90) numa lista, dos 100 melhores álbuns da música portuguesa de sempre, elaborada pelos jornalistas do DNmais.
A 14 e 15 de Janeiro, Sérgio Godinho volta a reunir-se aos Clã, no Teatro Viriato (Viseu), para dois novos espectáculos "Afinidades".
Em Fevereiro é concluída a gravação do terceiro álbum, que se iniciara em Novembro de 1999, novamente com produção de Mário Barreiros e Carlos Tê. O single de apresentação é «Dançar na Corda Bamba» que começa a rodar na rádio no dia 4 de Abril.
A 6 de Abril, actuam em Coimbra no Le Son a finalizar a série de espectáculos "Coimbra 107.9 % Acústica" organizada pela Rádio Universidade de Coimbra.
O terceiro álbum, «Lustro», é editado a 22 de Maio, incluindo letras assinadas por Sérgio Godinho, Manuel Cruz (dos Ornatos Violeta) e pelo brasileiro Arnaldo Antunes (ex-Titâs).
A faceta mais rock que caracteriza alguns temas do álbum não é bem aceite por parte de alguma crítica, contudo temas como «Dançar na Corda Bamba» e «Fahrenheit» são dos mais aclamados nas suas actuações ao vivo, nomeadamente aquando da apresentação oficial do disco que se realiza no Hard-Club (Vila Nova de Gaia) no dia 9 de Junho.
No dia 7 de Julho reatam-se "Afinidades", entre Clã e Sérgio Godinho, no Parque de Exposições de Braga durante a Festa da Alegria.
Inserido nas comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, realiza-se a 29 de Julho, na Praça Sony, o Festival Transatlântico. Arnaldo Antunes junta-se aos Clã para interpretarem «H2Omem» (cuja letra é da autoria do brasileiro) e «Engrenagem» (incluído no seu álbum «Um Som»).
No circuito dos Festivais de Verão, os Clã actuam, durante o mês de Agosto, no Festival de Celorico da Beira (dia 4), no Festival de Paredes de Coura (dia 11) e nas Noites Ritual Rock (dia 25). E a 2 de Setembro participam na Festa do Avante.
O vídeo de «Dançar na Corda Bamba» é nomeado ao Prémio de melhor Videoclip do ano.
O segundo single de «Lustro» é «O Sopro do Coração», com letra de Sérgio Godinho.
A 16 de Outubro é editado o disco de homenagem a Rui Veloso, «20 Anos Depois - Ar de Rock», no qual interpretam «Bairro do Oriente» da autoria de Rui Veloso e Carlos Tê.
No dia 4 de Dezembro os Clã dão o seu primeiro concerto, em nome próprio, na Aula Magna que conta com a participação especial de Manuel Cruz (dos Ornatos Violeta), Nuno Rafael (ex-Despe & Siga), Maria João e Mário Laginha e Adolfo Luxúria Canibal (dos Mão Morta).
Os Clã conseguem o seu primeiro disco de prata com a venda de mais de 10 mil exemplares do álbum «Lustro». Entretanto, o sucesso de «O Sopro do Coração», potenciado pela participação do grupo em diversos programas televisivos e radiofónicos, contribui para a obtenção de uma maior notoriedade junto do público em geral.

2001
Em Janeiro, «Lustro» alcança o galardão de disco de ouro correspondente à venda de 20 mil exemplares, sendo «H2omem» o tema escolhido como terceiro single para efeitos promocionais. O single inclui uma nova versão de estúdio que conta com a participação de Arnaldo Antunes.
Em 28 de Fevereiro e 1 de Março realizam dois concertos no Hard Club, no âmbito do Festival Super Bock Super Rock, que contam novamente com a participação especial de Nuno Rafael, Maria João e Mário Laginha e Adolfo Luxúria Canibal.
Os Clã, conjuntamente com Silence 4, Rui Veloso, Xutos & Pontapés, Mafalda Veiga, Blind Zero e Ala dos Namorados, actuam no dia 22 de Março, no Pavilhão Atlântico, e no Coliseu do Porto nos dias 24 e 25 num espectáculo de homenagem aos Beatles, intitulado "Come Together".
Em Abril, os Clã ganham o Globo de Ouro para Melhor Canção com «O Sopro do Coração».
No dia 13 de Maio, actuam em Cannes, a convite da Madragoa Filmes, num espectáculo que decorre após à projecção oficial do filme "Vou para Casa", de Manoel de Oliveira, no celébre Festival de Cinema.
A 13 de Julho estreiam-se no Festival de Vilar de Mouros, o mais antigo e mítico festival de verão do panorama nacional.
Nos dias 12 e 13 de Outubro Manuela Azevedo participa no espectáculo "Porto Cantado" integrado no Porto 2001 - Capital da cultura.
Os Clã vencem as categorias de melhor voz feminina, melhor banda e melhor álbum («Lustro») dos Prémios Blitz 2000.
No dia 30 de Outubro é apresentado no Teatro Rivoli o filme-concerto "Nosferatu" com banda sonora dos Clã.
O disco «Afinidades» de Sérgio Godinho e dos Clã é editado no dia 10 de Dezembro.

2002
O álbum «Lustro» é editado em França no dia 22 de Janeiro. No dia 26 de Janeiro actuam em Paris, no Divan do Monde, numa organização da Associação Cap Magellan.
O espectáculo «Afinidades» é apresentado, no dia 13 de Março, no Coliseu dos Recreios. O disco «Afinidades» atinge o disco de ouro.
No dia 27 de Junho os Clã actuaram na cerimónia inaugural da Festa do Vinho de Bordéus onde o vinho do Porto foi convidado de honra. No dia seguinte os Clã passaram por Barcelona, para um concerto na Sala Razzmatazz.
No dia 27 de Julho apresentaram o espectáculo "Nosferatu" no Cine Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira.
O disco «Afinidades», dos Clã e Sérgio Godinho, foi um dos discos candidatos ao Prémio José Afonso.
"Nosferatu" foi apresentado na Covilhã e em Torres Vedras.
Manuela Azevedo participou no tema «Carinhoso» do projecto Carinhoso de Fernando Júdice e José Peixoto.

2003
No dia 27 de Fevereiro, pelas 22 horas, os Clã apresentaram a sua "Música para Nosferatu" no Grande Auditório do Fórum Lisboa.
O disco "O Irmão do Meio" de Sérgio Godinho foi editado em Abril. Os Clã participam numa nova versão de "Dancemos no Mundo".
Em 29 de Abril, os Clã iniciaram uma mini-tournée pensada para espaços fechados, de forma a criar um ambiente mais intimista. Nesta digressão foram apresentados alguns temas novos.
Manuela Azevedo colabora nos discos de José Peixoto e Mola Dudle.

2004
No dia 3 de Maio de 2004 é editado o disco «Rosa Carne» cujo primeiro single é «Competência Para Amar».
Os Clã apresentam-se ao vivo no dia 26 de Novembro, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, num concerto especial com a participação de Arnaldo Antunes e de Legendary Tiger Man.
É lançado o álbum do projecto Humanos em que estiveram envolvidos Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves.

2005
Manuela Azevedo participa no tema «Boa Noite Brasil» dos Pato Fu.
Em Outubro é editado o disco «Vivo» com alguns dos melhores momentos ao vivo dos Clã. No mês seguinte foi lançado o primeiro DVD do grupo, intitulado «Gordo Segredo», com o concerto realizado no Grande Auditório do Centro Cultural Olga Cadaval e mais alguns extras.

