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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

MALLU MAGALHÃES - Último álbum = PITANGA

Esta "pita" faz um som muito bom.
(Ver posts anteriores que incluem os outros 2 álbuns. É só usar o motor de busca, no topo do lado esquerdo.)



Pitanga_2011

01. Velha E Louca
02. Cena
03. Sambinha Bom
04. Olha Só, Moreno
05. Youhuhu
06. Por Que Você Faz Assim Comigo?
07. Baby, I’m Sure
08. In The Morning
09. Lonely
10. Highly Sensitive
11. Ô, Ana
12. Cais

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Red Hot Chili Peppers - I'm With You

Ainda nem ouvi mas deve valer a pena.

(Restante discografia e não só, no post inicial que dediquei a estes senhores. É só colocar o nome no motor de busca no canto superior esquerdo.)
;)

Red Hot Chili Peppers - Look Around [Official Music Video]


I'm With You_2011

01 – Monarchy of Roses
02 – Factory Of Faith
03 – Brendan’s Death Song
04 – Ethiopia
05 – Annie Wants A Baby
06 – Look Around
07 – The Adventures Of Rain Dance Maggie
08 – Did I Let You Know
09 – Goodbye Hooray
10 – Happiness Loves Company
11 – Police Station
12 – Even You Brutus
13 – Meet Me At The Corner
14 – Dance, Dance, Dance

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

4 NONE BLONDS - Pena que só fizeram este álbum.

Uma voz poderosa!... Assim com as letras.
(Foi ao ouvir rádio hoje, a caminho do trabalho, que me recordaram deste álbum excelente.)

«4 Non Blondes é uma banda pop, norte-americana, formada em 1989 em San Francisco, com Linda Perry (vocal), Roger Rocha (guitarra), Christa Hillhouse (baixo), Dawn Richardson (bateria).

História:
Elas achavam que o fato de não serem loiras era algo peculiar, assim nomearam-se as quatro não-loiras (4 non blondes).

Seu álbum único, Bigger, Better, Faster, More!, de (1992) recebeu o prémio de melhor álbum, e vendeu cerca de seis mihões de cópias a nível mundial. Os singles “What’s Up” (1993), um dos maiores hits da década de 1990, recebeu o prémio da melhor música de Bay Area, e Linda Perry foi eleita como a melhor vocalista.

O sucesso da banda levou Perry a deixar o grupo, considerando-o muito pop. Seguiu a sua carreira a solo, e lançou dois álbuns: In Flight (1995) e After Hours (1998). Como produtora, Perry trabalhou em músicas de Pink, Christina Aguilera, Gwen Stefani, Courtney love e outros.

Roger Rocha trabalhou com os Dolorosa, em 1995, e juntou-se à banda Mockingbirds, em 1997.»
(TRANSCRITO)

What's Up


Bigger, Better, Faster, More!_1992

01 - Train
02 - Superfly
03 - What's Up
04 - Plesantly Blue
05 - Morphine & Chocolate
06 - Spaceman
07 - Old Mr. Heffer
08 - Calling All The People
09 - Dear Mr. President
10 - Drifting
11 - No Place Like Home

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What's UP [Acústico]

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CLÃ - O Disco Voador dos Clã "aterrou" no Muzica Putz.

Este post serve de complemento ao post dedicado aos Clã que eu tinha feito no mês 04 de 2008(É só procurar através do motor de busca do BLOG).

Disco Voador_2011

01. Amigo do peito
02. Paf e puf
03. Os embeiçados
04. Impaciente
05. Asas delta
06. Chocolatando
07. O meu a meu dono
08. Cantiga de embalar a minha mãe
09. Loja do mestre hermeto
10. Curta metragem
11. Velho bebe
12. Infra herói
13. Arco-iris
14. Os que pairam

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PASSWORD:www.wareztuga.ws

"Embeiçados" -No Teatro Municipal de Vila do Conde

terça-feira, 5 de abril de 2011

PJ HARVEY - G'anda maluka!

Depois de vê-la em Vilar de Mouros no ano de 2004, é que me apercebi do seu valor.
Rock de alta qualidade... E "no femenino"!

«"PJ Harvey" nasceu Polly Jean Harvey no dia 9 de outubro de 1969. A menina cresceu na fazenda de sua família em Corscombe, Inglaterra. Seus pais fazendeiros (pai caçador e mãe artista) colocaram a menininha em contato com a música logo cedo, num tempo em que música de fazenda era blues. Assim ela logo se acostumou com o som da triste música dos corações sofredores. Alguns dos artistas mais presentes na infância musical de Polly eram Captain Beefheart e Bob Dylan. Quando adolescente, Polly começou a passar para o outro lado da música, o lado de quem a faz. Primeiro tocando saxofone num grupo de oito músicos, o Boulogne, e depois compondo para o trio Polekats, que tocava em pubs locais.

Após ter freqüentado um breve curso universitário de artes, e de sua retomada do saxofone em outro grupo musical (por 2 anos e meio), Polly muda-se para Londres no ano de 1991. Sua intenção inicial era conseguir a graduação em artes, mas em pouco tempo a música volta a ocupar lugar de louvor em sua carreira.

Foi associando-se ao baixista Ian Olliver e ao bateirista Rob Ellis (que também tomava conta dos backing vocais) que PJ formou sua "banda", ou melhor, seu "trio", o "PJ Harvey". Com eles, ainda em 1991, ela gravou os demos "Dress" e "Sheela-na-Gig", ambos indie rock com refrões deliciosos e uma performance vocal que viriam a arrancar elogios rasgados da crítica. O selo londrino "Too Pure" interessou-se pelo trabalho da moça e contratou seu trio. Assim surgia o single de sucesso "Dress", gravado no estúdio "Icehouse", em Yeovil, Somerset.

PJ Harvey começou o ano de 1992 lançando, em fevereiro, outro single bem recebido pela crítica, o "Sheela-na-Gig". Um mês depois, em março, ela lançaria aquele que é considerado por muitos, até hoje, sua obra prima: o álbum "Dry". Entre as 11 faixas que compõem "Dry" estão as músicas "Dress", "Sheela-na-Gig" e os destaques as "Oh My Lover" e "Water". A mítica revista Rolling Stones proclama PJ Harvey a compositora do ano (1992) por "Dry".

O álbum seguinte sairia em 1993. É um dos melhores títulos da PJ: "Rid Of Me" (algo como "Livre de Mim"). Numa primeira escutada, este álbum soa mais pesado que os anteriores, e a impressão que se tem é a de que todo esse peso esmaga a melodia. O grande destaque é a música "Dry", uma das melhores que a cantora já compôs (e também uma de suas e melhores performances vocais). No entanto, "Rid of Me" não fez tanto sucesso com a crítica quanto "Dry", apesar de ter vendido bem.

O sucesso comercial de "Rid of Me" deu a idéia à Island Records, então gravadora de PJ, de lançar, em outubro, o álbum "4 Track Demos", totalizando 4 lançamentos neste mesmo ano, já que para promover "Rid of Me" foram lançados os singles "50Ft Queenie" e "Man-Size". Além disso, o trio de PJ Harvey passou praticamente o ano inteiro em turnê, o que fez de 1993 o ano mais agitado da carreira da cantora.

1994 começou com a saída do baterista Rob Ellis. PJ Harvey decidiu encarar a saída do músico como um pivô para uma mudança nos rumos de seu trabalho. Entre um projeto paralelo e outro (ela cantou a música "Satisfaction", dos Rolling Stones, junto com a cantora islandesa Bjork na cerimônia do British Awards; lançou seu único vídeo oficial até então, o "Reeling", baseado na turnê de "Rid of Me"; gravou a música "The Ballad Of A Soldier's Wife" para o filme tributo "September Songs", de Kurt Weill, entre outras coisas), Polly passa o ano de 1994 inteiro por conta de escrever o novo álbum e conseguir novos músicos para sua banda. Este novo álbum viria a ser gravado durante os meses de Novembro e Dezembro, nas cidades de Londres e Dublin.

No começo de 1995 Polly já era vista essencialmente como uma artista solo. Em fevereiro deste mesmo ano ela lança "To Bring You My Love", seu maior sucesso comercial até então. Este álbum foi precedido pela maravilhosa "Down By The Water" e complementado pelos singles "C'mon Billy" (maravilhoso!) e "Send His Love To Me".

Para a turnê mundial promocional de "To Bring You My Love", Polly contrata os músicos John Parish, Eric Drew Feldman (ex - "Captain Beefheart"), Joe Gore (ex - "Tom Waits"), Jean-Marc Butty e Nick Bagnall. Ela adota elementos de performance teatral em suas apresentações (incluindo aquela maquiagem muito louca pela qual ela viria a ser reconhecida durante muito tempo).

