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sábado, 23 de março de 2013

DEOLINDA - Mundo Pequenino. Último Álbum, do melhor que por cá se faz.

Mundo Pequenino_2013


 1. Algo Novo

 2. Concordância

 3. Gente Torta

 4. Há-de Passar

 5. Medo de Mim

 6. Musiquinha

 7. Semáforo da João XXI

 8. Seja Agora

 9. Pois Foi

10. Balanço

11. Doidos

12. Não Ouviste Nada

13. Quem Tenha Pressa


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QUE SEJA AGORA


terça-feira, 1 de março de 2011

CRISTINA BRANCO - O que é nacional é bom!... E bonito/a!


«Na arte e vida de Cristina Branco (Almeirim, 1972) pode dizer-se,
como diz a letra de Amália, que traz o fado nos sentidos. O fado
atravessou a vida de Cristina por um acaso feliz. De certa maneira,
terá sido ela, pela sua ousadia estética e cunho interpretativo muito
particular, a atravessar o Fado enquanto fenómeno musical de
profundas raízes tradicionais. «Começou por uma brincadeira, um
serão de cantigas entre amigos», segundo gosta de recordar. Nada
até aqui, adolescente, a diria fadista. Antes de entoar menores,
mourarias ou maiores (*), e logo como gente grande, Cristina não
frequentara casas de fado ou escutara o vinil das vozes da tradição.
Conhecia alguns fados de ouvido, trauteados pelo avô materno,
letras e acordes que repetia de improviso sem ter consciência de
como estes se entranhavam, como lhe decidiam o destino. Estava
por essa altura mais próxima de Billy Holliday e Ella Fitzgerald, de
Janis Joplin e Joni Mitchell do que Amália Rodrigues. Quando o
mesmo avô lhe ofereceu pelos seus 18 anos o disco Rara e Inédita,
obra maior e menos conhecida da grande diva do Fado, não sabia
ainda como acabara de lhe mudar a vida para sempre.

Na verdade, escassos meses antes de pisar um palco a primeira
vez, em Amesterdão (1996, Zaal100), Cristina nunca se imaginara
sequer uma intérprete amadora ou cantadeira de horas vagas como
é próprio de muitos fadistas que encontram no fado um pretexto de
ócio ou expiação. Se havia fado na sua vida de adolescente, era
apenas no mais profundo sentido etimológico da palavra (o fatum,
o destino) que a dizia já “fadada” para a palavra. Até 1996, aos 24
anos, duas ou três experiências de canto fortuitas, e arrancadas
a custo da sua timidez histórica, eram tudo o que havia feito
publicamente enquanto “cantora”.
O Jornalismo era “a arte” que procurava. Talvez por isso, hoje e
sempre, as palavras (os redondos vocábulos, como lhes chama)
rejam todos os seus discos, todas as suas intervenções, todos os
seus projectos em curso. Cantora de poetas, os maiores de
Portugal (Camões, Pessoa, David Mourão Ferreira, José Afonso…),
e alguns do mundo (como Paul Éluard, Leo Fèrre, Alfonsina Storni
ou Slauherhoff), Cristina Branco fez do seu modo de entender o
fado uma espécie de porta-voz da Poesia e da Literatura do
cancioneiro nacional. Passada uma década desde a sua estreia no
Círculo de Cultura Portuguesa de Amesterdão (onde antes
passaram Zeca Afonso, Carlos Paredes, Sérgio Godinho…)
reconhecem-lhe hoje os seus pares, como marca de personalidade
humana e artística, um fortíssimo e muito sincero pendor poético.
Traço maior aliado a uma exigência ainda maior com os rigores da
dicção e a clareza da palavra que na hora de ser voz (de uma
límpida volúpia) é como se desse corpo à alma contida no poema.

Depois, do Fado espera-se em demasia que este traduza o
sentimento trágico da vida: o sofrimento, a saudade e a impotência
perante o destino. A tradição já longa do Fado depositou algumas
“fórmulas” para dar voz a esses sentimentos, cuja invariável
repetição tem conduzido à delapidação desse tesouro expressivo,
ao seu inevitável esvaziamento emocional, ao sobrevoar das
palavras pelos cantores. Porém, e ao arrepio dos cânones mais
ensimesmados do Fado dito tradicional, o caminho de Cristina
Branco tem sido outro: autónomo, singular e muitas vezes ébrio
de alegria (como no tema iconográfico da sua carreira «Sete
Pedaços de Vento», in Ulisses). No mínimo, o caminho do Fado
de Cristina reveste-se da volúpia do aborrecimento.

Sem procurar uma ruptura ingénua com a tradição, antes
procurando o que nela há de melhor (oiçam-se alguns dos
"clássicos" por ela cantados), Cristina Branco reanima a tradição com
a sua originalidade. Em todos os seus discos tem procurado o
exigente convívio dos textos com a musicalidade inata do fado.

Cristina Branco reúne toda a emoção que o género podia conter na
sua íntima ligação entre voz, poesia e música. Tal como outros jovens
músicos que, desde meados dos anos 90, encontraram no Fado a
sua forma de expressão, contribuindo para uma surpreendente
renovação da Canção de Lisboa, Cristina Branco começou a definir
o seu percurso, onde o respeito pela tradição caminha lado a lado
com o desejo de inovar. Se nada na vida de Cristina indicava que o
seu destino seria o fado, temos hoje de admitir que Cristina Branco
está a criar um estilo senão “raro”, certamente “inédito”.

Voz, guitarra portuguesa, viola e viola-baixo, piano); uma mistura de
fados tradicionais, temas próprios e canções populares.

*variantes de fados

Tiago Salazar, 5 de Outubro, 2008

Pontos Altos

A cantora grava "Cristina Branco Live in Holland", em edição de
autor, registado ao vivo em dois concertos realizados no dia 25 de
Abril de 1996. Foram feitos mil exemplares "que se venderam
imediatamente", logo seguidos por novas edições sucessivas, até
se chegar aos 5000 discos vendidos.

Edita o disco "Murmúrios" pela editora holandesa Music & Words.
O disco reúne 14 temas, desde fados tradicionais como "Abandono"
(imortalizado por Amália, com texto de David Mourão-Ferreira) a
versões de Sérgio Godinho ("As certezas do meu mais brilhante
amor") ou de Luís Vaz de Camões, com música de José Afonso
("Pombas brancas"). A maioria dos temas tem assinatura de Maria
Duarte, autora dos textos, e músicas de Custódio Castelo.

Recebe, em França, em 1999, o Prix Choc da revista "Le Monde
de la Musique" pelo melhor disco de “música do Mundo”.

Em Fevereiro de 2000 sai o álbum "Post-Scriptum" (título de um
poema de Maria Teresa Horta). Conquistou o Prix Choc, desta vez
para o melhor álbum do mês de Março, em França.