2006
Em Maio de 2006 é lançado o livro «Curioso Clã» com as letras do grupo.

2007
A 1 de Outubro lançam o seu ultimo album, de nome Cintura.»
(TRANSCRITO)

Clã - Problema de Expressão




Discografia:
LusoQualquerCoisa (CD, EMI, 1996)
Kazoo (CD, EMI, 1997)
Lustro (CD, EMI, 2000)
Afinidades (CD, EMI, 2001)
Rosa Carne (CD, EMI, 2004)
Vivo (2CD, EMI, 2005)
Cintura (CD, EMI, 2007)

Cintura_2007

01. Vamos Esta Noite
02. Adeus Amor (Bye, Bye)
03. Tira a Teima
04. Fábrica de Amores
05. Amuo
06. Sexto Andar
07. Ponto Zero
08. P'ra Continuar
09. Pequena Morte
10. Narciso sobre Rodas
11. Mandarim
12. Utilidade do Humor

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Clã ao Vivo (2CDs)_2005

CD1:
01.Intro
02.Doença do Bem
03.Fahrenheit
04.Uma Mulher da Vida
05.Dançar na Corda Bamba
06.H2omem
07.Lado Esquerdo
08.Problema de Expressão
09.Eu Ninguém
10.América, América (com Nuno Rafael)
11.Caubói Solidário (com Adolfo Luxúria Canibal)
12.Conta-me Histórias
13.GTI (Gentle, Tall And Intelligent)

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CD2:
01.Carrossel dos Esquisitos
02.Pois É (Não É?)
03.O Sopro do Coração
04.Curioso Clã
05.Lua Partida Ao Meio (com Maria João)
06.Aqui Na Terra
07.Consumado (com Arnaldo Antunes)
08.Competência Para Amar
09.Amigos de Quem (com Manuel Cruz)
10.Sangue Frio
11.Bairro do Oriente

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PASSWORD:oneil

Clã & Sérgio Godinho – Afinidades_2001

Clã e Sérgio Godinho - As Coisas (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - Dias úteis
Clã e Sérgio Godinho - Espalhem a Notícia (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - Espectáculo (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - Introdução
Clã e Sérgio Godinho - Lá em Baixo (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - O Baú de Sigmund Freud
Clã e Sérgio Godinho - O Fim de Tudo (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - Pois É (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - Problema de Expressão (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - Vuelvo al Sur (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - O Elixir da Eterna Juventude (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - O Homem Fantasma (Ao Vivo)
Clã e Sérgio Godinho - Ver uma Mulher (Ao Vivo)

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Lustro_2000

01.A Doença do Bem
02.Amigos de Quem
03.Bem Versus Mal
04.Curioso Clã
05.Dançar Na Corda Bamba
06.Depois do Amor
07.Fahrenheit
08.Gueixa
09.H2omem
10.Lado Esquerdo
11.O Sopro do Coração
12.O Sorriso da Gioconda
13.Sangue frio

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PASSWORD:amrao

Kazoo_1997

1 - A Grande Pirâmide
2 - O Hábito do Monge
3 - GTI (Gentle, Tall & Intelligent)
4 - Código de Barras
5 - Loja de Porcelanas
6 - O Meu Estilo
7 - O Problema de Expressão
8 - Melancholia
9 - I´m Free
10 -Abas do Vento
11 -Sem Freio
12 -Cromo
13 -Caubói Solidário

(INDIPONIVEL)

LusoQualquerCoisa_1996

1. Mapa do Desejo
2. Pois É!
3. Não Vás
4. Ser (Português)
5. Concurso do Método
6. Novas Babilónias
7. Do Mesmo Clã
8. Ver Uma Mulher
9. Azar
10.Para Sempre
11.Mr. Inútil
12.Give Peace a Chance
13.Donna Lee
14.Mora
15.Do Mesmo Clã (2ª V.)

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ou:
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Recomendo uma visita ao site oficial em:
http://cla.no.sapo.pt/menu.htm

Clã - Sexto Andar

sexta-feira, 18 de abril de 2008

DA WEASEL - Tal como eu dizia numa das últimas mensagens, em Portugal não se faz só Fado!...

...do melhor Hip-Hop Nacional!