Polly Jean Harvey começa o ano de 1996 envolvida em colaborações com outros artistas. A primeira delas é um dueto com Nick Cave na música "Henly Lee", o qual rendeu um CD (single) que traz na capinha uma foto dos dois se beijando. O single faz muito sucesso, entrando inclusive para o TOP 20 do Reino Unido. Ah, sim: "Henry Lee" é uma música mórbida, mas muito boa (aliás, tudo que tem o Nick Cave no meio é mórbido...). Polly ainda contribuiu com vocais em outra faixa do álbum "Murder Ballads" (brrrr!) do Nick Cave. Nesta época surgiram muitos boatos de que os dois, a explosiva PJ e o mórbido Nick Cave, estariam tendo um caso amoroso. Verdade ou não, PJ nunca mais seria a mesma depois de seu contato com Nick Cave, a partir do qual suas músicas adquirem um quê de humor negro que está presente até o seu último disco.

Em setembro de 1996 PJ Harvey lança, juntamente com John Parish, o álbum "Dance Hall At Louse Point". A parceria entre os dois músicos resume-se em PJ escrever as letras e cantar sobre as músicas de Jonh. O resultado é muito bom mesmo, com destaques para a bela "Lost Fun Zone" e para faixa título. O álbum ainda rende um single, "That Was My Veil" e um vídeo para "Is That All There Is?".

1997 viria a ser um ano calmo e voltado para a reflexão de PJ. Ela não lança nada neste ano e só aparece eventualmente na mídia para a divulgação de algumas compilações que levaram algumas de suas músicas, entre elas a compilação com as músicas do tributo de Kurt Weill, "September Songs" (gravado em 1994).

Polly começa o ano de 1998 gravando voacis com o cantor "Tricky" (outro sujeito muito mórbido) na música "Broken Homes". Em setembro ela lança seu novo álbum, "Is This Desire?", que dá um novo rumo à sua carreira. Com músicas mais tristes, algumas delas baseadas mais na voz do que na melodia (ver "Catherine"), PJ entra novamente em evidência, e a crítica mundial recebe "Is This Desire?" de braços abertos. A cantora recebe nomeações para o Grammy e para o Brit Awards pela terceira vez em sua carreira, além de se tornar a primeira artista da história a receber três indicações para o Mercury Music Prize. Uma turnê é iniciada e dois singles são lançados para dar suporte a "Is This Desire?": "A Perfect Day Elise" e "The Wind". Os grandes destaque do álbum são "A Perfect Day Elise" (talvez a coisa mais alegre do CD) e a faixa título, um blues com um vocal maravilhoso sobre um baixo arrasador.

Polly passou os dois anos seguintes praticamente por conta de seu último álbum, o excelente "Stories From The City, Stories from the Sea". "Stories From The City, Stories from the Sea" é o resultado da inspiração de um tempo que PJ passou em Nova York. O disco é dominado por paisagens urbanas ("Good Fortune", "Big Exit", "This Mess We're In"), entre um momento bucólico - leia-se: do mar - e outro ("We Float", "Down by the Water"). Produzido por PJ Harvey, Mick Harvey e Rob Ellis, "Stories From The City..." é um tremendo sucesso de vendas no mundo todo. Ele só deu origem a um single, lançado no Reino Unido, o "Good Fortune". Thom Yorke, o líder do Radiohead e grande amigo de PJ Harvey, fez backing vocal em duas músicas e cantou em "This Mess We're In" (um dueto maravilhoso!). Polly, para variar, recebeu indicações ao Grammy, ao Mercury Music Prize e ao Brit Awards. Ganhou um Grammy especial por melhor performance de rock - feminina - em "This Is Love" (merecidamente!!).»
(TRANSCRITO)

The Last Living Rose


DISCOGRAFIA COMPLETA( Excepto o 1º álbum que não encontro nem por nada):

Let England Shake_2011

01. Let England Shake (03:09)
02. The Last Living Rose (02:20)
03. The Glorious Land (03:34)
04. The Words That Maketh Murder (03:45)
05. All and Everyone (05:39)
06. On Battleship Hill (04:07)
07. England (03:09)
08. In The Dark Places (02:58)
09. Bitter Branches (02:29)
10. Hanging in the Wire (02:42)
11. Written on the Forehead (03:40)
12. The Colour of the Earth (02:32)

(INDISPONIVEL)

A Woman A Man Walked By_2009

1 Black Hearted Love
2 Sixteen, Fifteen, Fourteen
3 Leaving California
4 The Chair
5 April
6 A Woman a Man Walks By / The Crow Knows Where All the Little Children Go
7 The Soldier
8 Pig Will Not
9 Passionless, Pointless
10 Cracks in the Canvas

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White Chalk_2007

1."The Devil" – 2:58
2."Dear Darkness" – 3:10
3."Grow Grow Grow" – 3:23
4."When Under Ether" – 2:25
5."White Chalk" – 3:13
6."Broken Harp" – 1:59
7."Silence" – 3:11
8."To Talk to You" – 4:01
9."The Piano" – 2:37
10."Before Departure" – 3:49
11."The Mountain" – 3:11

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The Peel Sessions_2006

01.Oh my lover
02.Victory
03.Sheela-Na-Gig
04.Water
05.Naked cousin
06.Wang Dang Doodle
07.Losing ground
08.Snake
09That was my veil
10.This wicked tongue
11.Beautiful feeling
12.You come through

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Uh Huh Her_2004

1."The Life & Death of Mr. Badmouth" – 4:53
2."Shame" – 2:33
3."Who the ~censored~?" – 2:09
4."Pocket Knife" – 3:44
5."The Letter" – 3:22
6."The Slow Drug" – 3:25
7."No Child of Mine" – 1:08
8."Cat on the Wall" – 3:03
9."You Come Through" – 2:48
10."It's You" – 4:13
11."The End" – 1:23
12."The Desperate Kingdom of Love" – 2:44
13.Untitled ("Seagulls") – 1:11
14."The Darker Days of Me & Him" – 4:34

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Stories From The City, Stories From The Sea_2000

1."Big Exit"
2."Good Fortune"
3."A Place Called Home"
4."One Line"
5."Beautiful Feeling"
6."The Whores Hustle and the Hustlers Whore"
7."This Mess We're In"
8."You Said Something"
9."Kamikaze"
10."This Is Love"
11."Horses in My Dreams"
12."We Float"
13."This Wicked Tongue" (UK & Japan bonus track)

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Is This Desire?_1998

1."Angelene" – 3:34
2."The Sky Lit Up" – 1:52
3."The Wind" – 4:01
4."My Beautiful Leah" – 1:59
5."A Perfect Day Elise" – 3:06
6."Catherine" – 4:05
7."Electric Light" – 3:04
8."The Garden" – 4:12
9."Joy" (Ellis, Harvey) – 3:40
10."The River" – 4:52
11."No Girl So Sweet" – 2:45
12."Is This Desire?" – 3:25

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PJ Harvey & John Parish - Dance Hall At Louse Point_1996

01 - Girl (1:29)
02 - Rope Bridge Crossing (5:10)
03 - City Of No Sun (2:14)
04 - That Was My Veil (3:01)
05 - Urn With Dead Flowers In A Drained Pool (3:03)
06 - Civil War Correspondent (4:23)
07 - Taut (3:15)
08 - Un Cercle Autour Du Soleil (5:07)
09 - Heela (3:19)
10 - Is That All There Is (5:11)
11 - Dance Hall At Louse Point (2:10)
12 - Lost Fun Zone (1:28)

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OU:
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To Bring You My Love_1995

1. To Bring You My Love
2. Meet Ze Monsta
3. Working For The Man
4. C'mon Billy
5. Teclo
6. Long Snake Moan
7. Down By The Water
8. I Think I'm A Mother
9. Send His Love To Me
10.The Dancer

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PASSWORD:zinhof

Rid of Me_1993

1. Rid of me
2. Missed
3. Legs
4. Rub 'til it bleeds
5. Hook
6. Man-size sextet
7. Highway 61 revisited
8. 50 ft queenie
9. Yuri-G
10.Man-size
11.Dry
12.Me-Jane
13.Snake
14.Ecstasy

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Dry_1992

01."Oh My Lover" – 3:57
02."O Stella" – 2:36
03."Dress" (Rob Ellis, Harvey) – 3:16
04."Victory" – 3:16
05."Happy and Bleeding" (Ellis, Harvey) – 4:50
06."Sheela-Na-Gig" – 3:11
07."Hair" – 3:45
08."Joe" (Ellis, Harvey) – 2:33
09."Plants and Rags" (Ellis, Harvey) – 4:07
10."Fountain" – 3:52
11."Water" – 4:32

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The Words That Maketh Murder

quinta-feira, 3 de março de 2011

R.E.M. - Rapid Eye Movement (Que é como quem diz: Sonho)

Limito-me a postar o álbum que mais me diz. Foi com este álbum que eu travei conhecimento com esta banda e este eu gosto muito.