Na Holanda edita o disco "Cristina Branco Canta Slauerhoff", o
segundo desse ano, com textos do poeta holandês J. J. Slauerhoff
(1925-1976) Jan S. (1898-1936), com tradução de Mila Vidal Paletti
e música de Custódio Castelo. O disco constitui como que uma
prova de agradecimento de Cristina Branco ao país que lhe abriu
as portas do sucesso embora nunca tenha vivido na Holanda.

Durante o ano de 2000, a cantora realizou cerca de 130
espectáculos por todo o mundo. O disco "Corpo Iluminado", o
primeiro com edição da Universal Music Classics França, foi editado
em 2001.

Em 2002 é reeditado "O Descobridor", novo título para o disco onde
canta Slauerhoff, com três novos temas.

O sexto álbum de Cristina Branco, de título "Sensus" foi editado
pela Universal, no dia 24 de Março de 2003. A música é assinada
por Custódio Castelo. O álbum conta com letras de David
Mourão-Ferreira, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Eugénio de
Andrade, Camões e Shakespeare, entre outros.

"Ulisses" é o nome do disco seguinte, editado em 2005.

Em 2006 é editado «Live», um registo ao vivo, tributo a Amália
Rodrigues.

Em 2007 demarca-se do fado e revisita a obra do cantautor Zeca
Afonso, com o trabalho “Abril”.

Em 2009, Cristina Branco regressa à interpretação de temas inéditos.
O disco “Kronos” inclui 14 temas que têm por conceito unificador o
tempo, compostos por um conjunto de músicos, de letristas e de
poetas cujos universos de algum modo se cruzam com as
preocupações de qualidade musical e poética de Cristina Branco.
Ricardo Dias, Mário Laginha, Rui Veloso, António Victorino de
Almeida, Janita Salomé, Vitorino, Amélia Muge, Carlos Bica, Sérgio
Godinho e José Mário Branco são os responsáveis por músicas para
palavras escritas, entre outros, por Fernando Pessoa, Manuel Alegre,
Júlio Pomar e Carlos Tê.»
(TRANSCRITO)

Kronos_2009

1. Trago um Fado 3:18
2. Eterno Retorno 3:01
3. Bomba-relógio 3:49
4. Longe do Sul 3:37
5. Margarida 2:35
6. O Meu Calendário 3:53
7. Bichinhos Distraídos 3:45
8. Tango 4:07
9. Eléctrico Amarelo 3:37
10.O Rapaz do Trapézio Voador 3:06
11.O Sítio 4:50
12.Uma Outra Noite 3:02
13.Fado do Mal Passado 2:28
14.Histórias do Tempo 3:23

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Sensus_2004

01. Soneto de separacao
02. Assim que te despes
03. O meu amor
04. Cantigas s Serranas
05. Se a alma te reprova
06. Atentado
07. Ninfas
08. Soneto destruido
09. Segredo
10. Um Fado: Palavras minhas
11. As maos e os frutos
12. Pastoras da Estrela
13. O sabor de saber
14. Ca mi queria

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Cristina Branco - Água e Mel

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Deolinda - Parva que Sou

A Deolinda é demais!... De parva não tem nada!


Esta letra é das mais extraordinárias deste agrupamento de excelência!
Como tal não resisto a colocá-la á vossa disposição, neste blog.

Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto. (Assim damos a volta a isto!)


Deolinda - Parva que sou

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CARLOS PAREDES - Só mais uma colectaneazinha, como complemento ao post anterior.

Melodias_2007

01. António Marinheiro (Tema da Peça)
02. Divertimento
03. Movimento Perpétuo
04. Valsa
05. A Carlos Paredes
06. Variações em Ré Menor
07. Canção
08. O Amigo Paredes
09. Mar Goês
10. Canção de Alcipe
11. Fantasia nº 2
12. Porto Santo
13. Cancão Para Titi
14. Melodia nº 2

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NOTA: Imagem da autoria de Manuel, retirada de OLHARES

sexta-feira, 7 de maio de 2010

DEOLINDA - Música moderna tipicamente Lisboeta. Muito bom MESMO!

ESTE SOM É LINDO
Há mais um post dos Deolinda neste BLOG. Este post é só para disponibilizar os dois álbuns da banda.

Um contra o outro


Dois Selos e um Carimbo_2010

01 - Se Uma Onda Invertesse A Marcha
02 - Um Contra O Outro
03 - Não Tenho Mais Razões
04 - Passou Por Mim E Sorriu
05 - Sem Noção
06 - A Problemática Colocação De Mastro
07 - Ignaras Vedetas
08 - Quando Janto Em Restaurantes
09 - Alvalade E As Portas De Benfica
10 - Canção Da Tal Guitarra
11 - Patinho De Borracha
12 - Há Dias Que Não São Dias
13 - Fado Notário
14 - Uma Ilha

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OU:
DOWNLOAD PART1
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OU AINDA:
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Canção ao Lado_2008

1 . MAL POR MAL
2 . FADO TONINHO
3 . NÃO SEI FALAR DE AMOR
4 . CONTADO NINGUÉM ACREDITA
5 . EU TENHO UM MELRO
6 . MOVIMENTO PERPÉTUO ASSOCIATIVO
7 . O FADO NÃO É MAU
8 . LISBOA NÃO É A CIDADE PERFEITA
9 . FON-FON-FON
10 .FADO CASTIGO
11 .AI RAPAZ
12 .CANÇÃO AO LADO
13 .GARÇONETE DA CASA DE FADO
14 .CLANDESTINO

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OU:
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

DEOLINDA - Música moderna tipicamente Lisboeta. Muito bom!


Descobri-os muito recentemente. Gostava de fazer um post seguindo a "filosofia" habitual. Mas, infelizmente, não encontro um único link desta recente, talentosa e Portuguesa, banda. Como tal... cá vai videos. Hehehe!!!!!!!
Se alguém me poder ajudar a colocar aqui o link do seu primeiro álbum, ou de uma gravação de algum espectáculo, fico muito agradecido.

(Lisboeta de nascença, agora a viver nos subúrbios, Deolinda é uma mulher forte, tradicionalista e não perde uma boa telenovela. Sofre com o seu Benfica e venera a diva Amália, sem deixar de tocar no gramofone lá de casa os discos de António variações, Zeca Afonso e Sérgio Godinho. Solteira e boa rapariga, vive na companhia dos seus dois gatos e um peixinho vermelho.

Deolinda é tudo isto sem existir fisicamente. O projecto musical surgiu em 2006 quando Pedro da Silva Martins (guitarra clássica) apresentou quatro canções aos restantes membros do grupo, Ana Bacalhau (voz), Zé Pedro Leitão (contrabaixo) e Luís José Martins (guitarra clássica).