«Nascem em meados de 1993, como um projecto 100% em inglês e numa onda experimentalista. Na altura, os Da Weasel eram Pac, Armando, Jay Jay Neige e Yen Sung. Um ano depois, dá-se a primeira aventura discográfica do grupo com o EP “More Than 30 Motherf***s”. Desde logo, surge o primeiro hino do grupo, que, ainda hoje, é um dos temas de maior sucesso em concerto: “God Bless Johnny”.
Não demoraria mais de um ano, para que editassem o primeiro álbum - “Dou-lhe com a Alma” - que é, simultaneamente, a primeira gravação de hip-hop de uma banda portuguesa; um trabalho onde se assinala a transição para o português como língua dominante. Nessa altura, à formação inicial juntam-se Pedro Quaresma (guitarra) e Guilherme Silva (bateria).
1997 traz o “Terceiro Capítulo”. Um disco duro, de discurso duro e onde Pac se afirma - definitivamente - como um dos maiores e mais engenhosos letristas do panorama musical português. “Todagente”, um dos temas, torna-se um dos hinos do grupo. Ainda antes da gravação deste álbum, volta a haver mexidas na formação: sai Yen Sung e entra Virgul. É com esta formação que os Da Weasel vão para a estrada.
Em 1998, é feita uma reedição deste álbum. Ao alinhamento inicial junta-se um CD extra, com remixes de quatro temas: “Dúia” (remisturado por Ricardo Camacho/ Amândio Bastos), “Pregos” (por Alex Fx), “Casos de Polícia” (por DJ C-Real) e “Para a nóia” (por Armando Teixeira).
Ainda neste ano, participam nos projectos “Tejo Beat” - colectânea produzida por Mário Caldato (Beastie Boys) - com o tema “Produto Habitual”, e “XX Anos, XX Bandas” - disco de tributo aos Xutos & Pontapés - com o tema “Esquadrão da Morte”.
O regresso aos álbuns dá-se em Setembro de 1999 com “Iniciação a uma vida banal - o Manual”. Um disco genial, que recebeu a aclamação da crítica. Deste álbum são vários os temas que se tornam “clássicos” do grupo, entre os quais se destaca “Outro Nível” - por muitos reconhecido como “Lets Go”. Um tema que conta com um dos melhores vídeos de sempre realizados em Portugal. Este álbum leva os Da Weasel para a estrada. Uma digressão memorável, que tem um dos seus pontos altos no Pavilhão Atlântico, onde realizaram a primeira parte dos Red Hot Chili Peppers (Novembro, 1999).
Em Agosto de 2000, os Da Weasel atingem os dois primeiros galardões de prata (hoje Dupla Platina) da sua carreira, atribuídos aos dois últimos álbuns editados pelo grupo: “Terceiro Capítulo” e “Iniciação a uma vida banal - o manual”.No decurso de 2000, além dos concertos, assinala-se a participação no álbum de tributo ao “Ar de Rock” de Rui Veloso - “20 anos depois - Ar de rock” - com o tema “Miúda (fora de mim)”.
No início de 2001, os Da Weasel entram em trabalho de composição para o novo álbum de originais, já sem a presença de Armando Teixeira, que, entretanto, sai da banda. Durante o Verão, participam nos festivais do Sudoeste e de Paredes de Coura. O álbum fica pronto em Outubro, estando a sua edição agendada para 3 de Dezembro. “Podes fugir mas não te podes esconder” é o título daquele que é, provavelmente, um dos melhores discos do grupo. Sendo este também o primeiro disco de Ouro (hoje Dupla Platina) da Banda. “Tás na Boa” é o primeiro single, cujo vídeo é a maior produção de sempre realizada com uma banda portuguesa. Destaque-se ainda a excelente produção de Mário Barreiros e a participação dos Orishas no tema “Sigue, Sigue!”.
Em 2004 os Da Weasel começam o ano da melhor forma: na pré-produção do disco que se virá a chamar “Re-Definições”. Um sexteto desde a entrada de DJ Glue para a família (aquando do início da Tournée de “Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder”), o grupo reúne-se diariamente na casa do guitarrista Quaresma juntamente com o co-produtor e amigo de longa data João Martins e começa a re-definir a sua sonoridade mais uma vez.
No primeiro fim-de-semana de Fevereiro fazem as malas e arrancam para o Algarve. O destino é Olhão, morada do estúdio Zip-Mix (de Tó Viegas e Viviane dos Entre Aspas), onde mais tarde se lhes juntarão os convidados João Gomes (Cool Hipnoise e Spaceboys) e André Rocha. Levando o trabalho com a calma necessária de quem quer fazer um disco com conta, peso e medida, os Da Weasel permanecem no Algarve até ao final desse mês, saindo do estúdio com o novo cd praticamente acabado de gravar. Falta agora apenas registar as colaborações de Manel Cruz (ex-Ornatos Violeta, Pluto) e da locutora/apresentadora Anabela Mota Ribeiro, bem como um ou outro pormenor. Nas primeiras semanas de Março todas as gravações são terminadas nos Estúdios Valentim de Carvalho em Paço de Arcos e João Martins, juntamente com Pedro Caldeira começa a misturar “Re-Definições”, provavelmente o disco mais intimista dos Da Weasel desde “Terceiro Capítulo”. No princípio de Abril o álbum é masterizado em Londres. Já em 2005, cristaliza-se um ciclo de amadurecimento, marcando a entrada numa nova etapa da caminhada: Re-Definições, o último álbum, é sinónimo de quádrupla platina - mais de oitenta mil (80 000) unidades vendidas, do Prémio Best Portuguese Act da MTV, de 2 Globos de Ouro (Melhor Grupo e Melhor Canção do Ano) entre muitos outros prémios e de refrões entoados pelo público de Norte a Sul do país (numa das mais extensas digressões de que há memória). O final de mais uma etapa? Não, apenas o princípio de mais um capítulo de um livro onde ainda irá correr muita tinta…
Em 2006 os Da Weasel continuam na estrada. Dezenas de concertos pelo país inteiro, ficando na memória os “míticos” espectáculos no Rock in Rio Lisboa e na Torre de Belém com orquestra (“Da Weasel goes Symphonic”).
Este é também o ano em que iniciam o trabalho do novo álbum de originais.»
(TRANSCRITO)

Da Weasel - Niggaz


AMOR, ESCARNIO E MALDIZER_2007

1. 8 Naipes
2. Toque-Toque
3. Dialectos da Ternura
4. Salmo I
5. International Luv
6. Cowboys (Poema Para Claudia)
7. Mundos Mudos
8. A Palavra (Tema Para Sassetti)
9. Negocios Estrangeiros
10.Bora la Fazer A P da Revolucao
11.Um Dia Destes
12.Salmo II
13.O Nigga Tu es Nigga Nigga
14.Niggaz
15.Roar (Interludio Para Voivod)
16.Sistema Do Sistema
17.Amor Escarnio E Maldizer
18.Sticky Weasel mix
19.Toque Toque
20.Dialectos da Ternura
21.Amor Escarnio E Maldizer
22.Niggaz

DOWNLOAD PART1
DOWNLOAD PART2


FORCA (UMA PÁGINA DE HISTORIA)

BEN HARPER - Simplesmente Único! Grande compositor e interprete.

DISCOGRAFIA COMPLETA E ALGUNS EXTRAS

«Nascido na Califórnia, Ben Harper cresceu a ouvir blues, folk, soul, r&b e reggae. Aprendeu a tocar guitarra ainda criança e montou diversas bandas em sua adolescência, sempre influenciado por nomes como Blues Traveler, Hootie & the Blowfish e Phish.

Sua carreira profissional como artista solo começou em 1993 com “Welcome To The Cruel World”. Sempre seguindo um intervalo de dois anos, foram lançados “Fight For Your Mind” (1995), “The Will To Live” (1997) e “Burn To Shine” (1999).

Uma caixa especial intitulada “CD Box Collection”, contendo os 3 primeiros álbuns de Harper saiu em 2000 e, no ano seguinte, chega o duplo ao vivo “Live From Mars”. O disco foi dividido em um elétrico e outro mais acústico e traz os maiores ‘hits’ do músico como “Excuse Me Mr.”, “Steal My Kisses” e “Pleasure And Pain”.

Seu sexto trabalho é “Diamonds On The Inside” (2003). O álbum é uma mistura de heavy, funk e folk. Ao lado dele estão The Inocent Criminals, formado pelo baixista Juan Nelson, o percussionista Leon Lewis Mobley e o baterista Oliver Charles. Os destaques foram “With My Own Two Hands”, “Everything”, “Amen Omen”, além da própria faixa-título.

Em 2004 o californiano estava de volta com um novo trabalho “There Will be a light”. O disco que reúne 11 faixas conta com a participação do grupo gospel Blind Boys of Alabama, que deu ao álbum uma nova roupagem e trouxe elementos da música country, gospel e da soul music.

Seu mais recente disco “Live At The Apollo” lançado em 2005 traz grandes sucessos como “Well Well Well” e “Church on Time”. As 15 faixas do cd foram gravadas ao vivo em um show consagrado que rendeu ao artista um DVD.

Ben Harper lançou trabalhos que lhe deram o ‘status’ de um dos artistas mais importantes da atualidade. Além de sua música, a aparência e a atitude do músico impressionavam a todos, principalmente em suas performances ao vivo, que não são poucas, já que ele faz em média 150 shows por ano. Foi em função de toda essa consagração que o cantor conquistou ao lado do grupo The Blind Boys of Alabama, o Grammy de melhor álbum de Soul Gospel pelo disco “There Will Be a Light”. O evento comemorou a 47° edição do Grammy, e aconteceu em fevereiro de 2005 na cidade de Los Angeles.

Em 2005 ao lado do premiado grupo Blind Boys of Alabama, o cantor presenteou o público com o CD e DVD ao vivo “Live At The Apollo”. O material traz um registro de um show gravado em 2004 no famoso teatro Apollo em Nova York. Destaque para músicas como “Church House Steps”, “Picture Of Jesus”, “Wicked Man” e “There Will Be A Light”.