Document_1987

01 - Finest Worksong
02 - Welcome to the Occupation
03 - Exhuming McCarthy
04 - Disturbance at the Heron House
05 - Strange
06 - It's the End of the World as We Know It...
07 - The One I Love
08 - Fireplace
09 - Lightnin' Hopkins
10 - King of Birds
11 - Oddfellows Local 151

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It's The End Of The World

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MALLU MAGALHÃES - Complemento ao POST anterior (de 4 de Fevereiro de 2009)

Ainda nem ouvi este álbum mas como gostei bastante do primeiro hoje fui ver se encontrava coisas novas da miudinha... e não é que encontrei até o que não procurava! Parece que a pitinha tímida desabrochou. Hehehe!!!!!!!... Ou será isto uma montagem fotográfica (que é o que mais pareçe)?


Mallu Magalhães_2009

01 My Home Is My Man
02 Nem Fé Nem Santo
03 Shine Yellow
04 Versinho de Número Um
05 Make It Easy
06 Compromisso
07 Te Acho Tão Bonito
08 Ricardo
09 Bee On The Grass
10 Soul Mate
11 You Ain't Gonna Loose Me
12 É Você Que Tem
13 O Herói, O Marginal

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Mais novidades em:
CLIKAKI

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

STEREO MC's - Para complemento do POST que fiz no mês 4 de 2008, dedicado a esta banda fenomenal:

Double Bubble_2008

1. Get On It
2. The Here & Now
3. Karaoke
4. City Lights
5. Gringo (Ragged & Ruthless)
6. Pictures
7. Revolution
8. Black Gold
9. Show Your Light
10.Coming Home
11.Human
12.Joy
13.Master Of My Mind
14.Hotblood
15.Soul Girl
16.You Got It All

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Supernatural_1990

1. I'm A Believer
2. Scene Of The Crime
3. Declaration
4. Elevate My Mind
5. Watcha Gonna Do?
6. Two Horse Town
7. Ain't Got Nobody
8. Goin' Back To The Wild
9. Lost In Music
10.Life On The Line
11.The Other Side
12.Set Me Looser
13.What's The Word
14.Early One Morning
15.Smokin' With The Motherman
16.Relentless

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OU:
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33-45-78_1989

1 On 33
2 Use It
3 Gee Street
4 Neighbourhood
5 Toe To Toe
6 What Is Soul
7 Part 2
8 Bring It On
9 Out Of Touch
10 Sunday 19th March
11 This Ain't A Love Song
12 Ancient Concept
13 On The Mike
14 Move
15 Back To The Future

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OU:
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terça-feira, 11 de maio de 2010

EMILIANA TORRINI - Mais uma voz extraordinária, vinda das terras do frio.

Para mim foi uma agradável descoberta, feita ontem no canal de música no NATIONAL GEOGRAFIC. Tenho mesmo andado a dormir.
Aconselho começarem por ouvir o álbum "Crouçie d’Où La", pois foi o primeiro que ouvi e que me fez querer mais.

«Emiliana Torrini (Reykjavík, 16 de maio de 1977) é uma cantora islandesa que tornou-se famosa pelo seu álbum, Love in the Time of Science, produzido junto com a banda Tears for Fears de Roland Orzabal.

Filha de pai italiano e mãe islandesa, em 2005 ela lançou o álbum Fishermans Woman com ótimas canções como Sunnyroad e Heartstopper. Anteriormente ela lançara três álbums em islandês, Spoon (com uma banda de mesmo nome), Crouçie dOù La, e Merman. Seu site oficial a descreve como sem categoria, mas segundo o site Allmusic ela estaria dentro de gêneros como Trip Hop e Dream Pop

Torrini cantou a canção Gollums Song, a última do filme de Peter Jackson The Lord of the Rings: The Two Towers (As Duas Torres) quando a sua colega Björk teve que se afastar por causa da gravidez.»
(TRANSCRITO)

Jungle Drum


Me And Armini_2008

1. Fireheads Lyrics
2. Me and Armini Lyrics
3. Birds Lyrics
4. Heard It All Before Lyrics
5. Ha Ha Lyrics
6. Big Jumps Lyrics
7. Jungle Drum Lyrics
8. Hold Heart Lyrics

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OU:
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Fisherman's Woman_2005

1. Nothing Brings Me Down
2. Sunny Road
3. Snow
4. Lifesaver
5. Honeymoon Child
6. Todat Has Been OK
7. Next Time Around
8. Heartstopper
9. At Least It Was
10.Fisgerman's Woman
11.Thinking Out Loud
12.Serenade

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Rarities_2000

01. Weird Friendless Kid
02. If You Go Away
03. 7-Up Days
04. Flirt
05. Tuna Fish (Acoustic Version)
06. Baby Blue (Rae & Christian Remix)
07. Easy (Remix)
08. Unemployed In Summertime (Remix)
09. To Be Free (Future Shock Mix)

(INDISPONIVEL)

Love In The Time Of Science_1999

1. “To Be Free”
2. “Wednesday’s Child”
3. “Baby Blue”
4. “Dead Things”
5. “Unemployed in Summertime”
6. “Easy”
7. “Fingertips”
8. “Telepathy”
9. “Tuna Fish”
10. “Summerbreeze”
11. “Sea People”

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OU:
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Merman_1996

1. Blame It on the Sun
2. The Boy Who Giggled So Sweet
3. Stephanie Says
4. Red Woman, Red
5. Old Man and Miss Beautiful
6. Chelsea Morning
7. I Hope That I Don’t Fall in Love With You
8. Premiére Lovin’
9. Merman
10.I Really Loved Harold

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Crouçie d’Où La_1995

1. I’m a Bad Luck Woman (Memphis Minnie)
2. Crazy Love (Van Morrison)
3. The Man With the Golden Gun (Don Black, John Barry)
4. Today I Sing the Blues (Aretha Franklin)
5. I (Pizzicato Five, Yasuharu Konishi)
6. The Dirty Dozen (Speckled Red)
7. Tomorrow (Paul Williams)
8. Find It
9. Miss Celie’s Blues (Jones, Temperton, Richie)
10.Aaaa…

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Spoon_1994


(INDISPONIVEL)

Vienna bootleg

1. Fireheads
2. Heartstopper
3. Lifesaver
4. Today Has Been OK
5. Sunny Road
6. Hold Heart
7. Big Jumps
8. Ha Ha
9. Birds
10.Jungle Drum
11.Me & Armini
12.Bleeder
13.Gun
14.Heard It All Before
15.Fisherman's Woman / Sea People
16.Unemployed in Summertime
17.Easy
18.Nothing Brings Me Down
19.Beggar's Prayer
20.Summerbreeze
21.Jungle Drum (Reprise)

(INDISPONIVEL)

Heartstopper

terça-feira, 27 de abril de 2010

ORNATOS VIOLETA - Gosto.

Do melhor que por cá tem sido feito.

«A banda junta-se em 1991, mas só editam um álbum seis anos mais tarde. Pelo caminho participaram em várias colectâneas e ganharam o prémio de originalidade do 7º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous[1]. Existem muitas músicas elaboradas pela banda que não chegaram a ver a luz do dia, através de um disco.

Em 1997 lançam Cão!, o seu primeiro trabalho - que inclui o tema "Letra S", em dueto com Manuela Azevedo, vocalista dos Clã - um disco onde pela primeira vez se demonstrou a disponibilidade da banda de explorar um som misto, com o estilo específico de escrita de Cruz, para agrado de numerosos novos fãs e da maioria da crítica musical nacional.

No ano seguinte, no contexto da Expo 98, colaboraram na colectânea Tejo Beat, no qual participaram também Boss AC, Blasted Mechanism, Zen e Flood, com o tema "Tempo de Nascer".

O seu álbum O Monstro Precisa de Amigos chegou em 1999, demonstrando uma produção mais cuidada e, de forma geral, um estilo menos activo e mais contido. Produziu os singles, Ouvi Dizer, um dueto com Victor Espadinha e Capitão Romance, com Gordon Gano, vocalista dos aclamados Violent Femmes. Foi ainda neste ano que colaboraram no disco XX Anos XX Bandas, um tributo aos 20 anos dos Xutos & Pontapés, como uma versão do tema Circo de Feras, cuja letra foi expandida.

O título do seu terceiro trabalho foi "Monte Elvis" mas após pouco tempo os Ornatos Violeta terminaram, em 2002.

Pós-separação:

Os Supernada nas Noites Ritual Rock 2005Ainda em 2002, surgem os Pluto, banda de rock ligeiramente mais tradicional, que inclui na sua formação, como vocalista e guitarrista secundário Cruz, e como guitarrista principal Peixe. Outro projecto de Manel Cruz (voz), surgido no mesmo ano, foram os Supernada, ainda sem álbuns editados, e composto por mais quatro membros: Miguel Ramos (baixo), Ruca (guitarra), Eurico Amorim (teclado) e Francisco Fonseca (bateria).

