Música de vários géneros mas toda de qualidade!--------------------------------------------------------------------------------Todos os links indicados neste blog foram encontrados noutros locais na Internet e colocados aqui, se aceder a algum link, lembre-se que deve apagar esses ficheiros após 24 horas no seu disco. Se gostar de algum CD, compre-o!... ou então, não!
1. Algo Novo
2. Concordância
3. Gente Torta
4. Há-de Passar
5. Medo de Mim
6. Musiquinha
7. Semáforo da João XXI
8. Seja Agora
9. Pois Foi
10. Balanço
11. Doidos
12. Não Ouviste Nada
13. Quem Tenha Pressa
01. Don’t You Dare to Touch Her
02. The Star
03. Scratch My Back
04. Goodbye Song
05. Nothing Left to Say
06. If You’re Good to Me
07. Look At me Now
08. Do What’s Best for You
09. I Think I’m in Love (Counting Planes)
10. Twice Upon a Time
11. Watch and Learn
12. Just Like You
13. Start Over
14. The Only Thing That I Wanted (Acoustic Version)
Este é o segundo post dedicado ao meu homónimo Godinho (Usar motor de busca do BLOG para encontrar o primeiro) e deve-se ao facto de ter descoberto mais umas “coisitas” deste excelente artista, disponíveis no maravilhoso mundo da internet.
Músicas Soltas & Colaborações (Nota: Esta é uma compilação exclusiva do BLOG FlyOnMusic) 01 – Sérgio Godinho com Despe & Siga – Tou Bom [in Despe & Siga - Os Primos (1994)] 02 – Lia Gama – Fado do Kilas [letra e musica de Sérgio Godinho - in BSO Kilas, o mau da fita (1980)] 03 – Sérgio Godinho com Gabriel o Pensador – Tás A Ver [in Gabriel, o pensador - Tás A Ver (2003)] 04 – Sérgio Godinho – O Rei e a Virgem Romeira [in V.A. Novas Vos Trago (1998)] 05 – Sérgio Godinho com Pacman – Apenas um Irmão [in V.A. Espanta Espiritos (1995)] 06 – Clã – Sopro do Coração [letra de Sérgio Godinho - in Clã - Lustro (2000)] 07 – Sérgio Godinho – É prà Amanhã [in Variações - As Canções De António (1993)] 08 – Sérgio Godinho, Da Weasel, Gabriel o Pensador – Isto Anda Tudo Ligado [in Sérgio Godinho - O Irmão Do Meio (2003)] 09 – Manuel Paulo com Sérgio Godinho e Camané – Casa Inacabada Com Baloiço Na Janela [in Manuel Paulo - O Assobio Da Cobra (2004)] 10 – Sérgio Godinho – As Bodas Em Paris [in V.A. Novas Vos Trago (1998)] 11 – Camané – Sonhar Durante O Fado [letra de Sérgio Godinho - in Camané - Sempre de Mim (2008)] 12 – Sérgio Godinho & Xana – O Rei Vai Nú [in V.A. UPA - Unidos Para Ajudar (2008)] 13 – Sérgio Godinho com Silence 4 – Sextos Sentidos [in Silence 4 - Silence Becomes It (1998)] 14 – Sérgio Godinho com Galandum Galundaina – Coquelhada Marralheira [in Galandum Galundaina - Senhor Galandum (2009)] 15 – Sérgio Godinho com José Mário Branco – Pão Pão [in José Mário Branco - Resistir É Vencer (2004)]
Sérgio Godinho & Rodrigo Leão – Equador OST_2010 01 – Sérgio Godinho – Na Latitude Do Equador (Genérico) 02 – Rodrigo Leão – Vida Tão Estranha 03 – Sérgio Godinho – Não Se Vem Da Volta 04 – Rodrigo Leão – A Valsa Do Equador 05 – Sérgio Godinho – Nos Passos De El-Rei 06 – Rodrigo Leão – Pasión 07 – Sérgio Godinho – O Passado É Um País Distante 08 – Rodrigo Leão – Voltar 09 – Sérgio Godinho – Perdida Em Não Sei Que Sonho 10 – Rodrigo Leão – A Chegada 11 – Rodrigo Leão – A Mãe 12 – Sérgio Godinho – Valsa Da Vida Lassa 13 – Rodrigo Leão – Histórias 14 – Sérgio Godinho – O Amor À Primeira Vista 15 – Rodrigo Leão – As Cidades 16 – Rodrigo Leão – Just One Day
Sérgio Godinho, José Mário Branco & Fausto – Três Cantos Ao Vivo_2009 CD 1: 01. Guerra E Paz 02 Travessia Do Deserto 03. Como Um Sonho Acordado 04. A Barca Dos Amantes 05. Mariazinha 06. Rosalinda 07. Quatro Quadras Soltas 08. Canto Dos Torna-viagem 09. A Ilha 10. Não Canto Porque Sonho 11. O Charlatão
CD 2: 01. Faz Parte (O Retorno Das Audácias) 02. Ser Solidário 03. De Não Saber O Que Me Espera 04. Olha O Fado 05. Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades 06. Foi Por Ela 07. Que Força é Essa 08. Eu Vi Este Povo A Lutar (Confederação) 09. Maré Alta 10. Inquietação 11. Na Ponta Do Cabo