Agosto de 2007: Ben Harper acaba de lançar o álbum “Lifeline”, centrado no soul acústico americano, respeitando as tradicionais raízes do género. “Busco criar um diálogo com os instrumentos e com os membros da banda, e, através desse diálogo, conectar-se a quem o ouvir”, disse Ben Harper em entrevista à agência Efe. O processo de criação de “Lifeline” começou após o fim da tour de “Both Sides of the Gun”, em meados de Novembro do ano passado. Ben Harper e os, The Innocent Criminals, ficaram concentrados num estúdio de Paris para gravar e misturar o álbum, o que ocorreu em apenas uma semana. O resultado é um disco em que “não há uma só nota que possa ser eliminada ou uma batida de bateria que sobre ou falte”, afirma o músico.»
(TRANSCRITO)

Ben Harper - Burn One Down




Lifeline_2007

01. Fight Outta You
02. In the Colors
03. Fool for a Lonesome Train
04. Needed You Tonight
05. Having Wings
06. Say You Will
07. Younger Than Today
08. Put It on Me
09. Heart of Matters
10. Paris Sunrise #7
11. Lifeline

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Both Sides of the Gun_2006

CD1:
01. Morning Yearning
02. Waiting For You
03. Picture In A Frame
04. Never Leave Lonely Alone
05. Sweet Nothing Serenade
06. Reason To Mourn
07. More Than Sorry
08. Crying Won’t Help You Now
09. Happy Everafter In Your Eyes

CD2:
01. Better Way
02. Both Sides Of The Gun
03. Engraved Invitation
04. Black Rain
05. Gather ’Round The Stone
06. Please Don’t Talk About Murder
07. Get It Like You Want It
08. The Way You Found Me
09. Serve Your Soul

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Live At The Apollo_2005

01. 11th Commandment (live 10/12/04)
02. Well Well Well (live 10/12/04)
03. I Want To Be Ready (live 10/12/04)
04. Take My Hand (live 10/12/04)
05. Picture Of Jesus (live 10/12/04)
06. Church House Steps (live 10/12/04)
07. Ben Introduces The Band...
08. Give A Man A Home (live 10/12/04)
09. Wicked Man (live 10/12/04)
10. If I Could Hear My Mother Pray Again (live 10/12/04)
11. I Shall Not Walk Alone (live 10/12/04)
12. Church On Time (live 10/12/04)
13. Where Could I Go (live 10/12/04)
14. There Will Be A Light (live 10/12/04)
15. Satisfied Mind (live 10/12/04)

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There Will Be A Light_2004

01. Take My Hand
02. Wicked Man
03. Where Could I Go
04. Church House Steps
05. 11th Commandment
06. Well Well Well
07. Picture Of Jesus
08. Satisfied Mind
09. If I Could Hear My Mother Pray Again
10. There Will Be A Light
11. Church On Time

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Diamonds On The Inside_2003

01. With My Own Two Hands
02. When It's Good
03. Diamonds On The Inside
04. Touch From Your Lust
05. When She Believes
06. Brown Eyed Blues
07. Bring The Funk
08. Everything
09. Amen Omen
10. Temporary Remedy
11. So High So Low
12. Blessed To Be A Witness
13. Picture Of Jesus
14. She's Only Happy In The Sun

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Ben Harper & Jack Johnson - Live at KBCO_2003 (com entrevista)

01. Intro
02. When It's Good
03. Diamonds On The Inside
04. Chat And Questions
05. The Horizon Has Been Defeated
06. Times Like These
07. Interviews
08. Please Me Like You Want To
09. Gone
10. Chat & Outro

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Live From Mars_2001

Disco 1:(electric)
01. Glory & Consequence
02. Excuse Me Mr.
03. Alone
04. Sexual Healing
05. The Woman in You
06. Ground On Down
07. Steal My Kisses
08. Burn One Down
09. Mama's Got a Girlfriend Now
10. Welcome To The Cruel World
11. Forgiven
12. Faded / Whole Lotta Love

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Disco 2:(acoustic)
01. Waiting on an Angel
02. Roses From My Friends
03. Power of the Gospel
04. Pleasure and Pain
05. Please Bleed
06. The Drugs Don't Work
07. In the Lord's Arms
08. Not Fire, Not Ice
09. Beloved One
10. Number Three
11. Walk Away
12. Another Lonely Day
13. Like A King / I'll Rise

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Burn To Shine_1999

01. Alone
02. The Woman In You
03. Less
04. Two Hands of a Prayer
05. Please Bleed
06. Suzie Blue
07. Steal My Kisses
08. Burn To Shine
09. Show Me a Little Shame
10. Forgiven
11. Beloved One
12. In The Lord's Arms

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The Will To Live_1997

01. Faded
02. Homeless Child
03. Number Three
04. Roses From My Friends
05. Jah Work
06. I Want To Be Ready
07. The Will To Live
08. Ashes
09. Widow of a Living Man
10. Glory & Consequence
11. Mama's Trippin'
12. I Shall Not Walk Alone

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Live(Japan)_1996

01. Voodoo Child (Slight Return)
02. Faded
03. Gold to Me
04. Fight for Your Mind
05. Power of the Gospel
06. Excuse Me Mr./Burnin' and Lootin'

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Fight For Your Mind_1995

01. Oppression
02. Ground On Down
03. Another Lonely Day
04. Please Me Like You Want To
05. Gold To Me
06. Burn One Down
07. Excuse Me Mr.
08. People Lead
09. Fight For Your Mind
10. Give A Man A Home
11. By My Side
12. Power Of The Gospel
13. God Fearing Man
14. One Road To Fre

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Welcome To The Cruel World_1993

01. The Three Of Us
02. Whipping Boy
03. Breakin' Down
04. Dont' Take That Attitude To Your Grave
05. Waiting On An Angel
06. Mama's Got A Girlfriend Now
07. Forever
08. Like a King
09. Pleasure And Pain
10. Walk Away
11. How Many Miles Must We March?
12. Welcome To The Cruel World
13. I'll Rise

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Recomendo uma visita ao seu site oficial, em:
http://www.benharper.net/

Ben Harper - Excuse Me Mr

quarta-feira, 16 de abril de 2008

CARLOS PAREDES, JOSÉ AFONSO & LUIZ GOES - Fado de Coimbra

O fado, mais uma vez! A música que só nós Portugueses sabemos fazer!... mas não fazemos só fado, hein!!!!!

Carlos Paredes- Verdes anos


Carlos Paredes, José Afonso & Luiz Goes - Fado de Coimbra

Carlos Paredes, José Afonso & Luiz Goes - Dentro.jpg
Carlos Paredes, José Afonso & Luiz Goes - Frente.jpg
Carlos Paredes, José Afonso & Luiz Goes - Trás.jpg
Carlos Paredes - Canção dos Verdes Anos
Carlos Paredes - Divertimento
Carlos Paredes - Fantasia
Carlos Paredes - Melodia Nº 2
Carlos Paredes - Variações em Ré Maior
José Afonso - Canção do Mar
José Afonso - Coro dos Caídos
José Afonso - Maria
Luiz Goes - Alegria
Luiz Goes - Boneca de Trapo
Luiz Goes - Canção do Regresso
Luiz Goes - Homem Só, Meu Irmão

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terça-feira, 15 de abril de 2008

CARLOS PAREDES - Sem este homem o meu BLOG não podia ficar! Um dos maiores representantes da nossa música!