Os temas Capitão Romance e Chaga fizeram parte da banda sonora do filme Rasganço de Raquel Freire.

Em 2006, Nuno Prata lança o seu primeiro álbum a solo onde participam como convidados, entre outros, os restantes ex-membros dos Ornatos Violeta. Em 2008, Manel Cruz lança o projecto Foge Foge Bandido com um álbum duplo, O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei. O teclista Elísio Donas participaria então no grupo Perfume, do qual sairia em Agosto de 2008.»
(TRANSCRITO)

Ouvi dizer (HQ)


DISCOGRAFIA COMPLETA:

Monte Elvis_2002

1. Tv
2. Gente em pó (basta juntar água)
3. Há-de encarnar
4. Voodoo
5. Sincero
6. Nada á fácil de amar
7. O homem do jazz
8. Madame banho
9. Convite [pluto]
10.Tempo de nascer
11.Circo de feras [cover xutos e pontapés]
12.Marta
13.Dez lamurias por gole
14.Planos de merda
15.Obrigado ornatos
16.Capitão romance [margarida pinto]
17.Capitão romance [clã]
18.Chaga [toranja]
19.Raquel [charles]

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Ao Vivo no Hard Club_1999

1. Chaga
2. Dia Mau
3. Para Nunca Mais Mentir
4. Ouvi Dizer
5. Capitão Romance
6. Pára de Olhar Para Mim
7. O.M.E.M.
8. Coisas
9. Nuvem
10.Deixa Morrer
11.Notícias do Fundo
12.O Fim da Canção
13.Marta
14.Há-de Encarnar

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O Monstro Precisa De Amigos_1999

01- Tanque
02- Chaga
03- Dia Mau
04- Para Nunca Mais Mentir
05- Ouvi Dizer
06- Capitão Romance
07- Pára de Olhar Para Mim
08- O.M.E.M.
09- Coisas
10- Nuvem
11- Deixa Morrer
12- Notícias do Fundo
13- Fim da Canção

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Cão_1997

1. Punk Moda Funk
2. Bigamia
3. Líbido
4. Letra S
5. A Dama do Sinal
6. 1 Beijo=1000
7. O Amor é Isto
8. Homens de Princípios
9. Mata-me Outra Vez
10.Um Crime à Minha Porta
11.Débil Mental
12.Esfera
13.Chuva
14.Letra S
15.Raquel

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Punk Moda Funk (Official Videoclip)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

FAITH NO MORE - Introduce Yourself (Os únicos álbuns que realmente valem a pena ouvir)

Chuck Mosley... O vocalista que nunca devia ter saido.

«O grupo surgiu em 1982, vindo das cinzas do Faith No Man, banda formada e liderada por Mike “The Man” Morris. Roddy Bottum, Mike Bordin e Bill Gould, então integrantes do grupo, decidiram livrar-se de Morris e ao invés de demití-lo, preferiram formar uma nova banda. Por sugestão de um amigo, o nome escolhido foi Faith No More, já que “The Man” (Morris) “não mais” (no more, em inglês) faria parte do grupo (Nota do editor: A tradução literal de Faith No More para o português é de Fé Não Mais). No lugar de Morris, foi recrutado Jim Martin na guitarra. Diversos músicos ocuparam a vaga de vocalista nesta fase - dentre eles Courtney Love - até os membros optarem por Chuck Mosley, que participaria apenas dos dois primeiros discos da banda: We Care a Lot, de 1985, e Introduce Yourself, de 1987.

Mosley foi demitido em 1988 e os motivos da sua saída ainda geram certa discussão entre os fãs de Faith No More. A versão oficial seria de que Chuck foi mandado embora por ser alcoólatra e por ter causado problemas em alguns shows da banda. Entretanto muitos acreditam que o real motivo da demissão foi o fato de Mosley ser um vocalista limitado. No seu lugar foi escolhido Mike Patton, que rapidamente se tornaria a figura mais emblemática do grupo.

Mike Patton entrou no Faith No More poucas semanas antes das gravações do disco The Real Thing por indicação de Jim Martin, que havia ouvido uma fita demo da banda de Patton, o Mr. Bungle.

A banda na sua formação clássica Mike Patton entrou no Faith No More direto para o estúdio onde a banda gravou The Real Thing, lançado em 1989. The Real Thing é um verdadeiro divisor de águas na carreira do grupo, com músicas mais bem resolvidas e com o carisma de Mike Patton contribuindo para transformar o Faith No More num grande sucesso comercial.

A música responsável pela transição foi “Epic”, que com seu arranjo grandioso que faz jus ao título da música, vocal hip-hop e refrão grudento, arrematou o nº 9 na parada de singles da Billboard e teve o videoclipe exibido a exaustão na MTV americana. Com mais dois singles de sucesso, a contagiante Falling to Pieces e o rock de From Out Of Nowhere, o disco The Real Thing chega ao 11º na parada e atinge um milhão de cópias vendidas nos EUA.

O curioso é que internacionalmente, o sucesso da banda foi ainda maior. No Brasil, a MTV Brasil começava a dar seus primeiros passos em 1990 e o Faith No More foi uma das estrelas reveladas naquele ano. A popularidade conquistada pela banda no país impressionou seus próprios integrantes. Em 1991, o FNM tocou para o Maracanã lotado durante o Rock In Rio 2, iniciando um verdadeiro culto à banda nas terras brasileiras. O sucesso foi tão grande que eles retornaram no decorrer daquele ano para uma mini-turnê nacional.

Uma das características das apresentações ao vivo do Faith No More é o hábito das covers insólitas. Ainda antes do sucesso, a banda tocava a improvável Pump Up the Jam do Technotronic, apenas para infernizar suas platéias. Na época de The Real Thing, a banda incluiu no disco um cover de War Pigs do Black Sabbath, em um tempo onde a credibilidade artística do velho Sabbath era próxima a zero. Mas para War Pigs, a tática não funcionou e o Faith No More começou a atrair a atenção e o respeito do público do heavy metal. O que fez a banda? Substituiu War Pigs do repertório dos shows pela melosa balada Easy dos Commodores.

Depois de dois anos de turnê, era hora de pensar no próximo disco e as gravações não foram tranqüilas. O guitarrista Jim Martin estava descontente com os rumos que a sonoridade da banda vinha tomando. Rumores dão conta de que ele participou muito pouco das composições, limitando-se a enviar pelo correio as bases de guitarras em fitas K7 aos outros integrantes da banda.

Em meio à grandes expectativas, Angel Dust foi lançado em 1992 e apontava para outras direções. Descartava definitivamente o rótulo funk metal e vinha recheado de temas mais mórbidos e sombrios. Propositalmente designado para chocar os fãs temporários, a banda apostou em sonoridades inusitadas, longe do hit fácil Epic que carimbava a banda até aquele momento. Diferente do que aconteceu com The Real Thing, em Angel Dust Mike Patton participou de todo o processo criativo do disco, e pôde exercitar o experimentalismo e o gosto pelo bizarro que marcou o seu trabalho no Mr. Bungle. Musicalmente a banda também mostrava evolução, incorporando elementos eletrônicos e teclados mais climáticos, proporcionando uma atmosfera cinematográfica a algumas canções. Os videoclipes coloridos do álbum passado deram lugar a videos sombrios, que faziam questão de negar o lado “sex-symbol” que o líder possuía na época. A crítica americana não mostrou muito entusiasmo e o disco acabou não tendo a mesma repercussão de The Real Thing. Nos demais países, no entanto, o Faith No More continuava enorme, e seu lugar privilegiado nas paradas de sucesso era garantido pelos singles de Midlife Crisis e A Small Victory. O terceiro single de Angel Dust foi para uma música que na verdade não estava no disco: Easy, o cover dos Commodores que a banda vinha tocando ao vivo há tempos e que finalmente ganhou uma versão de estúdio. Easy foi devidamente incluída em Angel Dust nas prensagens subseqüentes ao lançamento do single.

Angel Dust rendeu mais uma turnê gigantesca pelo mundo todo. A turnê durou cerca de dois anos onde eles, além de promover shows próprios, tocaram em festivais e abriram shows para o Metallica e para o Guns N’ Roses ne mega turne Use Your Illusion.

Ao invés de encarar o compromisso como oportunidade de consolidar a banda em novos públicos, o Faith No More usou seu tempo para provocar a audiência com sessões de garra-fadas, insultos e sacanagens principalmente através de Patton. O saldo do período foi uma grande repulsão por parte dos adoradores de plantão, aqueles que há pouco tempo atrás veneravam os autores de Epic e ali não entendiam o não-comercialismo sarcástico da nova fase. Por outro lado, os fãs que seguiram em frente tornaram-se verdadeiros cultuadores do álbum e da banda.