«Logo ali se começou a desenhar a Deolinda, essa personagem fictícia, feminina, lisboeta, dos subúrbios, solteira», contou Ana Bacalhau ao IOL Música

Deolinda também é fado sem o ser, sem incluir a típica guitarra portuguesa. «Deolinda é tanto fado, como é música popular, como é música tradicional portuguesa», explicou Pedro da Silva Martins.

Ana é a voz de Deolinda no disco e em palco, mas a personagem vive dentro de cada elemento da banda. «O Fernando Pessoa teve quatro heterónimos mais conhecidos, e nós somos quatro a partilhar um só heterónimo», afirmou Pedro.

O primeiro disco de estúdio, «Canção ao Lado», está nas lojas desde Abril e a banda tem agendados vários espectáculos até ao fim do ano.)
(TRANSCRITO)

Deolinda - "Uma pequena amotra"

Deolinda - Recreios da Amadora - Ai Rapaz!


Deolinda- Fado Toninho

Deolinda - Lisboa Não É A Cidade Perfeita (Teatro São Jorge)


Deolinda - Mal Por Mal (Teatro São Jorge)


Deolinda - fon fon fon


Deolinda ao vivo nas Manhãs da radio Antena3

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A NAIFA - O fado de uma forma muito pouco tradicional!


«A Naifa é um projecto musical português nascido em 2004, que conjuga as linguagens clássicas do fado com aquilo que podemos latamente chamar de pop (num sentido não depreciativo).

Com o fado como ponto de partida vão ultrapassar todos os canônes da arte da saudade (não fossem alguns dos membros formados na escola do punk) e criar uma nova linguagem com a inclusão da percursão, do baixo eléctrico e dos sintetizadores.

As canções são criadas a partir de poemas de autores portugueses como Adília Lopes, José Mário Silva e José Luís Peixoto, interpretados na voz poderosa de Maria Mendes, que sem nunca nos esquecermos de nomes como Amália Rodrigues e Dulce Pontes nos enlevam no sentimento de um fado moderno.

O baixo e a bateria dão-nos uma secção rítmica que acompanha na perfeição o dedilhar da guitarra portuguesa, que se por vezes nos faz lembrar Carlos Paredes, também vai beber muito aos blues e ao rock, com “riffs” e “grooves” orelhudos.»
(TRANSCRITO)

A Naifa - Monotone


Elementos da banda:
* Luís Varatojo (guitarra portuguesa)
* João Aguardela (baixo)
* Maria Antónia Mendes (vocalista)
* Paulo Martins (bateria)

Uma inocente inclinação para o mal_2008

01. Um feitio de rainha
02. Filha de duas mães
03. Na página seguinte
04. Esta depressão que me anima
05. Um rapaz mal desenhado
06. Dona de muitas casas
07. O ferro de engomar
08. Apenas durmo mal
09. Pequenos romances
10. Na aula de dança
11. O ar cansado dos meus vestidos
12. Nas tuas mãos vazias
13. Uma ligeira indisposição
14. Apanhada a roubar

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3 Minutos Antes de a Maré Encher_2006

01. Um
02. Da Uma Da Noite Às Oito Da Manhã
03. Monotone
04. Fé
05. Antena
06. Quando Os Nossos Corpos Se Separaram
07. Todo O Amor Do Mundo Não Foi Suficiente
08. Señoritas
09. A Verdade Apanha-se Com Enganos
10. Calças Vermelhas
11. Porque Me Traíste Tanto

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A Naifa - A Música

quarta-feira, 16 de abril de 2008

CARLOS PAREDES, JOSÉ AFONSO & LUIZ GOES - Fado de Coimbra

O fado, mais uma vez! A música que só nós Portugueses sabemos fazer!... mas não fazemos só fado, hein!!!!!

Carlos Paredes- Verdes anos


Carlos Paredes, José Afonso & Luiz Goes - Fado de Coimbra

Carlos Paredes, José Afonso & Luiz Goes - Dentro.jpg
Carlos Paredes, José Afonso & Luiz Goes - Frente.jpg
Carlos Paredes, José Afonso & Luiz Goes - Trás.jpg
Carlos Paredes - Canção dos Verdes Anos
Carlos Paredes - Divertimento
Carlos Paredes - Fantasia
Carlos Paredes - Melodia Nº 2
Carlos Paredes - Variações em Ré Maior
José Afonso - Canção do Mar
José Afonso - Coro dos Caídos
José Afonso - Maria
Luiz Goes - Alegria
Luiz Goes - Boneca de Trapo
Luiz Goes - Canção do Regresso
Luiz Goes - Homem Só, Meu Irmão

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

ANTÓNIO VARIAÇÕES - Muito á frente para a sua época!


«António Joaquim Rodrigues Ribeiro, filho de camponeses minhotos, desde muito cedo revelou propensão para a música. Nascido em 3 de Dezembro de 1944, abandonou a sua aldeia natal (Lugar do Pilar, freguesia de Fiscal) em 1957 e foi para Lisboa, onde se dedicou a várias actividades profissionais desde empregado de escritório até barbeiro.

Em 1975 viaja até Londres, onde fica durante um ano e parte, depois para Amsterdão onde aprende a profissão de cabeleireiro. Esta aprendizagem servir-lhe-á para se instalar, novamente, na capital portuguesa; onde se estabelece com o primeiro cabeleireiro unissexo de Portugal. Esta actividade não resulta muito bem e, para ganhar a vida, abre uma barbearia na Baixa lisboeta.

Em 1978 grava uma maqueta com alguns temas, que apresenta à Valentim de Carvalho, com a qual assinará contrato.

Na sua própria descrição a música que produz situa-se entre Braga e Nova Iorque. É no programa "O Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro que António se apresenta ao grande público (1). Os temas que cantou nessa emissão chamavam-se "Toma O Comprimido" e "Não Me Consumas" e ainda permanecem inéditos, uma vez que nunca foram registados em disco.

O primeiro trabalho que gravou foi o single "Povo Que Lavas No Rio", imortalizado por Amália Rodrigues (2).

Amália era, aliás, uma das suas referências, que teve direito a uma canção de Variações ("Voz Amália de Nós"). O seu primeiro longa duração "Anjo da Guarda" (3) é também dedicado à popular fadista.

Neste disco participam Vítor Rua (com o pseudónimo Vick Vaporub) e Tóli César Machado, músicos dos GNR. Quem não recorda " É P'ra Amanhã" ou "O Corpo É Que Paga"? (4)

Durante o Verão de 1983 Variações é muito solicitado para espectáculos ao vivo, sobretudo em aldeias por este país fora.

Em Fevereiro do ano seguinte, António Variações entra em estúdio com os músicos dos Heróis do Mar para gravar o seu segundo longa duração que se intitulará "Dar e Receber".(5) O tema mais conhecido deste disco é, sem sombra de dúvidas, "Canção De Engate" que, posteriormente, se tornará um imenso sucesso numa versão dos Delfins.