Este homem é(ou melhor, foi) com certeza o maior virtuoso da nossa guitarra! Está para a guitarra Portuguesa como o Jimi Hendrix está para a guitarra eléctrica! Paz á sua Alma.

«Escrever sobre Carlos Paredes não é tão fácil quanto possa parecer. A sua biografia e a sua discografia aparecem em todo o lado, mas a melhor forma de escrever sobre ele é ouvindo-o. Ao som de cada um dos seus acordes surge uma ideia diferente, a uma velocidade quase impossível de acompanhar.

“Já me tem sucedido fazer as pessoas chorar enquanto eu toco… E eu não compreendi isto, mas depois percebi que é a sonoridade da guitarra, mais do que a música que se toca ou como se toca, que emociona as pessoas.”
(Diário de Notícias)

A 16 de Fevereiro de 1925 nasceu, em Coimbra, Carlos Paredes. Filho de Artur Paredes e neto de Gonçalo Paredes, dois grandes nomes da guitarra portuguesa, também ele não fugiu à tradição da família e, apesar de nunca se ter profissionalizado como músico, tornou-se no grande símbolo da guitarra portuguesa.

Começou a tocar com quatro anos de idade e tornou-se no homem dos “mil dedos”. Lançou o seu primeiro disco em 1957 e, em 1962, Paulo Rocha encomendou-lhe aquela que é considerada uma das suas composições mais belas, “Verdes Anos” que foi tema do filme com o mesmo nome, pioneiro no chamado Cinema Novo português.

Sempre se considerou um “amador da guitarra”, um “instrumentista popular” que criava apenas “pequena música”. Estas expressões que usava, demonstravam a sua modéstia tão característica. “Quero ser considerado um pequeno músico e se me conseguir realizar como pequeno músico, sentir-me-ei satisfeito”, dizia. Quando era convidado para uma entrevista, questionava o entrevistador se teria, de facto, algo de interessante para dizer. Em 1981, quando António Duarte o contactou para uma entrevista, Carlos Paredes perguntou-lhe se teria categoria para ser entrevistado pelo Jornal de Letras. Dizia não ser capaz de traduzir o seu pensamento através das palavras, e que Portugal não era um país de músicos, mas de poetas. Na verdade, a sua música é poesia feita som.

A música nunca o fez rico, sempre manteve o seu trabalho de arquivista de películas no Hospital de São José. A sua participação solidária era frequente em protestos contra a injustiça, a sua grande luta. Mesmo cansado, e depois de um dia de trabalho, Carlos Paredes levava a sua arte ao povo.

Muitos dos seus trabalhos ficaram inacabados devido ao seu perfeccionismo. Abandonava as gravações, descontente com o trabalho de estúdio. Apesar de denominar os seus acordes como “pequena música”, necessitava que o seu trabalho fosse apreciado, exigindo a si mesmo a perfeição.

Quem teve o prazer de o ver em palco, descreve-o como uma explosão. “E foi aí que entrou no palco Carlos Paredes: enorme, desajeitado, com o seu eterno sorriso tímido de quem pede desculpa por existir. Sentou-se, aconchegou a guitarra, agarrou-se à guitarra e a guitarra a ele, passaram a ser um corpo único, um só tronco de música e de raiva, de sonho e de melodia, de angústia e de esperança” é assim que José Carlos de Vasconcelos retrata a postura de Paredes.

A 23 de Julho de 2004 o seu corpo foi enterrado, após onze anos de silêncio. Em 1993, foi-lhe diagnosticada uma mielopatia (hérnias na medula), uma doença que lhe prendia os movimentos, impossibilitando-o de exercer a sua arte. Foi-lhe assim amputada a sua guitarra, a sua paixão, uma parte de si. Calou-se cedo demais a guitarra que, segundo Joan Barnet, “se rebelou contra a aceitação passiva do destino, característica do fado, e celebrou a exuberância da vida.”

“O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele. Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer, morrerá comigo a minha guitarra.” Felizmente a música ficou cá…»
(Por: Alexandra Moreira da Costa)

Carlos Paredes - Guitarra com génio




O Mundo Segundo Carlos Paredes - 8 CD's


CD 1 - Carlos Paredes - 1958-1967 – Despertar

Carlos Paredes - A Água da Fonte
Carlos Paredes - A Luz do teu Olhar (Súplica)
Carlos Paredes - Acção - Prelúdio
Carlos Paredes - Adeus a Coimbra
Carlos Paredes - Balada do Mar
Carlos Paredes - Canção da Infância
Carlos Paredes - Canção Verdes Anos
Carlos Paredes - Dança
Carlos Paredes - Danças Portuguesas nº 1
Carlos Paredes - Despertar - Variações
Carlos Paredes - Divertimento
Carlos Paredes - Fantasia
Carlos Paredes - Frustração - Variações
Carlos Paredes - Melodia nº 1
Carlos Paredes - Melodia nº 2
Carlos Paredes - No Calvário
Carlos Paredes - Pantomina
Carlos Paredes - Porto Santo
Carlos Paredes - Quando os Sinos Dobram
Carlos Paredes - Raiz - Dança
Carlos Paredes - Romance nº 1
Carlos Paredes - Romance nº 2
Carlos Paredes - Serenata
Carlos Paredes - Variações em Lá Menor
Carlos Paredes - Variações em Ré Menor
Carlos Paredes - Variações em Si Menor

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CD 2 - Carlos Paredes - 1969-1970 - Na Corrente

Carlos Paredes - Cantiga de Maestria
Carlos Paredes - Cantiga de Refrão (Formosinha de Elvas)
Carlos Paredes - Era Ainda Pequenina
Carlos Paredes - Fui-te Ver Estavas Lavando
Carlos Paredes - Louvor À Vida
Carlos Paredes - Meu Amor, Meu Amor
Carlos Paredes - Meu País
Carlos Paredes - Na Corrente
Carlos Paredes - Não Choro por me Deixares
Carlos Paredes - O Render dos Heróis
Carlos Paredes - Ó, ó, Menino, ó
Carlos Paredes - Pantomina
Carlos Paredes - Prelúdio (Porto Santo)
Carlos Paredes - Sete Varas Tem
Carlos Paredes - Sobre um Mote de Camões
Carlos Paredes - Soneto
Carlos Paredes - Trova do Amor Lusíada
Carlos Paredes - Trova do Emigrante
Carlos Paredes - Vai-te Embora, ó Papão

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CD 3 - Carlos Paredes - 1971-1973 – Danças

Carlos Paredes - A Montanha e a Planície
Carlos Paredes - António Marinheiro - Tema da Peça
Carlos Paredes - Balada de Coimbra
Carlos Paredes - Canção de Alcipe
Carlos Paredes - Canção
Carlos Paredes - Dança dos Camponeses
Carlos Paredes - Dança dos Montanheses
Carlos Paredes - Danças Portuguesas nº 2
Carlos Paredes - Em Memória de uma Camponesa Assassinada
Carlos Paredes - Fantasia nº 2
Carlos Paredes - Movimento Perpétuo
Carlos Paredes - Mudar de Vida - Música de Fundo
Carlos Paredes - Mudar de Vida - Tema
Carlos Paredes - O Fantoche
Carlos Paredes - Os Senhores da Terra
Carlos Paredes - Sede e Morte
Carlos Paredes - Valsa
Carlos Paredes - Variações em Mi Menor
Carlos Paredes - Variações em Ré Menor
Carlos Paredes - Variações sob uma Dança Popular