Com a saída de Jim Martin logo após a turnê, o Faith No More nunca mais seria o mesmo. A dificuldade de encontrar um guitarrista à altura do cargo somada à cada vez maior necessidade de Patton explorar outros projetos veio a instituir uma grande desunião entre eles, principalmente no que dizia respeito aos rumos que deveriam tomar. Patton revelou-se um grande explorador de sons, chegando a lançar um disco solo composto apenas de efeitos vocais. Seu trabalho no Mr. Bungle cresceu em profissionalismo e experimentalismo, seu tempo foi ocupado com participações no cenário avant-garde de São Francisco, cena notória de radicalismo musical. Todas estas demonstrações mostravam que, além de musicalmente distante dos integrantes do FNM, Patton cultivava um interesse cada vez maior em outros horizontes musicais. A banda titular então ganhava conotação de emprego, de compromisso, o que influenciou bastante a música deles a partir daquele ponto.

Embora bem recebido por muitos fãs (e outros não-fãs), o álbum King For A Day, Fool For A Lifetime chegou de mansinho, com bem menos atenção que o anterior recebera. Com as guitarras gravadas por Trey Spruance, colega de Patton no Mr. Bungle, o álbum apostava em sonoridades mais cruas e bem menos elaboradas. Pela primeira vez a mesa de som era comandada por outro produtor que não o tradicional Matt Wallace. Um outro Wallace - Andy – seleto nome da produção de discos pesados, encarregou-se de aplicar sua mão pesada e distorcer ao máximo os acordes, dispensando bastante o trabalho de teclados nas músicas. O trabalho funcionou no quesito peso, mas no caráter experimental e caprichado que a banda necessitava as coisas deixaram um pouco a desejar. Trey teve dificuldades de aplicar seu estilo “torto” no panorama “mais convencional” do Fenemê e o resultado foi pouco empolgante, com altos e baixos no decorrer do trabalho. Mesmo com vocais brilhantes, era possível identificar o caráter burocrático que tomava alguns pontos do trabalho e o princípio de falta de sintonia entre os integrantes.

Alegando dificuldades em se adaptar à banda, Trey recusa o convite de participar da próxima turnê e o Faith No More escala o então roadie de teclados Dean Menta para fazer o trabalho ao vivo das guitarras. A banda passaria mais uma vez por nossas terras, tocando em uma edição do festival Monsters Of Rock. Mesmo reconhecido por fãs com uma certa simpatia, o álbum não empolgou da mesma maneira que os anteriores e passou despercebido pelas massas. A turnê européia terminou cancelada pela metade. Curiosamente, a este lançamento é atribuído o título de precursor do gênero new metal em que as bandas deste estilo seguidamente citaram-no como grande influência no método de composição e delineação sonora daquele movimento.

O momento seguinte se notabilizou pela grande proporção alcançada pelos trabalhos paralelos de seus integrantes. Patton entrou de cabeça no avant-garde, lançou outro trabalho solo e elevou o status de adoração do Mr. Bungle com turnês expressivas. O baterista Mike Bordin tocou com Ozzy Osborne, Roddy Bottum estreiou sua banda Imperial Teen.

Os rumores sobre um possível fim da banda tomavam proporções maiores e coube ao baixista Billy Gould segurar a peteca. Em um período de entressafra, Billy tornou-se o único integrante disposto a segurar a bandeira do quarteto em meio a rumores fortíssimos de uma inevitável dissolução. Partiu dele a iniciativa de convidar o amigo John Hudson, da banda System Collapse, para assumir as guitarras do disco a ser gravado.

Talvez por razões contratuais, talvez por influência de Gould, o Faith No More adentra mais uma vez o estúdio e grava o que viria a ser o seu último trabalho: Album Of The Year. Em meio à recente febre da música eletrônica, Gould assumiu a varinha de condução e escalou o produtor Roli Mosimann, com quem co-produziu as gravações. A influência de música eletrônica, especialidade de Mosimann, viria a permear algumas faixas do álbum como Stripsearch e a grande gama de remixes lançados como lados-b do álbum. Notava-se também uma preocupação em alcançar a sonoridade de Angel Dust em faixas como Last Cup Of Sorrow, onde os teclados passavam novamente a exercer um papel importante nas músicas. O legado mais tosco da época de King For A Day apareceu em faixas como Collision e Naked In Front Of The Computer. O fato é que, mais profundamente que no álbum anterior, o espírito de desunião e indiferença musical tornou-se muito evidente, levando muitos fãs a apostar no tão falado encerramento de atividade da banda. Foi notória a participação burocrática dos integrantes, visivelmente imersos em outros trabalhos. O resultado final foi uma colcha de retalhos, músicas pouco inspiradas e sem um fio condutor entre si. Com recepção fria, oposta aos anos dourados da banda, Album Of The Year foi praticamente ignorado por público e mídia.

A banda em Album of the Year. Curiosamente, os últimos meses do Faith No More caracterizaram-se por uma grande reverência a suas apresentações ao vivo. Notoriamente uma banda especialista em palcos, os rapazes passaram a apresentar o que muitos defendem ser os melhores shows da carreira. Mesclando músicas novas com hits e material antigo, passaram a arrecadar uma leva impressionante de fãs para os clubes europeus e australianos.

Com Mike Patton no auge de seu talento vocal e com a banda para lá de experiente, o Faith No More literalmente vestia terno e gravata para destilar suas músicas de maneira altamente empolgante. Mas os problemas citados tomaram proporções insuperáveis e foi através de um e-mail que Billy Gould, ao final de uma turnê européia, anunciou o tão falado final de atividades.

Dali para frente, com suas responsabilidades aliviadas, os integrantes passaram a dedicar seu tempo a projetos pendentes de forma integral. Roddy Bottum deu continuidade a seu Imperial Teen, lançando mais álbums e recebendo bons resultados no cenário indie. Mike Bordin assumiu as baquetas da banda de Ozzy, tocou em participações com Jerry Cantrell (Alice In Chains) e ajudou o Korn por uns tempos. Hoje exerce papel de baterista freelancer. Billy seguiu com pontas despretensiosas na banda Brujeria e deu início a uma gravadora obscura, trabalhando principalmente com artistas latinos. O guitarrista Jim Martin, após seu desligamento da banda, dedicou-se a projetos paralelos obscuros, chegando a lançar um disco solo chamado Milk And Blood. Fez pontas em um disco do Primus e participações em coletâneas. Hoje Jim reside em um rancho interiorano e dedica-se, além de seus projetos musicais, a plantar abóboras gigantescas. O grande foco ficou mesmo no lendário Mike Patton que surpreendentemente justificou o fim do Faith No More, dando aos fãs um motivo para acreditar que a banda devia sim chegar ao final. Além de seguir com suas participações com outros artistas inusitados, enfileirou projetos de qualidade em pouquíssimo tempo. Através de uma gravadora própria, a Ipecac, Patton criou um lar para seus projetos e outros artistas de seu interesse. O sucesso da Ipecac foi indiscutível, ajudado pelos órfãos do Faith No More Patton mostrou ao mundo o quanto prolífico ele era. Só em 2001, participou de 3 bandas de expressão: Fantômas, Tomahawk e Lovage. Todas marcadas pela experimentação musical, o não-comercialismo e a aparente falta de preocupação com o mercado. De forma madura e desencanada, Patton levou à sua maneira a tarefa de adotar os fãs que lamentaram o final desta que foi uma das bandas mais autênticas e cultuadas dos anos 90.

O legado da banda é indiscutível, tendo influenciado dezenas de artistas da atualidade, não sendo raro encontrar músicos que referenciam os álbuns do FNM como melhores da década passada. Acima disso, há também o espírito da música desafiadora, do não-conformismo com o sucesso fácil que o Faith No More viveu na pele e fez questão de trazer para os terrenos mainstream. Objetos de culto, a banda reside hoje entre as que melhor trazem o espírito da primeira metade da década de 90.

Em 2009, para a alegria dos fãs, a banda retomou as atividades em maio, durante o Download Festivel 2009, e em show marcados na Europa. O primeiro show da turnê aconteceu na Brixton Academy, mesmo local onde foi gravado o álbum ao vivo do Faith no More em 1990.»
(TRANSCRITO)


FAITH NO MORE - Introduce Yourself



Introduce Yourself_1987

1. "Faster Disco" – 4:16
2. "Anne's Song" – 4:46
3. "Introduce Yourself" – 1:32
4. "Chinese Arithmetic" – 4:37
5. "Death March" – 3:02
6. "We Care a Lot" – 4:02
7. "R N' R" – 3:11
8. "The Crab Song" – 5:52
9. "Blood" – 3:42
10."Spirit" – 2:52

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We Care a Lot_1985

1. "We Care a Lot"
2. "The Jungle"
3. "Mark Bowen"
4. "Jim"
5. "Why Do You Bother"
6. "Greed"
7. "Pills for Breakfast"
8. "As the Worm Turns"
9. "Arabian Disco"
10."New Beginnings"

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Faith No More w/ Chuck Mosley - "We Care A Lot" live @ The Warfield, San Francisco. 2010/04/14

segunda-feira, 19 de abril de 2010

MÃO MORTA - É bom. Embora não seja nada que eu ame... É bom.