Em Maio desse mesmo ano dá entrada no Hospital e, no dia 13 de Junho de 1984, morre em consequência de uma broncopneumonia bilateral grave. Será sepultado, dois dias depois, no cemitério de Amares (Braga), perto da sua aldeia natal, com a presença de poucos músicos acompanhando o funeral.

Com a sua morte desaparece um dos maiores renovadores da canção portuguesa das últimas décadas.

No entanto o seu espólio musical foi sendo aberto e Lena d'Água edita, em 1989, o disco "Tu Aqui" que inclui cinco composições inéditas de António Variações. (6)

Em Janeiro de 1994 é editado um disco de homenagem a António Variações que reúne, em torno de versões do cantor, os nomes de Mão Morta, Três Tristes Tigres, Resistência, Sitiados, Madredeus, Sérgio Godinho, Santos e Pecadores, Delfins, Isabel Silvestre e Ritual Tejo.

Isabel Silvestre incluirá no seu disco de 1996 "A Portuguesa" o tema "Deolinda de Jesus" de Variações. Este tema, uma sentida homenagem de Variações à sua mãe (que se chama exactamente Deolinda de Jesus) é o contraponto de qualidade a todas as "Mães Queridas" e quejandos deste país.

Em 1997 é editado o CD "O Melhor de António Variações", o qual recupera material editado em todos os seus discos.

Em 2006 é editada a compilação "A História de António Variações - Entre Braga e Nova Iorque".

Se Variações não tivesse desaparecido tão precocemente, a música portuguesa seria diferente? Esta é a interrogação que se impõe, tendo em conta o que o cantor/autor fez, em tão pouco tempo, pela música portuguesa.»
(TRANSCRITO)

Antonio variações - o corpo é que paga



«(1) Em 1980 o programa "Meia de Rock" da Renascença grava a canção "Toma O Comprimido" em casa do cantor e toca-a na rádio. No ano seguinte, António & Variações (o nome da banda que o acompanhava), cantam a canção no programa "O Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro (um dos clientes da barbearia). O cantor apresentou-se na TV vestido de aspirina e lançando "smarties" para o público e para as câmaras...

(2) O contrato com a Valentim de Carvalho datava de 1977. O irmão, o advogado Jaime Ribeiro, pressiona a editora que acaba por vergar e António Variações entra finalmente em estúdio para gravar o seu primeiro disco. O single (e Máxi) de estreia, lançado em Julho de 1982, incluía uma versão do clássico "Povo que lavas No Rio" e o inédito "Estou Além".

(3) Em 1998 o disco foi reeditado, em versão remasterizada, com a inclusão de "Povo Que Lavas No Rio".

(4) Disco com arranjos e produção de Tóli César Machado e Vítor Rua substituído posteriormente por José Moz Carrapa. A mudança corresponde também à saída de Vitor Rua dos GNR após uma pausa nas gravações do disco.

(5) A edição em versão remasterizada de "Dar e Receber" inclui o inédito "Minha Cara Sem Fronteira" (gravado nas sessões de gravação do disco) e duas remisturas desse tema.

(6) A versão em CD do álbum "Tu Aqui" de Lena d'Água inclui cinco temas inéditos e recupera a versão do tema "Estou Além" incluída no álbum "Aguaceiro".»
(TRANSCRITO)

DISCOGRAFIA:

Anjo da Guarda (LP, EMI, 1983)
Dar e Receber (LP, EMI, 1984)
O Melhor de António Variações (Compilação, EMI, 1997)
A História de António Variações - Entre Braga e Nova Iorque (Compilação, EMI, 2006)

SINGLES:

Povo Que Lavas no Rio / Estou Além (Single, EMI, 1982) - duplo lado A
Povo Que Lavas no Rio / Estou Além (Maxi, EMI, 1982)
É P'ra Amanhã (Maxi, EMI, 1983)
É P'ra Amanhã/Quando Fala Um Português (Single, EMI, 1983)OCEQP
O Corpo É Que Paga (Single, EMI, 1997) - É P'ra Amanhã (remistura de Nuno Miguel)

REFERÊNCIAS/HOMENAGENS:

O álbum "Tu Aqui" de Lena d'Água, editado em 1989, incluía cinco temas inéditos.
Anamar -"António Variações"
Madredeus - "A Sombra"
"A Festa da Música de Variações" - Espectáculo de Fernando Pereira
Versões (Delfins, Amarguinhas, Isabel Silvestre, M.D.A., etc...)
Disco de tributo
Documentário de Maria João Rocha
Concerto AVariações
Projecto Humanos

A Historia de António Variações_2006

CD1:
01.Toma o Comprimido
02.Pita apresenta António Variações no Rock Rendez-Vous
03.Estou Além
04.Povo que Lavas no Rio(maquete caseira)
05.Povo que Lavas no Rio
06....O Corpo é que paga(maquete caseira)
07.O Corpo é que paga
08.Visões-Ficções(maquete em ensaio)
09.Visões-Ficções
10.Quando fala um português(maquete caseira)
11.Quando fala um português
12.Sempre Ausente(maquete caseira)
13.Sempre Ausente
14.Linha-Vida(maquete caseira)
15.Linha-Vida
16.É P`ra Amanhã(maquete)
17.É P`ra Amanhã(maquete)
18.Onda Morna
19.Anjinho da Guarda
20.Voz-Amália-de-Nós(maquete caseira)
21.Voz-Amália-de-Nós

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CD2:
01.Perdi a Memória(maquete caseira)
02.Perdi a Memória
03.Canção de Engate(maquete caseira)
04.Canção de Engate
05.Canção(maquete caseira)
06.Canção
07.Dar e Receber(maquete caseira)
08.Dar e Receber
09.Quem Feio Ama(maquete caseira)
10.Quem Feio Ama
11.Que Pena Seres Vigarista(maquete)
12.Que Pena Seres Vigarista
13.Olhei para trás(maquete caseira)
14.Olhei para trás
15.Erva Daninha Alastrar(ao vivo no Rock Rendez-Vous)
16.Erva Daninha Alastrar
17.Deolinda de Jesus
18.Minha Cara sem Fronteiras(maquete caseira)
19.Minha Cara sem Fronteiras(Inédito das sessões de "Dar e Receber")
20.Não me Consumas

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O Melhor de_1997

01 - Canção De Engate
02 - Sempre Ausente
03 - É Pr`a Amanhã
04 - Erva Daninha Alastrar
05 - Amália-Voz-De-Nós
06 - Olhei Pr´a Trás
07 - … O Corpo É Que Paga
08 - Anjinho De Guarda
09 - Povo Que Lavas No Rio
10 - Dar E Receber
11 - Quando Fala Um Português
12 - Deolinda De Jesus
13 - Estou Além
14 - Perdi A Memória

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Dar & Receber_1984

01.Canção do Engate
02.Canção
03.Dar & Receber
04.Deolinda de Jesus
05.Erva Daninha
06.Olhei Para Trás
07.Perdi a Memória
08.Que Pena Seres Vigarista
09.Quem Feio Ama

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Antonio Variacoes - É P'ra Amanha

sexta-feira, 4 de abril de 2008

AMÁLIA RODRIGUES - A maior!