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CD 4 - Carlos Paredes - 1974-1983 - As Mãos

Carlos Paredes - "In Memoriam" (Ao Vivo)
Carlos Paredes - A Batalha de Alcácer Quibir
Carlos Paredes - A Montanha e a Planície (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Abaixo El-Rei Sebastião
Carlos Paredes - As Mãos
Carlos Paredes - Canto de Amor (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Canto de Embalar (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Canto de Rua (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Canto de Trabalho (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Canto do Amanhecer (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Canto do Rio (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Dança dos Camponeses (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Dança Palaciana (Ao Vivo)
Carlos Paredes - E a Carne se Fez Verbo
Carlos Paredes - E de Súbito um Sino
Carlos Paredes - E o Bosque se Fez Barco
Carlos Paredes - É Preciso um País
Carlos Paredes - Explicação de Alcácer Quibir
Carlos Paredes - Festa da Primavera (Ao Vivo)
Carlos Paredes - Lisboa Perto e Longe
Carlos Paredes - Lusíada Exilado
Carlos Paredes - Metralhadoras Cantam
Carlos Paredes - No meu País h uma Palavra Proibida
Carlos Paredes - Os Dois Sonetos de Amor da Hora Triste
Carlos Paredes - Peregrinação
Carlos Paredes - Poemarma
Carlos Paredes - Portugal em Paris
Carlos Paredes - Raiz
Carlos Paredes - Recado a Helena
Carlos Paredes – S (Ésse)
Carlos Paredes - Sede e Morte (ao Vivo)
Carlos Paredes - Soneto
Carlos Paredes - Tejo que Levas as Águas
Carlos Paredes - Trazias de Lisboa
Carlos Paredes - Trova do Vento que Passa
Carlos Paredes - Variações (Ao Vivo)

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CD 5 - Carlos Paredes - 1983-1986 – Improvisos

Carlos Paredes - Fado Moliceiro
Carlos Paredes - Improviso 1
Carlos Paredes - Improviso 2

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CD 6 - Carlos Paredes - 1988-1989 – Asas

Carlos Paredes - A Canção
Carlos Paredes - A Dança
Carlos Paredes - A Mãe e o Lar
Carlos Paredes - Asas Sobre o Mundo
Carlos Paredes - Coimbra e o Mondego
Carlos Paredes - Contrastes
Carlos Paredes - Lisboa e o Tejo
Carlos Paredes - Nas Asas da Saudade
Carlos Paredes - O Teatro
Carlos Paredes - Os Amadores

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CD 7 - Carlos Paredes - 1990-1992 – Diálogos

Carlos Paredes - Asas Sobre o Mundo & Nas Asas da Saudade
Carlos Paredes - Balada de Coimbra
Carlos Paredes - Canto de Embalar
Carlos Paredes - Canto de Trabalho
Carlos Paredes - Dança dos Camponeses
Carlos Paredes - Divertimento
Carlos Paredes - Marionetas
Carlos Paredes - Mudar de Vida
Carlos Paredes - O Navio
Carlos Paredes - Song for Che
Carlos Paredes - Variações Sobre o Fado de Artur Paredes e Gonçalo Paredes
Carlos Paredes - Verdes Anos

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CD 8 - Carlos Paredes - 1993-2004 – Memórias

Carlos Paredes - Arco de Almedin
Carlos Paredes - Arcos do Jardim
Carlos Paredes - Canção para Titi
Carlos Paredes - Discurso
Carlos Paredes - Escadas do Quebra Costas
Carlos Paredes - Mar Goês
Carlos Paredes - Memórias
Carlos Paredes - Uma Canção para Minha Mãe
Carlos Paredes - Valsa Diabólica

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Carlos Paredes - 1968 - Guitarra Portuguesa

Carlos Paredes - Canção Verdes Anos
Carlos Paredes - Dança
Carlos Paredes - Divertimento
Carlos Paredes - Fantasia
Carlos Paredes - Melodia Nº 1
Carlos Paredes - Melodia Nº 2
Carlos Paredes - Pantomima
Carlos Paredes - Porto Santo
Carlos Paredes - Romance Nº 1
Carlos Paredes - Romance Nº 2
Carlos Paredes - Variações em Ré Maior

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Carlos Paredes - 1971 - Movimento Perpétuo

Carlos Paredes - António Marinheiro
Carlos Paredes - Canção
Carlos Paredes - Danças Portuguesas
Carlos Paredes - Fantasia Nº 2
Carlos Paredes - Movimento Perpétuo
Carlos Paredes - Mudar De Vida - Música De Fundo
Carlos Paredes - Mudar De Vida - Tema
Carlos Paredes - Valsa
Carlos Paredes - Variações Em Mi Menor
Carlos Paredes - Variações Em Ré Menor
Carlos Paredes - Variações Sob Uma Dança Popular

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Carlos Paredes - 2002 - Uma Guitarra com Gente Dentro

Carlos Paredes - A Noite
Carlos Paredes - Amargura
Carlos Paredes - Asas Sobre o Mundo
Carlos Paredes - Canto de Amor
Carlos Paredes - Canto de Embalar
Carlos Paredes - Canto de Rua
Carlos Paredes - Canto de Trabalho
Carlos Paredes - Canto do Amanhecer
Carlos Paredes - Canto do Rio
Carlos Paredes - Dança dos Camponeses
Carlos Paredes - Desenho duma Melodia
Carlos Paredes - Divertimento
Carlos Paredes - Fado Moliceiro
Carlos Paredes - Improviso 2 – 3º Andamento
Carlos Paredes - Marionetas
Carlos Paredes - Melodia para um Poeta
Carlos Paredes - Nas Asas da Saudade
Carlos Paredes - O Discurso
Carlos Paredes - O Fantoche
Carlos Paredes - Raiz
Carlos Paredes - Serenata no Tejo
Carlos Paredes - Verdes Anos

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Carlos Paredes - 1963 - Os Verdes Anos

1 – Despertar
2 – Raiz
3 – Acção
4 – Frustração
5 – Variações em Si menor
6 – Serenata
7 – Variações em Lá menor
8 – Danças Portuguesas nº 1

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Carlos Paredes - Guitarra com génio II

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Adriana Calcanhoto - Maré(2008)

É só para avisar que o ultimo album da Adriana já está disponivel neste BLOG. Coloquei-o junto com o resto da discografia dela. (Sugestão: Utilizem o motor de busca, no canto superior esquerdo).
Felicidades e obrigado pela visita!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

MARIA JOÃO - A mais abrangente e "elástica" das vozes Nacionais!

Embora a obra desta senhora seja muito extensa e fenomenal. E eu tenha os originais de boa parte dela, por enquanto só consigo disponibilizar este ultimo álbum (agora a solo, já sem a parceria com o Mário Laginha) Mas tudo farei para complementar este POST com mais alguns, senão todos, dos fabulosos álbuns desta que é, quanto a mim, a melhor voz do nosso panorama musical.
Aconselho uma visita a:
http://www.mariajoao.org/discografia/index.html


«Maria João Monteiro Grancha nasceu em Lisboa, no dia 27 de Junho de 1956, filha de pai português e mãe moçambicana. Da infância guarda imagens dispersas e coloridas de uma África já não tão distante assim. Das férias passadas por lá, do calor, das praias com redes por causa dos tubarões...