Vale a pena ouvir.

«Reza a lenda que Joaquim Pinto se encontrou com Harry Crosby, baixista dos Swans, durante um concerto da banda americana na cidade de Berlim, em Outubro de 1984. “Tens cara de baixista”, terá dito Crosby a Joaquim Pinto. No mês seguinte, Joaquim Pinto comprou um baixo e fundou, em conjunto com Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta. Braga, cidade dos arcebispos e bastião por excelência da direita ultra-conservadora, via assim nascer, por ironia do destino, uma banda cuja postura viria, ao longo dos anos, a afrontar os valores morais e políticos de uma sociedade culturalmente atrasada e na ressaca do salazarismo. Mas a verdade é que a cidade de Braga tornou-se, no início dos anos 80, palco de uma intensa agitação cultural. Afinal, por força da Universidade do Minho, aí sediada, Braga era, e continua a ser, uma das mais jovens cidades do país, em termos de população.
Antes dos Mão Morta, Adolfo Luxúria Canibal e Zé dos Eclipses foram os Bang-Bang, banda que nasceu no carnaval de 1981. Seguir-se-iam, ainda no mesmo ano, os AuAuFeioMau, por onde passaram vários jovens artistas bracarenses. Este projecto aliava a música a outras formas de expressão artística - «Rococó, faz o galo» (espectáculo multimédia de dança, teatro, mímica e música - Abr’83); «Dos gatos brancos que jazem mortos na berma do caminho-de-ferro» (espectáculo em conjunto com Carlos Corais - performance musical a partir de ruídos de comboios - Jul’83); «Labiú e a pulga amestrada» (performance circense - Dez’83.) No carnaval de 1984, Adolfo formou com Joaquim Pinto e Miguel Pedro, os PVT Industrial, um grupo de berbequins e ritmos de teares, tendo sido os primeiros bracarenses a tocar em Lisboa (ESBAL). Mas foi em Novembro do mesmo ano que se deu a formação dos Mão Morta. Joaquim Pinto no baixo, Miguel Pedro na guitarra e Adolfo Luxúria Canibal na voz. Fitas pré-gravadas e programações rítmicas do colectivo.
1985

Estreia ao vivo

Zé dos Eclipses
entra
O concerto de estreia dos Mão Morta teve lugar no Orfeão da Foz, no Porto, a 12 de Janeiro de 1985. Dois meses mais tarde entra para a banda o guitarrista Zé dos Eclipses, passando Miguel Pedro para a bateria. Em Novembro, os Mão Morta saíram do 1º Concurso de Nova Música Rock, do Porto, com o quarto lugar, atrás de Bramassaji, Entes Queridos e AF Gang. Poucos dias depois, davam a sua primeira entrevista, no DN, a Fernando Sobral, para quem os MM eram “indiscutivelmente a melhor banda portuguesa do momento”.
1986

Prémio de Originalidade do RRV

Carlos Fortes
entra
As performances e o carisma de Adolfo Luxúria Canibal fizeram nascer, desde os primeiros momentos, um culto muito especial à volta da banda: «Uma garganta funda que liberta bílis às golfadas, que espanca os espectadores com as palavras, que os excita e irrita, que conta histórias de sexo, de crime e de repressão» (Blitz 110, 09/12/86, António Pires acerca de Adolfo Luxúria Canibal no RRV). E o culto foi crescendo. Em 1986 ganharam o Prémio de Originalidade do III Concurso de Música Moderna do extinto Rock Rendez-Vouz. Neste ano estreou-se Carlos Fortes na 2ª guitarra.
1987

“Mão Morta” (K7)

Gun Club
Através de votação na saudosa Rádio Universitária Tejo, os Mão Morta foram considerados, no início de 1987, a “Melhor Banda Nacional sem Registo em Vinil”. “1º de Novembro” era utilizado na banda sonora do filme “Um Dia no Bairro”, de Paulo Miguel Fortes e em Agosto era editada, na Malucos da Pátria, “Mão Morta” (K7). A fama entretanto granjeada abriu-lhes a porta para a participação no evento realizado no cinema Império, onde estiveram na mesma noite, os Gun Club. As primeiras partes de bandas estrangeiras constituem, aliás, uma parte invejável do currículo dos Mão Morta. Nick Cave & The Bad Seeds. Wire. Young Gods. Jesus & Mary Chain. Rollins Band.
1988

Ama Romanta

O 1º álbum:
“Mão Morta” (LP)

Wire

Nick Cave &
The Bad Seeds
«Mão Morta» (LP), o primeiro álbum, foi editado em Julho de 1998 pela editora de João Peste, dos Pop dell’Arte, a Ama Romanta. Deste registo, obrigatório em qualquer lista de melhores álbuns nacionais de sempre, fazem parte temas que ainda hoje tem presença assegurada em qualquer concerto: «Oub’lá», «Sitiados», «Até Cair», etc. A 29 de Outubro, por ocasião do lançamento do jornal LP, os Mão Morta abriram para o concerto dos Wire, mas o melhor viria dois meses depois, a 16 e 17 de Dezembro, com as primeiras partes de Nick Cave & The Bad Seeds em Lisboa e Porto, respectivamente, tendo então Mick Harvey deixado a banda envaidecida com os comentários elogiosos que teceu.
1989

“À Sombra de Deus”

A facada
Foi com «1º de Novembro» que os Mão Morta participaram em «À Sombra de Deus - Braga 88», colectânea de bandas locais, testemunho essencial da afamada movida bracarense, editado em meados de 1989 pela Câmara Municipal da terra que os viu nascer. Mas, para os Mão Morta, o ano de 1989 ficou marcado por um concerto do Rock Rendez-Vous, dias antes (2/6/89), em que Adolfo Luxúria Canibal infligiu a si próprio um golpe na perna com o auxílio de uma faca. «Quando me cortei num concerto dos Mão Morta, fui longe demais, era uma faca nova mais afiada do que eu pensava. O ambiente na sala estava pesadíssimo, havia necessidade de aplacar um bocado as coisas e eu pensei que o sangue poderia acalmá-los… o sangue assusta. Afinal o sangue acabou por ser demais, e aí é que eu vi que tinha feito asneira» (Adolfo Luxúria Canibal, Académico, Mar’93). O sucesso mediático começava então a trazer alguns amargos de boca a uma banda que sempre se manteve ao largo de uma carreira dita profissional. «Estou farto da música. Estou a pensar sair dos Mão Morta em Novembro ou Dezembro (…) Estou farto de tocar ao vivo. É uma das razões porque os Mão Morta têm problemas. Tocamos todos os fins-de-semana e não gosto.» (Adolfo Luxúria Canibal, Blitz 250, 15/08/89)
1990

Sai Joaquim Pinto
Entra Zé Pedro

Entra António Rafael

Young Gods

O 2º álbum:
“Corações Felpudos”
O baixista Joaquim Pinto, um dos fundadores dos Mão Morta, deu o seu último concerto com a banda a 6 de Janeiro de 1990, no Rock Rendez-Vous. Para o seu lugar entrou José Pedro Moura. Neste ano os Mão Morta fizeram a abertura do concerto de Young Gods, no Cinema Alvalade, em Lisboa, naquela que foi a estreia de António Rafael nas teclas. O segundo álbum, «Corações Felpudos», saiu em Setembro de 1990, com selo Fungui. As influências dos Swans pareciam agora estar mais distantes - a guitarra de Zé dos Eclipses traçava o rumo sonoro dos Mão Morta através de temas mais melódicos como «Ventos Animais», «Desmaia, Irmã, Desmaia» e «Facas em Sangue».
1991

O 3º álbum:
“O.D., Rainha do Rock & Crawl”

Sai Zé dos Eclipses
Entra Sapo

Em Junho de 1991, envolta em alguma confusão, deu-se a edição de «O.D., Rainha do Rock & Crawl», através da Área Total, editora da Guarda. Aqui o rock de guitarras a rasgar re-assumiu um papel de destaque, como facilmente se constata ao ouvir, entre outras, «Charles Manson» e «Quero Morder-te as Mãos». Do álbum, ou melhor, mini-álbum, fez ainda parte uma versão de «Bófia», desde sempre o tema mais pedido pelos fans durante os concertos, apesar de nunca haver sido editado até à altura - ainda assim, esta versão era muito diferente da original. Este foi o último álbum a contar com a participação de Zé dos Eclipses, que estava de abalada para os Estados Unidos. Para o seu lugar entrou o ex-Pop Dell’Arte Sapo.
1992

Edição internacional

Jesus & The Mary Chain

O 4º álbum:
“Mutantes S.21”