«Amália da Piedade Rodrigues nasceu em Lisboa, filha de pais naturais da Beira Baixa, radicados na capital. A data certa do nascimento é desconhecida: em documentos oficiais nasceu a 23 de Julho, mas Amália sempre considerou que nascer a 1 de Julho de 1920.

Educada pela avó desde os 14 meses, canta pela primeira vez em público em 1929 numa festa da Escola Primária da Tapada da Ajuda.

Aos 14 anos, Amália, vai viver com os pais e os irmãos, que entretanto regressam a Lisboa, com 15 anos, Amália acompanha a mãe e a irmã a vender fruta para o Cais da Rocha, em Alcântara. Anda dois anos pelo cais. É então que se torna notada no bairro pelo timbre especial da sua voz, o que a leva a ser escolhida para solista da Marcha de Alcântara, estreando-se em 1936 pelas ruas de Lisboa.

Amália estreia-se no Retiro da Severa, em 1939, acompanhada por Armandinho, Jaime Santos, José Marques, Santos Moreira, Abel Negrão e Alberto Correia, interpretando três fados. Num espaço de poucos meses, passa também a actuar no Solar da Alegria e no Café Luso. Amália torna-se rapidamente o nome mais famoso de todos os ídolos do fado. Por onde actua faz esgotar lotações; os preços dos bilhetes sobem mal é anunciada. Em poucos meses atinge uma popularidade tal que o seu cachet é de longe o maior até então pago a uma fadista.

Estreia-se em 1940 no Teatro, como atracção da revista "Ora Vai Tu", no Teatro Maria Vitória. Até 1947, Amália aparece em várias revistas e operetas criando no Teatro fados e canções de grande sucesso, e conquistando assim um público muito mais vasto. Surge depois na revista do teatro Variedades " Espera de Toiros" ao lado de Mirita Casimiro, Vasco Santana e Santos Carvalho.

Amália actua pela primeira vez no estrangeiro, a 07 de Fevereiro de 1943 em Madrid, a convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira.

Em Setembro de 1944, Amália viajou para o Brasil acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas para actuar no mais famoso casino da América do Sul: o Casino Copacabana. Com 24 anos Amália estreia já um espectáculo inteiramente concebido para ela. A recepção é tal que o seu contrato inicial de 4 semanas se prolongará por 4 meses. É no Rio de Janeiro que nasce um dos seus maiores sucesso de sempre, "Ai, Mouraria" que Amália estreia no Teatro República do Rio em 1945. Amália grava pela primeira vez no Rio de Janeiro uma série de discos de 78 rotações. São estas gravações que vão levar a sua voz por toda a parte dando início a uma das mais excepcionais carreiras discográficas.

A estreia no cinema ocorreu em 16 de Maio de 1947, com o filme "Capas Negras" de Armando Miranda, que bate todos os recordes de exibição até então, com 22 semanas em cartaz, no cinema Condes.

Pela sua interpretação no filme " Fado-História de uma cantadeira", Amália recebe o Prémio do SNI para a melhor actriz de cinema do ano.

Em Abril de 1949 cantou pela primeira vez em Paris, no Chez Carrère e em Londres no Ritz, em festas do departamento de Turismo organizadas por António Ferro.

Um marco decisivo na internacionalização de Amália é a sua participação, em 1950, nos espectáculos do Plano Marshall; um programa de apoio Americano à Europa do pós-guerra onde participam os mais importantes artistas de cada país. O êxito repete-se por Trieste, Berna, Dublin e Paris. Amália começa a dar que falar pela Europa. Em Roma, Amália actua no Teatro Argentina, sendo a única artista ligeira num espectáculo em que figuram os mais famosos cantores clássicos do momento.

Em 1952 Amália actua pela primeira vez em Nova Iorque, no La Vie en Rose, onde ficará 14 semanas em cartaz. Torna-se na primeira artista portuguesa a actuar na televisão americana no famoso programa "Coke Time with Eddie Fisher", onde interpreta "Coimbra" .

Assina contrato nesse ano com a casa Valentim de Carvalho, fazendo as suas primeiras gravações para a companhia discográfica nos estúdios da EMI inglesa, em Londres.

Em 1954 Amália participou no filme "Os Amantes do Tejo" de Henri Verneuil, produção francesa parcialmente rodada em Portugal, com Daniel Gélin e Trevor Howard. No filme Amália interpreta "Canção do Mar" e "Barco Negro", que correm mundo arrastadas pelo sucesso do filme.

Também em 1954 edita o seu primeiro LP: "Amália Rodrigues sings Fado from Portugal and Flamenco from Spain", publicado nos EUA pela Angel Records. Este álbum nunca será editado em Portugal com este alinhamento, mas conhecerá edições em Inglaterra e, em 1957, também em França.

Em 1955, no meio de grande expectativa, Amália estreia-se como actriz dramática na célebre peça de Júlio Dantas "A Severa" levada à cena no teatro Monumental, este drama criado em 1901 é uma versão romantizada da vida da mítica fadista Maria Severa. Esta produção de Vasco Morgado contava com Amália no papel de Severa e Paulo Renato como Marialva.

Também em 1955, filma "April in Portugal" filme inteiramente dedicado a Portugal e ás suas belezas naturais, em Technicolor e Cinemascope. Estreado em Londres em 1955, este filme, em que Amália interpreta "Coimbra" e "Canção do Mar" foi premiado nos festivais de Berlin e Mar del Plata.

Em nova deslocação ao México, filma "Musica de Siempre" com Edith Piaf.

Em Abril de 1956, Amália, actua pela primeira vez no Olympia de Paris, numa das festas de despedida de Josephine Baker. Dias mais tarde, estreia-se no Olympia como "vedeta americana", encerrando a primeira parte do espectáculo. O sucesso é tal que, terminadas as três semanas do contrato, Amália é convidada para o prolongar mais três semanas. No ano seguinte, estreia-se como primeira vedeta no Olympia de Paris. Em menos de três anos, Amália atinge em França o máximo do prestígio e da popularidade.

Em 1961, Amália casa-se no Rio de Janeiro com o engenheiro César Seabra e anuncia que vai abandonar a carreira artística passando a viver no Brasil. Um ano depois Amália regressa a Lisboa.

Em 1962, Amália inicia aquela que será a grande viragem da sua carreira: o encontro com a música de Alain Oulman. Este compositor, ligando uma melodia carregada de ambiente a uma forma definida mas ampla faz música que permite a Amália cantar poetas que até então não cabiam no fado clássico.