A entrada na adolescência revelou o seu espírito rebelde e inquieto. A menina gordinha, de óculos e cabelo encrespado não gostou nada de ser chamada «caixa de óculos» e «Gungunhana» pelos colegas louros e magros do Colégio Inglês, St. Julian School, e aprendeu a defender-se como podia, com um murro aqui e um pontapé ali.

Aos 13 anos, o patinho feio mudou: emagreceu e tornou-se uma mulher!
Descobriu então os rapazes, fugia da escola, não punha os pés nas aulas. Em resultado, passou a aluna interna para o colégio da Bafureira, que nem por isso constituiu obstáculo às fugas. Incontrolável, foi expulsa ou convidada a sair de 5 colégios, para enorme desespero da mãe!

Aikido .... a salvação
Surge então o desporto, a derradeira tentativa... Primeiro a Natação e depois a escola do mestre Georges Stobbaerts, onde saltou do Ioga para o Judo e Karaté, até se encantar pelo Aikido, que, além de lhe incutir regras e disciplina, lhe valeu um orgulhoso cinturão negro. O Aikido mudou-lhe a vida, sendo ainda hoje uma das suas paixões. Praticava intensamente todos os dias da semana e, por essa altura, começou também a dar aulas de natação a crianças autistas, através da Direcção-Geral de Desportos.

A descoberta da música
A música cruzou-se nos seus caminhos sem aviso. Nunca tinha sonhado ser cantora e até nem ouvia muita música. Ouvia o que passava na rádio e gostava muito da cantora Joni Mitchel.

Por estranho que pareça, foi num curso de nadador salvador que Maria João, pela primeira vez, teve noção dos seus dotes vocais, graças a uma colega – Cândida (obrigado Cândida!!), que era cantora e a fez constatar: «eu berro mais que a Cândida!» A Escola de Natação fechou e a praia e a boa vida foram uma hipótese a considerar, até que um amigo guitarrista a convidou a integrar a sua banda rock, como vocalista. Esqueceu-se apenas de avisar que a banda era tão perfeccionista que só ensaiava. Um mês foi suficiente para Maria João dar por finda a experiência.

Hot Club
Em 1982, quando abriram inscrições na Escola de Jazz do Hot Club, o amigo desafiou-a para a audição. Sobre Jazz, Maria João lembrava-se dos CascaisJazz, festival organizado por Luis Villas-Boas, de ter visto o Miles Davis, o Keith Jarrett, o Jean Luc Ponty, a Nancy Wilson! Não percebia nada, mas gostava imenso. Para a audição, escolheu a música brasileira “Cantador”, da autoria de Dori Caymmi, que conhecia na voz de Flora Purim. Ensaiou-a vezes sem conta, mas chegada a audição, os músicos pediram-lhe as partituras. Não tinha, nem tão pouco as saberia ler, por isso, atirou-se a um improviso sobre o clássico de Cole Porter, “Night and Day”. Foi admitida de imediato, sem que tenha chegado a saber se entrou pela espectacularidade do improviso ou porque havia falta de cantores no Hot!

Durante os meses que esteve no Hot Club aprendeu a ouvir, porque para aprender a cantar tem de se saber ouvir. E ouviu muito, as divas do jazz e não só: a Ella (Fitzgerald), a Billie (Holiday), a Elis (Regina) ... apaixonou-se pela Betty Carter, progrediu para o Al Jarreau e outros cantores de vanguarda. Ainda no Hot Club, formou o seu primeiro grupo – Maria João & Friends – e foi também nesses tempos que se estreou em concerto, na abertura de um restaurante. O concerto corria como estava previsto até que, na terceira música, se esqueceu de tudo e teve que improvisar em scat. Um sucesso e uma sensação fantástica, algo assim como voar.

Primeiros tempos
Ainda em 1983 saiu o primeiro disco, Quinteto de Maria João, recheado de standards americanos, entre eles "Blue Moon", popularizado por Billie Holiday. Data também dessa época uma participação no disco de Jorge Palma, Acto Contínuo. Em 1984 foi a anfitriã de um programa televisivo de jazz, no qual foi galardoada com o prémio de revelação do ano.

Já em 1985 subiu ao palco do Festival de Jazz de Cascais, a prova de fogo, de onde saiu com os aplausos do público e da crítica. Cem Caminhos, o segundo álbum com o quinteto, foi lançado nesse ano e inclui 2 poemas musicados de Eugénio de Andrade e clássicos como "Take Five", "Lush Life" ou "My Favorite Things". Arrecadou mais dois prémios, um no prestigiado Festival de Jazz de San Sebastian (Espanha) e o outro atribuído pela Revista Nova Gente, como intérprete feminina do ano.

Em 1986, Maria João aventurou-se numa tournée avassaladora pela Alemanha, num ritmo de 24 concertos em 5 semanas, dados em pequenos clubes de jazz, com direito a cachets miseráveis e noites mal dormidas. Foi também neste ano que saiu o seu terceiro disco, Conversa, lançado pela editora alemã Nabel e já com um novo quinteto.
Num dos concertos da tournée alemã, teve uma espectadora especial que, depois de a ouvir, a convidou para cantar com ela: a pianista japonesa Aki Takase.

Ela e Aki
Aki Takase movia-se no mundo do free-jazz; Maria João cantava ainda muito presa aos standards norte-americanos e o contacto com a pianista marcou a viragem para um estilo e repertório mais seus. Com Aki, Maria João descobriu que é possível fazer tudo!

Largou o quinteto e embarcou pela Europa fora, com a sua voz, com Aki e o piano. Durante 5 anos, enlouqueceram os públicos dos festivais de jazz europeus, arriscando tudo na corda bamba dos improvisos, umas vezes com, outras vezes sem, o contrabaixista Niels Orsted-Pedersen.

Pelo caminho, lançaram dois discos, gravados ao vivo: Looking for Love, em 1987, gravado no festival de jazz de Leverkusen e Alice, em 1990, gravado no Festival de Nürnberg. Em 1990, nasceu o seu filho, João Carlos e a vontade de rumar em outras marés começou a fazer-se sentir em Maria João. Chegava ao fim o ciclo de loucuras com Aki Takase e a cantora regressava à pátria, envolvendo-se num projecto com o grupo português Cal Viva.

Cal Viva
Do Cal Viva faziam parte conceituados músicos portugueses como José Peixoto, Carlos Bica, José Salgueiro e Mário Laginha, e o resultado da colaboração saiu num disco intitulado Sol, em 1991, onde a música tradicional portuguesa e o jazz se fundiram em sons bem originais. Seguiram-se então novas tournées com o grupo, divertidas, mas duríssimas. Do projecto Cal Viva não saiu mais nenhum trabalho discográfico e, no ano seguinte, os desafios foram outros.

Outras experiências
Em 1992, Maria João trabalhou com a cantora Lauren Newton e em quarteto com Christof Lauer, Bob Stenson e Mário Laginha, participando igualmente no Europália e na Expo de Sevilha.
O prestígio alcançado pela cantora, foi, mais uma vez, confirmado no contrato com a famosa editora de jazz, Verve.