No início de 1992, «O.D., …» foi editado na Alemanha, pela editora Big Noise, e distribuído na Austria, Suíça e Checoslováquia, pela Semaphore. Em Abril os Mão Morta fizeram a primeira parte dos escoceses Jesus & The Mary Chain, num concerto marcado pelo atraso de Zé Pedro Moura pelo Casal Ventoso. Durante este ano os Mão Morta dedicaram-se à gravação de «Mutantes S.21», o quarto álbum, que viria a ser editado em Dezembro, num regresso à editora Fungui, depois dos problemas com a Área Total.
1993

“Budapeste”

Entrada no Top

Teatro Circo

«Mutantes S.21»: um diário de viagem por nove cidades. Com temas fabulosos como «Lisboa», «Barcelona» e «Amsterdão», por exemplo, o grande hit deste álbum seria «Budapeste» que transportou os Mão Morta para patamares da fama a que não estavam habituados. Curiosamente, em dado concerto, Carlos Fortes viria a introduzir o tema como “uma canção para atrasados mentais”. Mas a verdade é que «Budapeste» era o videoclip mais pedido no programa de televisão “Vira o Vídeo”, apresentado por Zé Pedro, Xana e Henrique Amaro, e desde logo recebeu um importante e decisivo airplay nas estações de rádio, não sendo portanto de estranhar a entrada do álbum para o 28º lugar do top nacional de vendas, em 11 Fevereiro de 1993. O sucesso foi tal que até a revista “Teenager” publicou um poster da banda. Em Maio de 1993, «Mutantes S.21» foi alvo de reedição (limitada a 500 exemplares, acompanhada por uma banda desenhada). A ‘digressão’ associada ao álbum proporcionou concertos que ficaram na história da banda, como é o caso do concerto em Braga, no Teatro Circo, tendo a sala ficado semi-destruída (nem o enorme candeeiro resistiu!). «Os Mão Morta não têm culpa nenhuma da destruição do Teatro Circo, ninguém tem culpa, são coisas que acontecem e o Presidente da Câmara mostrou-se perfeitamente compreensivo… aliás disse que preferia ter o Teatro Circo destruído, mas depois de uma enchente do que ter o Teatro Circo eternamente vazio» (Adolfo Luxúria Canibal ao Grande Delta, Xfm, 08/04/94).
1994

Homenagem a António Variações

O 5º álbum:
“Vénus em Chamas”

Homenagem a Zeca Afonso

No início de 1994 foi editada a colectânea «Variações - As Canções de António», onde os Mão Morta participam com uma versão de «Visões - Ficções (Nostradamus)». O sucesso obtido com «Mutantes S.21» ofereceu-lhes a hipótese de virem a assinar por uma multinacional, a BMG, o que aconteceu em Março de 1994. O primeiro de dois álbuns com selo BMG foi «Vénus em Chamas», que esteve para se chamar «Fátima Radical (Bailarina, 22 anos)», editado no mesmo mês. Por muitos considerado o registo mais desequilibrado em toda a discografia dos Mão Morta, tal não impediu, à semelhança dos álbuns anteriores, de vir a ser classificado pela imprensa como um dos melhores álbuns nacionais do ano. Destacam-se alguns temas como «Anjos Marotos», «Velocidade Escaldante» e «Cães de Crómio». «Havia uma expectactiva externa ao grupo que esse caminho [do sucesso] fosse continuado e os Mão Morta derivassem para um grupo português normal (…) Houve, de nossa parte, a atitude de o evitar… não interessava nada entrar para uma multinacional e fazer 16 budapestes.» (Adolfo Luxúria Canibal ao Grande Delta, Xfm, 08/04/94) Mas a verdade é que, depois de «Variações - As Canções de António», os Mão Morta voltaram a juntar-se a um colectivo de grupos portugueses normais, desta vez para uma colectânea de homenagem a José Afonso, «Os Filhos da Madrugada Cantam José Afonso», onde participaram com «O Avô Cavernoso», registo galardoado Disco de Platina no próprio dia de edição, que os levaria a actuarem ao vivo no Estádio de Alvalade, para vários milhares de espectadores e, mais tarde, para o país inteiro através da televisão.
1995

The Fall

Sai Carlos Fortes
Entra Vasco Vaz

O 6º álbum:
“Mão Morta Revisitada”

Em 1995, saiu o guitarrista Carlos Fortes, sendo rendido por Vasco Vaz, ex-Braindead. Em Maio, na Queima das Fitas de Coimbra, a banda partilhou o palco com mais um grande nome internacional: os The Fall. Em Agosto, veio a gravação para a BMG da compilação «Mão Morta Revisitada», que assinala o décimo aniversário dos Mão Morta. O álbum reúne os velhos temas da banda, reconstruídos. Os primeiros registos da banda já não se encontravam à venda e, para além disso, o som destes, quer em termos de gravação, quer em termos de produção, não era o melhor - motivos suficientes para a edição de «… Revisitada». «E Se Depois» ou «Sitiados» já podiam ser ouvidos em formato digital. Alguns dos temas nem sequer haviam sido editados, apesar de serem tocados em concertos, como é o caso de «Abandonada», «Bófia» (este numa versão mais próxima da original), «Sangue no Asfalto» e «Chabala». José Fortes, o prestigiado produtor que havia já estado com a banda nos dois álbuns anteriores, foi o responsável pelo excelente som de «Mão Morta Revisitada».
1996

Convite do CCB
«Mão Morta Revisitada» marcou o início de uma nova etapa na carreira dos Mão Morta. Temas como «Bófia» e «Chabala» já não eram conhecidos apenas pela geração do Rock Rendez-Vous. Uma nova legião de admiradores veio juntar-se às caras de sempre dos concertos. A banda também dava mais concertos - 1996 era, até à altura, o ano com maior número de concertos no currículo dos Mão Morta. Em Junho de 1996, sinal de reconhecimento da carreira dos Mão Morta, o Centro Cultural de Belém convidou a banda de Braga a trabalhar sobre poemas de Heiner Müller, a propósito da estreia mundial da peça «Germania 3» do falecido dramaturgo alemão, prevista para Janeiro de 1997.
1997

Espectáculo
e 7º álbum:
“Müller no Hotel Hessischer Hof”

Prémio Blitz
Videoclip de “Chabala”

Paredes de Coura
Rollins Band
«Müller no Hotel Hessischer Hof», peça musical encenada e interpretada pelos Mão Morta, a partir de textos de Heiner Müller, teve a sua estreia a 6 de Janeiro de 1997, no Pequeno Auditório do CCB, repetindo-se por mais duas noites de lotações esgotadas. A peça seria também levada à cena nas cidades de Évora, Braga e Coimbra. Deste espectáculo resultou a gravação de um álbum, «Müller no Hotel Hessischer Hof», editado pela NorteSul, subsidiária da Valentim de Carvalho, e de um vídeo de longa duração que só viria a sair no ano seguinte. Sendo certo que as suas actuações sempre se caracterizaram pela associação da música a elementos dramáticos, o espectáculo encomendado pelo CCB veio mostrar uns Mão Morta ainda mais teatrais. «Tudo partiu da ideia de musicar poemas de Heiner Müller, a que depois se deu um formato com algumas características de um espectáculo teatral e, sobretudo, musical. (…) Descobri uma grande afinidade entre mim (através de Mão Morta) e os universos e as formas de expressão de Müller. Houve pessoas que pensaram que aquelas letras eram mesmo minhas.» (Adolfo Luxúria Canibal, entrevistado na Musicnet). Apesar do álbum não ter algum tema especialmente apelativo que passasse nas rádios como «Budapeste», do «Mutantes S.21», este veio a permanecer durante algumas semanas no top nacional de vendas, o que dá conta da forma como o interesse do público pelos Mão Morta havia crescido nestes anos. No Festival de Paredes de Coura deste ano, que contou uma vez mais com a participação dos Mão Morta, depois do sucesso na edição de 1996, a banda teve as honras de encerramento, em virtude da Rollins Band precisar de tocar mais cedo. Neste ano ainda, referência para o Prémio Blitz’96 ganho por Nuno Tudela, na realização do videoclip de “Chabala”.
1998

O 8º álbum:
“Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável”

Queima das Fitas de Coimbra
dEUS e Gene Loves Jezebel

Mergulho no Futuro c/ Blonde Redhead e Unwound
Depois de editado o vídeo de longa-duração «Müller no Hotel Hessischer Hof», um trabalho do realizador Nuno Tudela sobre o espectáculo dos Mão Morta com o mesmo nome, ganhou finalmente corpo um projecto antigo, «Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável», que viria a ser o oitavo álbum da banda, baseando-se este no movimento da Internacional Situacionista onde se destacaram figuras como Guy Debord e Raoul Vaneigem. A 8 de Maio partilharam o palco da Queima das Fitas com dEUS e Gene Loves Jezebel. No dia 30 do mesmo mês, a Rádio Universidade do Minho fazia o especial “24 Horas Mão Morta” - um dia inteiramente dedicado ao grupo. Já em Agosto, os Mão Morta viriam a participar num espectáculo integrado no festival “Mergulho no Futuro”, um evento acessório da Expo’98, e para o qual foram convidados pelo norte-americano Arto Lindsay (ex-DNA, ex-Ambitious Lovers, ex-Lounge Lizards, etc.), com Blonde Redhead e Unwound no mesmo dia. Em Novembro, o realizador Nuno Tudela vê ser atribuído ao clip de “Em Directo (Para a Teelvisão)” o Prémio Nacional de Vídeo, na rubrica Melhor Produção.
1999