É editado o célebre LP "Amália Rodrigues", mais conhecido como "Busto" ou "Asas fechadas" serão publicados no início de 1963, espalhados por três EP´s.

Este trabalho representa uma grande viragem na sua vida artística e aí canta temas como "Estranha forma de vida" e "Povo que lavas no rio", de Pedro Homem de Melo.

Em 1964 Amália regressa ao Cinema com o Filme "Fado Corrido" de Brum do Canto baseado num conto de David Mourão Ferreira", onde mais uma vez lhe dão um papel de fadista.

Em 1965, Amália atinge a sua melhor interpretação no cinema em "As Ilhas Encantadas" do estreante Carlos Vilardebó, baseado numa novela de Herman Melville. Neste filme, diferente de todos os outros da sua carreira, Amália pela primeira vez não canta. Amália volta a receber o prémio de melhor actriz com "As Ilhas Encantadas" e no ano seguinte aparece no filme francês "Via Macau".

É durante as filmagens nos Açores que conhece Augusto Cabrita, que se transformará até à sua morte, no seu fotógrafo oficial.

Em 1967, Amália recebe o prémio MIDEM atribuído ao cantor que mais vendas teve no seu país com o disco "Vou Dar de Beber à Dor". O prémio MIDEM de 68 e 69 é-lhe de novo atribuído, uma proeza excepcional só igualada pelos Beatles.

Amália edita "Vou dar de beber à dor", uma composição do estreante Alberto Janes que se tornará num dos seus maiores êxitos com mais de 100 mil cópias vendidas.

Actua pela primeira vez na União Soviética em 1969.

Em 1970, Amália atinge o auge da sua carreira discográfica em "Com que Voz" onde, sempre com música de Alain Oulman, canta alguns dos maiores poetas da língua portuguesa. Este disco conquista para Amália os mais importantes prémios da indústria discográfica: IX Prémio da Critica Discográfica Italiana (1971), o Grande Prémio da Cidade de Paris e o Grande Prémio do Disco de Paris (1975).

Em Janeiro de 1970, Amália parte para Roma para actuar no Teatro Sistina em Roma. O sucesso foi tal que o fenómeno "Amália" se espalha por Itália. Começava então "La Folia per La Rodrigues".

Em inícios da década de 1970, Amália canta pela primeira vez em Tokyo e também o Japão, apesar de tão longínquo e com uma cultura tão diferente, se rende ao fascínio de Amália . Desde então sucedem-se as tournées pelo Japão abrangendo várias cidades.

Edita o segundo álbum de folclore com orquestra, "Amália canta Portugal II"; é também o ano de "Oiça lá ó senhor Vinho" e do LP "Cantigas de Amigos" onde Ary dos Santos e Natália Correia participam declamando poesia medieval portuguesa acompanhada à guitarra e à viola. Lança "Amália canta Portugal III", também conhecido por "Folclore à Guitarra e à Viola".

Em 1976 são editados "Amália no Canecão", álbum ao vivo que regista parte do show de Amália naquele palco brasileiro em 1973, e "Cantigas da Boa Gente", compilação de material lançado anteriormente em singles e Eps. Também neste ano canta no Théâtre de Champs Elysées, em Paris. É publicado pela UNESCO o disco "Le cadeau de la vie", onde figura ao lado de Maria Callas, John Lennon, Yehudin Menuhim, Aldo Ciccolini, Gyorgy Cziffra e Daniel Barenboim.

No ano de 1977 editadas mais duas compilações – "Fandangueiro" e "Anda o Sol na Minha Rua" – de um novo single de Alberto Janes, "Caldeirada", e de "Cantigas numa língua antiga", primeiro álbum de material original de Amália em três anos, embora dele façam parte alguns temas já anteriormente registados pela fadista, aqui gravados em novas versões.

Em 1980, Amália edita "Gostava de ser quem era", o seu primeiro álbum de material inédito em três anos, composto por dez fados originais com letras da própria Amália, escritas em sua casa durante a convalescência de uma doença.Nesse período, Amália grava dois discos inteiramente com versos seus, "Gostava de Ser Quem Era" e "Lágrima".

Também em 1980 recebeu do Presidente da Republica a condecoração de grande oficial da ordem do infante D. Henrique. Logo em seguida é homenageada pela Câmara de Lisboa.

Amália edita, em 1982, com poucos meses de intervalo, "O senhor extra-terrestre", um maxi-single com duas canções de Carlos Paião, e "Fado", um novo álbum de estúdio composto exclusivamente por novas gravações de composições de Frederico Valério, muitas delas criadas por Amália.

Em 1983, é editado o álbum "Lágrima", composto por 12 originais gravados durante 1982 e 1983, de novo com letras suas. Será o seu último disco de material inédito até à edição de "Obsessão", em 1990.

É editado, em 1984, "Amália na Broadway", que reúne oito standards de musicais americanos gravados por Amália em 1965 nos estúdios de Paço de Arcos com o maestro inglês Norrie Paramor, mas nunca antes editados em disco.

A 19 de Abril de 1985, Amália dá o seu primeiro grande concerto a solo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. O sucesso do Coliseu repete-se em Paris onde Amália é condecorada pelo Ministro da Cultura Jack Lang com o mais alto grau da Ordem das Artes e das Letras. E de Paris de novo parte para o mundo.

Em Julho é editado o duplo álbum "O melhor de Amália – Estranha forma de vida", que reúne 24 dos mais populares e aclamados fados de Amália e atinge o 1º lugar do top de vendas, mantendo-se oito meses no top e vendendo para cima de 100 mil exemplares. Na sequência do êxito, é editado um segundo álbum compilação, "O melhor de Amália volume II – Tudo isto é Fado", que ultrapassa as 50 mil cópias vendidas e atinge o 2º lugar do top.

A partir de 1985, o dia 6 de Outubro, em Toronto, no Canadá, passa a ser o dia oficial de Amália Rodrigues.

Em 1987, é editada a biografia oficial de Amália, "Amália – Uma biografia", por Vítor Pavão dos Santos, director do Museu Nacional do Teatro, jornalista e talvez o maior admirador de Amália em território português. Este livro tornou-se numa imprescindível referência para quem queira conhecer melhor a artista e tem sido a base de muito do trabalho jornalístico sobre Amália, inclusivamente deste site. O primeiro CD de Amália é editado em Portugal: "Sucessos", uma compilação concebida originalmente para o mercado internacional, e que apenas ficará em catálogo até se iniciar a transferência para CD dos vários álbuns de Amália.

É também lançado neste ano, o triplo-álbum de luxo "Coliseu 3 de Abril de 1987", que regista na íntegra o concerto de Amália no Coliseu de Lisboa naquela data. Obtém o Disco de Ouro e atinge o 13º lugar dos tops.