Maria João e Mário Laginha
O disco Danças, lançado em 1994, já pela Verve, marcou o início de uma nova fase e de um novo duo, que persiste até hoje, com o pianista Mário Laginha. Após vários anos de projectos comuns com uma zanga feia pelo meio – Laginha fez parte do quinteto inicial, voltando a trabalhar com a cantora em 1991, no grupo Cal Viva – os dois músicos empenharam-se num disco diferente, só com piano e voz.

Seguiram-se-lhe, até 2005, mais 7 discos em conjunto: Fábula, Cor, Lobos, Raposas e Coiotes, Chorinho Feliz, Mumadji (ao vivo), Undercovers e Tralha. A cumplicidade entre Maria João e Mário Laginha tem feito deste encontro um dos mais felizes da música portuguesa, bem comprovado na originalidade e consistência de um duo com mais de dez anos.

Para além dos trabalhos discográficos, João e Laginha têm sido convidados a integrar diversos projectos, com destaque para: o espectáculo “Raízes Rurais, Paixões Urbanas”, encenado por Ricardo Pais, em 1998, onde o fado e a música folclórica e tradicional se cruzavam com a música do duo; a colaboração com a companhia do coreógrafo Paulo Ribeiro, onde temas dos discos Fábula e Cor foram transportados para a linguagem da dança, num espectáculo estreado no P.O.N.T.I, em 1999 e intitulado “Ao Vivo”; a participação na curta-metragem “Canção Distante”, de Pedro Serrazina, no âmbito do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura; o espectáculo “O Movimento do Som. O Som do Movimento”, em 2002, projecto de fusão entre a música e as Artes do Budô (artes marciais japonesas), realizado em conjunto com o Tenchi International, local onde a cantora pratica Aikido.

Colaborações e projectos
À parte do duo que forma com Mário Laginha, Maria João é frequentemente convidada a colaborar com outros músicos de grande prestígio. Em 2001 iniciou um trabalho com o grupo de Joe Zawinul, ex-teclista dos Weather Report, com o qual se apresentou ao vivo, por mais de um ano, em diversos festivais de jazz europeus.

Desde 2003 tem igualmente desenvolvido um interessante trabalho com o quarteto de sopros austríaco Saxofour, com o qual já gravou dois discos: European Christmas, e Cinco.

2003 também lhe reservou uma agradável surpresa: o convite para o cargo de directora da Escola de Música da Operação Triunfo, um concurso televisivo de revelação de novos cantores. O desafio foi aceite com enorme energia por parte da cantora, que se entregou de corpo e alma ao projecto, nas duas edições do programa.

Em 2004 Maria João foi uma das ilustres convidadas do concerto “Gil e os quatro cantos”, do músico e actual ministro da cultura brasileiro, Gilberto Gil. Neste espectáculo, integrado no aniversário da empresa Odebrecht, participaram também Susana Bacca e Paulo Flores.

Já em 2005, o dueto voltou a ser recriado num concerto de Gilberto Gil, em Monsanto, no âmbito das Festas de Lisboa.

No ano passado, a cantora foi convidada pelo guitarrista José Peixoto – amigo e colaborador de longa data – para integrar o disco Pele, com canções da sua autoria e letras de Tiago Torres da Silva. O espectáculo foi apresentado na Casa da Música, no Porto, e na inauguração do Casino Lisboa.»
(TRANSCRITO)

Maria João & Mário Laginha - Beatriz


Em 2007 Maria João lança um trabalho discográfico a solo. “João” é integralmente composto por canções de compositores brasileiros e tem recebido as mais calorosas críticas na imprensa especializada. Aqui vos deixo este ultimo disco. Mais um trabalho maravilhoso desta voz "do outro mundo".


João_2007

01.Retrato em Branco e Preto
02.Partido Alto
03.Rosa
04.E.C.T.
05.Escurinha
06.Canto de Ossanha
07.Valsa Brasileira
08.Dor de Cotovelo
09.Tico-Tico no Fubá
10.No Tabuleiro da Baiana
11.O Silêncio das Estrelas
12.A Outra
13.Choro Bandido
14.Meu Namorado

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Maria João & Mário Laginha(Live at the Purcell Room, London)
15 November_2006

01.Parrots and Lions
02.Preto E Branco
03.Mãos Na Parade
04.Beatriz
05.Há Gente Aqui
06.Cair Do Céu
07.Tralha
08.Un Amor

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Maria João e Mário Laginha - Undercovers_2002

01.Maria João & Mário Laginha - Black Bird
02.Maria João & Mário Laginha - Cantiga (Caicó)
03.Maria João & Mário Laginha - Charles On A Sunday With Sunday Clothes
04.Maria João & Mário Laginha - Corazón Partió
05.Maria João & Mário Laginha - Este Seu Olhar
06.Maria João & Mário Laginha - From Both Sides Now
07.Maria João & Mário Laginha - God Only Knows
08.Maria João & Mário Laginha - Lately
09.Maria João & Mário Laginha - Love Is The Seventh Wave
10.Maria João & Mário Laginha - O Marco Marciano
11.Maria João & Mário Laginha - O Quereres
12.Maria João & Mário Laginha - Take Me Home
13.Maria João & Mário Laginha - Tom Traubert's Blues
14.Maria João & Mário Laginha - Unravel
15.Maria João & Mário Laginha - Wake Up Dead Man
16.Maria João & Mário Laginha – We’ll Be Just Beginning

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PASSWORD:amrao

Maria João, Mário Laginha_2001
Maria João (voice), Mário Laginha (piano), Toninho Ferragutti (accordion), Helge Norbakken (drums and percussion): collectively known as "Mumadji"
London Jazz Festival + Atlantic Waves 2001
Purcell Room
Saturday, 10th November_2001

Part One
01 introduction for BBC World Service "Jazzmatazz" (Alan Shipton)
02 em tão pouco tempo escureceu tanto
03 preto e branco
04 um choro feliz
05 asa branca
06 announcements & band credits
07 há gente aqui
08 un amor

There was a short break here to change tapes. I think I have only lost some applause. I have kept the two halves as separate files for the benefit of those wishing to burn to CD.

Part Two
09 várias danças
10 applause "more, more" etc.
11 a lua partida meio

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Maria João, Mário Laginha_1998
Maria João (voice), Mário Laginha (piano), Miroslav Tadic (guitar), Marcelo Doctor (percussion)
Oris London Jazz Festival
Royal Festival Hall
Wednesday, 11th November_1998


(Maria was support act to John McLaughlin.)

01 introduction
02 Charles on a Sunday with Sunday Clothes
03 preto e branco
04 saris e capulanas
05 asa branca
06 announcements & band credits
07 várias danças

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INFO

Cor_1998

1. Horn Please
2. Há Gente Aqui
3. Rafael Ou a Cor de Mocambique
4. Nazuk
5. Saris E Capulanas
6. Preto E Branco
7. Charles on a Sunday With Sunday Clothes
8. Nhlonge Yamina
9. Forbidden Love Affair

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Maria Joäo & Mário Laginha(Live London International Jazz Festival
Royal Festival Hall)
19th November_1995

01 introduction
02 O vos omnes
03 Fábula
04 Coisas da Terra
05 Saudosa Maloca
06 Várias Danças

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Maria João e Mário Laginha - Tralha (Aula Magna)