Coliseu dos Recreios

Homenagem a Xutos & Pontapés

Paris

Arezzo Wave (Itália)

Lux (15º Aniversário)
1999 começou em grande: no dia 7 de Janeiro, um Coliseu dos Recreios cheio recebia os Mão Morta para um concerto onde estes eram os cabeças-de-cartaz - na primeira parte estariam os Belle Chase Hotel -, levando à sala das Portas de Santo Antão os antigos e novos fãs de um grupo que vive neste ano a comemoração do seu 15º aniversário. E se a ocasião era especial, não menos especial foi a preocupação do grupo com o aparato cénico: vários aparelhos de televisão e dois écrans gigantes jorrando lixo televisivo, numa clara transposição dos conceitos teóricos explorados em “Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável”, e um cuidado e intenso jogo de luzes, elementos que ajudaram à concretização de um espectáculo carregado de violência sonora e visual, na melhor tradição dos Mão Morta.
Ainda no mesmo mês, saiu a colectânea “XX Anos, XX Bandas”, um tributo aos Xutos & Pontapés, onde os Mão Morta participam com o tema “Mãe”.
1999 é também desde já, o ano mais “internacional” dos Mão Morta. Em 5 de Junho a sala “Les Voûtes”, em Paris, recebia os Mão Morta, Miso Ensemble, Osso Exótico e os franceses PCP na mostra “PluxshshshFeira - Musiques Nouvelles du Portugal”. No início de Julho seria a vez da Itália, com dois concertos no Arezzo Wave Love Festival.
Em Setembro, a RTP dava início à exibição de “O Dragão de Fumo”, série televisiva rodada em Macau, realizada por José Carlos Oliveira, onde Adolfo Luxúria participa como actor e para a qual os Mão Morta contribuem com a sua música.
A comemoração do décimo-quinto aniversário teria lugar a 9 de Dezembro, no novo clube lisboeta Lux, que encheu para ver o grupo.
2000

Homenagem a Rui Veloso

Paredes de Coura
Coldplay, Flaming Lips e Mr. Bungle

Sai José Pedro Moura
Entra Marta Abreu

Sai Marta Abreu
Entra Joana Longobardi
Começava a ser tempo de apresentar um novo disco. Em Abril, a banda iniciou as gravações do nono álbum de originais, “Primavera de Destroços”. Entretanto, mais uma participação num tributo, desta vez a Rui Veloso, homenageado em “20 Anos Depois - Ar de Rock” por vários grupos portugueses, e onde os Mão Morta entram com “Domingo Fui às Antas”.
No Verão, um regresso a Paredes de Coura, para mais um concerto no festival minhoto, partilhando neste dia o palco com Coldplay, Flaming Lips e Mr. Bungle, entre outros. Para surpresa de alguns, era Gonçalo Budda, dos Big Fat Mamma, que ocupava o lugar de baixista habitualmente reservado a José Pedro Moura. José Pedro, DJ residente no Lux abandonava o grupo nesta altura, tendo sido substituído por uma ex-Voodoo Dolls, Marta Abreu. Mas Marta acabou por ficar pouco tempo na formação e em Novembro é outra baixista das Voodoo Dolls, Joana Longobardi, a substituí-la.
2001

O 9º álbum:
“Primavera de Destroços”

Madrid

Aula Magna

Prémio Carreira Blitz

Prémio TMN/Top Clip
“Cão da Morte”

Ilha do Ermal
Marilyn Manson

Carviçais Rock
Napalm Death
Depois de uma passagem de ano com um concerto em Braga, o ano de 2001 só começaria propriamente para os Mão Morta em Março, com “Primavera de Destroços” a ver finalmente a luz do dia. A edição do nono álbum abria as portas ao grupo para um apreciável número de concertos neste ano (o melhor de sempre), com especial destaque para as duas apresentações ao vivo em Madrid e uma outra em Lisboa, na Aula Magna, a qual ficaria gravada para ser editada meses depois, já em 2002, numa edição especial de “Primavera de Destroços”. Mas 2001 não foi apenas o ano em que os Mão Morta pisaram o palco um maior número de vezes. O jornal Blitz, na sua cerimónia actual de entrega de prémios, viria a consagrar os Mão Morta com o Prémio Carreira 2000, colocando o grupo ao lado de grandes nomes da música portuguesa como José Mário Branco ou Sérgio Godinho. Voltando a tocar numa entrega de Prémios Blitz, os Mão Morta apresentaram-se ao público com convidados especiais, o grupo de percussões Tocá Rufar. Também neste ano, e por ocasião dos Prémios Nacionais de Vídeo TMN/Top Clip, o videoclip de “Cão da Morte”, realizado por Tiago Guedes de Carvalho, foi distinguido com o galardão referente à “Melhor Realização”. No que diz respeito à partilha de palcos com grupos internacionais, os Mão Morta tiveram Marilyn Manson (Ilha do Ermal), Napalm Death (Carviçais Rock) e Sneaker Pimps (Queima das Fitas de Coimbra) como companhias mais sonantes.
2002

Edição especial de “Primavera de Destroços”

Carícias Malícias Tour

Prémios Blitz:
Grupo Nacional do Ano
Melhor Álbum Nacional

Os ventos adversos, que José Mário Branco cantava, começaram a soprar ainda mais forte, com a crise económica a chegar à indústria do espectáculo. Não tivessem os Mão Morta arregaçado mangas e desenhado eles próprios um circuito de bares por onde viria a passar, nos últimos meses do ano, a “Carícias Malícias Tour”, e poucas oportunidades teriam para pisar o chão de um palco. Assim baptizada para ilustrar a proximidade desejada com o público dos bares e, simultaneamente, a aventura de desbravamento de um circuito inexistente, a “Carícias Malícias Tour” levou-os a treze localidades espalhadas pelo Centro e Norte do país, terminando com mais um magnífico concerto no Hard Club, em Gaia, embora o encerramento definitivo viesse a ocorrer já em 2003, com um concerto no Auditório da RDP, transmitido em directo pela Antena3 e gravado para posterior edição. Mas o ano de 2002 trouxe outros pontos de interesse à história dos Mão Morta, a começar pela edição especial de “Primavera de Destroços”, acompanhada de um CD gravado ao vivo na Aula Magna, no ano anterior. E, uma vez mais, houve prémios Blitz a serem atribuídos aos Mão Morta: Grupo Nacional do Ano e Melhor Álbum Nacional. Também a revista Raio X lhes atribuiu o prémio para Melhor Banda na Categoria Pop/Punk/Rock.
2003

O 10º álbum:
“Carícias Malícias”

Preparação de “Nus”

“Estilhaços”

Enquanto se preparavam para lançar o novo disco, “Carícias Malícias”, resultado, como já se viu, do derradeiro concerto da digressão que teve o mesmo nome, os Mão Morta começavam a sentir a falta de um novo álbum de originais. “Nus”, o sucessor de “Primavera de Destroços” começou, assim, a ser preparado em Abril de 2004, no debute de um processo que teria desenvolvimento pelo ano fora e pelo ano seguinte, na Casa do Rolão, a habitual sala de ensaios do grupo, no centro de Braga. Em Setembro, o Expresso incluiu Adolfo Luxúria Canibal, que neste ano lançou o seu compêndio de textos “Estilhaços”, na lista “As 50 Personalidades Mais Importantes da Cultura Portuguesa.»
(TRANSCRITO)

Mão Morta - Novelos de Paixão


DISCOGRAFIA quase COMPLETA:

Pesadelos de Peluche_2010

01. Novelos da Paixão
02. Teoria da Conspiração
03. Paisagens Mentais
04. Biblioteca Espectral
05. Tardes de Inverno
06. Como um Vampiro
07. Penitentes Sofredores
08. O Seio Esquerdo de R.P.
09. Fazer de Morto
10. Metalcarne
11. Estância Balnear
12. Tiago Capitão

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Maldoror_2008


(INDISPONIVEL)

Nus_2004


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Carícias Malícias_2003


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Primavera de Destroços_2001


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Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável_1998


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Müller no Hotel Hessischer Hof_1997


DOWNLOAD PART1
DOWNLOAD PART2

Revisitada_1995


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Venus em Chamas_1994


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Mutantes S.21_1992


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O.D., Rainha do Rock & Crawl_1991


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Corações Felpudos_1990


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Mão Morta_1988


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Mão Morta(Ainda em K7)_1987


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Mão Morta - Anarquista Duval