Em 1989, comemorando os 50 anos de carreira de Amália, a EMI-Valentim de Carvalho edita "Amália 50 anos", uma colecção de oito duplos-álbuns ou CD´s temáticos agrupando muitas das gravações de Amália para a companhia, entre os quais várias raridades e gravações inéditas.

Em Portugal sobre o patrocínio do Presidente da Republica Mário Soares, de quem recebe a Ordem Militar de Santiago de Espada, as comemorações são um verdadeiro acontecimento a nível nacional. Estas festividades, prolongam-se numa grande tournée mundial.

Em 1990 é editado "Obsessão", o primeiro álbum de material original e inédito de Amália em sete anos, composto por temas gravados durante o interregno.

É editada, em 1991, a cassete de vídeo "Amália live in New York City" registo do concerto no Town Hall de Novembro de 1990. Recebe do presidente francês, Georges Miterrand, a Legião de Honra.

Em 1992 é editado o CD "Abbey Road 1952", que reúne a totalidade das primeiras gravações realizadas por Amália para a Valentim de Carvalho nos estúdios de Abbey Road em Londres.

Em 1995, é editada pela primeira vez em CD a compilação "Estranha forma de Vida – O melhor de Amália" e a RTP transmite, ao longo de uma semana, a série documental "Amália – uma estranha forma de vida", cinco episódios de uma hora dirigidos por Bruno de Almeida incluindo muitas imagens de arquivo provenientes dos cinco cantos do mundo e nunca antes exibidas em Portugal.»
(TRANSCRITO)

Amalia Rodrigues - Povo que lavas no rio (1961)




Amalia Rodrigues - The Art of Amalia

01. Nem As Paredes Confesso
02. Maldicao
03. Fado Portugues
04. Ai Mouraria
05. Vou Dar De Beber A Dor
06. Barco Negro
07. Gaivota
08. Povo Que Lavas No Rio
09. Estranha Forma De Vida
10. Ha Festa Na Mouraria
11. Uma Casa Portuguesa
12. Lisboa Antiga
13. Coimbra
14. Maria Lisboa
15. Havemos De Ir A Viana
16. Primavera
17. Com Que Voz
18. Foi Deus

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Amália Rodrigues - Segredo

01. Medo
02. Primavera
03. As mãos que trago
04. Longe daqui
05. Minha boca não se atreve
06. Amor sem casa
07. Verde pino, verde mastro
08. Não é desgraça ser pobre
09. É da torre mais alta
10. Abril
11. Procura
12. Cansaço

(Um disco gravado entre 1965 e 1975 que só saio para o mercado em 1997)

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Amália Vídeoclip - Estranha forma de vida (Expo 98)

ANA MOURA - Áh, Fadista, linda!


«Ana Moura começou a cantar fado,”por brincadeira”,aos domingos,num bar próximo da sua casa.Ao final de 2000,começou a cantar na casa de fados de Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo,em Lisboa,onde conheceu o músico Jorge Fernando.Iniciando assim,uma bela parceria e seguindo rumo ao sucesso.
Em 2003 veio o 1ºdisco “Guarda-me a vida na mão” tendo sido um dos candidatos ao Prêmio José Afonso em 2004.

“Aconteceu” foi seu segundo álbum,lançado em 2005,um cd duplo em que canta fados tradicionais e fados musicados,esse disco foi indicado ao Edison Award(o mais prestigiado prêmio holandês de música),na categoria “World International”.Ana Moura tem como influência as brilhantes Amália Rodrigues e Dulce Pontes.»
(TRANSCRITO)

Ana Moura- Os Búzios




Para Além Da Saudade_2007

1. Os búzios
2. E viemos nascidos do Mar
3. A voz que conta a nossa história
4. Águas do sul
5. O fado da procura
6. Rosa cor de rosa
7. Primeira vez
8. Não fui eu
9. Mapa do coração
10.Aguarda-te ao chegar
11.Até ao fim do fim
12.Fado das horas incertas
13.Vaga, no azul amplo solta
14.Velhos anjo
15.A sós com a noite

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Guarda-me a vida na mão_2005

01. Guarda-me a vida na mão
02. Desculpa
03. Nasci pra ser ignorante
04. Sou do fado, sou fadista
05. Vou dar de beber a dor
06. Preso entre o sono e o sonho
07. Não hesitava um segundo
08. Porque teimas nesta dor
09. Meu triste, triste amor
10. Endeixa
11. Quem vai ao fado
12. Flor de lua
13. Guitarra
14. As vezes
15. Lavava no rio lavava

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Ana Moura - Aconteceu _2004

CD 1 - À PORTA DO FADO
01.Por um dia
02.Ao poeta perguntei
03.O que foi que aconteceu
04.Ouvi dizer que me esqueceste
05.Fado de Pessoa
06.Amor de uma noite
07.Eu quero
08.Bailinho à portuguesa
09.Creio
10.Através do teu coração

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CD 2 - DENTRO DE CASA
01.Como o tempo corre
02.Hoje tudo me entristece
03 Passos na rua
04.Mouraria
05.Fado menor
06.Dentro da tempestade
07.Cumplicidade
08.Ó meu amigo João
09.Venho falar dos meus medos
10.Nada que devas saber

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Ana Moura "Canta Camões"

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

MARIZA - Quem nos representa lá fora!...e muito bem!


«Nasceu em Moçambique, mas vive em Portugal desde os três anos. Mariza é uma moçambicana com a alma moldada na Mouraria - “vivi num bairro típico de Lisboa e sempre cantei o fado, eu sei o que é, entendo-me nele” -, foi neste bairro que ouviu os primeiros fadistas, muitos, tantos que não se recorda de todos os nomes e os seus rostos esfumam-se na memória, mas estas “reminiscências sobrevivem no meu cantar”. Assim, aos cinco anos aprendia letras através de autênticas bandas desenhadas feitas pelo pai e participava já, ocasionalmente, em sessões de Fado.

Este envolvimento fadista existiu desde sempre, mesmo se a sua voz se fez ouvir noutros ritmos, mas a distância de Lisboa trouxe-a ao fado mais convicta do que nunca e esse empenhamento foi notado quando em 2001 edita o seu primeiro álbum, “Fado em mim”. Os títulos dos seus álbuns explicam sempre a sua atitude e forma de estar. Em “Fado em mim” sente-se tanto fado, tanto sentimento, tanto passado e tanto futuro que se antevê um soltar amarras. Um álbum, tripla platina em Portugal, que a impulsiona para a cena internacional que lhe reconhece o talento. A imprensa estrangeira não hesita e atesta que nasceu uma nova estrela. Plateias de vários países acolhem-na entusiasticamente.

Nesse mesmo ano a BBC Radio 3 considera-a Melhor Artista Europeia na área de World Music, Mariza tinha já conquistado os britânicos aquando da sua actuação no programa de Jools Holland, considerada uma das melhores, razão pela qual foi incluída no DVD comemorativo do lendário programa da BBC TV. Em Março de 2003 recebe o galardão das mãos de Michael Nyman, no Hackney’s Ocean que fez silêncio para a ouvir cantar. Mariza faz questão de explicar que foi o fado que a escolheu. Mas talvez essa sua certeza advenha do facto de, como ela própria o diz, "o fado ser um sentimento e não propriamente uma música". E é com convicção que afirma que quando canta consegue sentir tudo. E é provavelmente essa simplicidade ao cantar que cativa todos aqueles que a ouvem. Quando os seus guitarristas começam a tocar, ela ainda não está no palco. Tocam com muita energia, abruptamente. Ainda mal se vê no palco, já a sua voz se ergue forte, então ela aparece, alta, sob a saia longa. É uma nova estrela do fado, é claro. O público apercebe-se disso imediatamente. Mantém o contacto com o público durante o tempo todo. E se as pessoas batem palmas com pouca força, ela fitando o público, lentamente eleva a palma da mão à orelha num movimento de escuta. Logo os aplausos se tornam mais fortes. Ela sorri. Há uma inegável força e um genuíno êxtase na sua voz quando actua. Na primavera de 2003 é lançado o seu segundo álbum, “Fado Curvo”, e, se o fado tal como destino não é uma linha recta, logo “o fado não está encerrado em limites”. Mariza confirma todos os prognósticos feitos. A crítica alemã volta a distingui-la com a Deutscheschalplatten. O álbum atinge o 6º lugar no Top Billboard de World Music. “Tratar o fado com respeito e dignificá-lo” são os lemas que a fadista cumpre. O álbum junta aplausos da crítica e público tanto em Portugal como no estrangeiro. A fadista esgota o Queen Elizabeth II Hall, em Londres, a Alte Oper de Frankfurt, o Centro Cultural de Belém, o Théâtre de La Ville, em Paris, entre outros palcos em sucessivas digressões pela Europa e América do Norte.

Hoje, já com um percurso notável e sem nunca ter imaginado que tal lhe pudesse acontecer, não concebe fazer mais nada. Tem tanto prazer a cantar que, por vezes, acha que tem de ser ela a agradecer às pessoas, e não o contrário.

O novo álbum, “Transparente”, é, para Mariza, “um virar de página” mantendo inalterável a sua paixão por cantar as palavras dos poetas, de que se apropria, pela emoção que coloca na forma como as interpreta. “Transparente” resulta assim, um cadinho de sentimentos descobrindo-se mais a fadista, este álbum torna-se como que revelador de Mariza. É nos versos dos poetas que vai procurar palavras suas que canta numa música antiga que renova constantemente “porque o fado não é limitado, é certo que há uma linha de água e por isso há que tratá-lo com todo o cuidado e dignidade”.

Este ano, foi escolhida pelo Reino da Dinamarca para ser uma das embaixadoras internacionais da obra e do espírito de Hans Christian Andersen. A notabilidade alcançada pela fadista tanto em Portugal como e no estrangeiro foi uma das razões da escolha para além de no fado, tal como na obra de Hans Christian Andersen, haver uma melancolia de forma poética que se tornou universal.

A voz de Mariza solta-se-lhe para o fado, afinal a canção que a embala desde os tempos de menina, oráculo feito no Zambeze de quem nasceu para cantar.»
(TRANSCRITO)

Mariza - Gente da minha terra



Mariza - Fado em Mim_2002


Cd1:
(01) Mariza - Loucura (03:29)
(02) Mariza - Poetas (03:26)
(03) Mariza - Chuva (04:05)
(04) Mariza - Maria Lisboa (02:43)
(05) Mariza - O Gente Da Minha Terra (04:03)
(06) Mariza - Que Deus Me Perdoe (03:37)
(07) Mariza - Ha Festa Na Mouraria (03:15)
(08) Mariza - Terra D'Agua (02:30)
(09) Mariza - Oica La O Senhor Vinho (02:59)
(10) Mariza - Por Ti! (03:29)
(11) Mariza - Oxala (02:27)
(12) Mariza - Barco Negro (04:01)
(13) Mariza - Hidden Track (Piano Rendition Of 'O Gente Da Minha Terra') (05:53)

Cd2:
(01) Mariza - Loucura (Live At Womad 2002 - UK) (04:23)
(02) Mariza - Maria Lisboa (Live At Womad 2002 - UK) (02:48)
(03) Mariza - Barco Negro (Live At Womad 2002 - UK) (04:52)
(04) Mariza - Variacoes Sobre Armandinho (Live At Womad 2002 - UK) (03:58)
(05) Mariza - Primavera (Live At Womad 2002 - UK) (05:14)
(06) Mariza - Ha Festa Na Mouraria (Live At Womad 2002 - UK) (02:55)
(07) Mariza - Oica La O Sr. Vinho (Live At Womad 2002 - UK) (03:27)
(08) Mariza - Estranha Forma De Vida (Live At Womad 2002 - UK) (05:06)

DOWNLOAD CD1
DOWNLOAD CD2

Mariza - Fado Curvo_2003

(01) Mariza - O Silencio Da Guitarra (02:51)
(02) Mariza - Cavaleiro Monge (03:40)
(03) Mariza - Feira De Castro (02:34)
(04) Mariza - Vielas De Alfama (04:01)
(05) Mariza - Retrato (04:02)
(06) Mariza - Fado Curvo (02:54)
(07) Mariza - Menino De Bairro Negro (02:54)
(08) Mariza - Caravelas (05:04)
(09) Mariza - Entre O Rio E A Razao (01:59)
(10) Mariza - O Deserto (05:36)
(11) Mariza - Primavera (04:42)
(12) Mariza - Anéis Do Meu Cabelo (01:55)

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Mariza - Transparente_2005

01. Há uma música do Povo
02. Meu Fado Meu
03. Recusa
04. Quando me sinto só
05. Montras
06. Há palavras que nos beijam
07. Transparente
08. Fado Português de nós
09. Malmequer
10. Medo
11. Toada do desengano
12. Fado Torto
13. Duas Lágrimas de Orvalho
14. Desejos vãos

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Mariza - Concerto em Lisboa_2006

01. Loucura
02. Medo
03. Maria Lisboa
04. Montras
05. Há uma Música do Povo
06. Barco Negro
07. Menino Do Bairro Negro
08. Meu Fado Meu
09. Duas Lágrimas De Orvalho
10. Cavaleiro Monge
11. Recusa
12. Quando Me Sinto Só
13. Há Palavras Que Nos Beijam
14. Feira De Castro
15. Desejos Vãos
16. Primavera
17. Chuva
18. Ó Gente Da Minha Terra

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Mariza - Meu Fado Meu