O Melhor De Setenta E Um / Oitenta E Seis_2004 01. Pode alguém ser quem não é (com Teresa Salgueiro) 02. Lisboa que amanhece (com Caetano Veloso) 03. Mudemos de assunto (com Jorge Palma) 04. Isto anda tudo ligado (com Da Weasel e Gabriel o Pensador) 05. Antes o poço da morte (com Xutos e Pontapés) 06. O galo é o dono dos ovos (com Rui Veloso) 07. Barnabé (com Vitorino) 08. Coro das velhas (com Zeca Baleiro) 09. Balada da Rita (com David Fonseca) 10. Fotos do fogo (com Carlos do Carmo e Camané) 11. Enfim S.O.S. (com Milton Nascimento) 12. Quatro quadras soltas (com Gaiteiros de Lisboa) 13. Chuvas de Cabo Verde (com Tito Paris) 14. Que força é essa (com José Mário Branco) 15. Dancemos no mundo (com Clã)
O Irmão Do Meio_2003 01. Pode alguém ser quem não é (com Teresa Salgueiro) 02. Lisboa que amanhece (com Caetano Veloso) 03. Mudemos de assunto (com Jorge Palma) 04. Isto anda tudo ligado (com Da Weasel e Gabriel o Pensador) 05. Antes o poço da morte (com Xutos e Pontapés) 06. O galo é o dono dos ovos (com Rui Veloso) 07. Barnabé (com Vitorino) 08. Coro das velhas (com Zeca Baleiro) 09. Balada da Rita (com David Fonseca) 10. Fotos do fogo (com Carlos do Carmo e Camané) 11. Enfim S.O.S. (com Milton Nascimento) 12. Quatro quadras soltas (com Gaiteiros de Lisboa) 13. Chuvas de Cabo Verde (com Tito Paris) 14. Que força é essa (com José Mário Branco) 15. Dancemos no mundo (com Clã)
Biografias Do Amor_2001 01. Definição do amor 02. Espalhem a noticia 03. Com um brilhozinho nos olhos 04. Barca dos amantes 05. Aprendi a amar 06. A noite passada 07. Quimera de ouro 08. É terça feira 09. As certezas do meu mais brilhante amor 10. Não vás contar que mudei a fechadura 11. Aos amores 12. Eu contigo 13. Correio azul 14. Feiticeira 15. Romance num dia na estrada 16. Que lástima, querida Fátima 17. 2º andar, direito 18. A Carolina 19. Emboscada 20. O primeiro dia
Sérgio Godinho & Clã – Afinidades_2001 01. Introdução 02. Lá em baixo 03. Dias úteis 04. Ver uma mulher 05. Espectáculo 06. Pois é 07. O elixir da eterna juventude 08. Espalhem a notícia 09. O homem fantasma 10. As coisas 11. Vuelvo al sur 12. Problema de expressão 13. O baú de Sigmund Freud 14. O fim de tudo
O Melhor Dos Melhores_2000 01. O Primeiro Dia 02. Balada da Rita 03. Lá em Baixo 04. Segundo Andar Direito 05. A Vida É Feita de Pequenos Nadas 06. Os Conquistadores 07. Cuidado Com As Imitações 08. Mudemos de Assunto 09. Feiticeira 10. Espectáculo 11. Quatro Quadras Soltas 12. Vivo Numa Outra terra 13. Pano-Cru 14. Parto Sem Dor 15. Venho Aqui Falar 16. Lá Isso É 17. O Galo É Dono dos Ovos 18. Arranja-me Um Emprego
Era Uma Vez Um Rapaz_1985 01. Guerra e paz 02. As certezas do meu mais brilhante amor 03. Com um brilhozinho nos olhos 04. Coro das velhas 05. Que há-de ser de nós? 06. Espalhem a noticia 07. Quimera do ouro 08. É terça-feira 09. Os demónios de Alcáçer-Quibir 10. Etelvina 11. Que força é essa? 12. Cuidado com as imitações 13. A noite passada 14. A barca dos amantes 15. O namoro 16. O Porto aqui tão perto 17. O primeiro dia
Kilas, O Mau Da Fita BSO_1980 01. Valsa Da Ana (Piano) 02. Genérico Do Filme (voz de Mário Viegas) 03. Balada Da Rita (com Lia Gama) 04. Tereno’s Tune 05. É Terça-Feira (Valsa Da Ana) 06. Fado Do Kilas (com Mário Viegas) 07. Balada Da Rita (com Adelaide Ferreira) 08. Tema Do Major (com Mário Viegas) 09. Valsa Da Ana (Instrumental)
Sérgio Godinho, José Mário Branco e Fausto – A Confederação BSO_1978 01. Dedicatória 02. Sete Rios de Multidão 03. Destruição 04. Pão P’ra Toda a Gente 05. Estado de Sítio 06. Ai Meu Trigo Lindo 07. Ai de Mim 08. Povo Fardado 09. Hino da Confederação 10. Hino da Confederação (Vocal) 11. Operários e Camponeses 12. Cinema Mudo 13. Soldados de Abril 14. Valsa Talvez 15. A Luta Continua 16. Unidade Popular
Sérgio Godinho, Fausto & Vitorino – Cantigas De Ida E Volta_1975 01. Macacos 02. Papagaio 03. Balada das Vinte Meninas 04. Consulta 05. O Nariz 06. Cavalinho, Cavalinho 07. Ladainha da Aranha 08. Canção de Embalar Bonecas Pobres 09. Pulos 10. Dança da Rosa 11. Cantilena 12. O Ovo 13. Grilos e Grilões
Descobri este compatriota á dois dias e estou a "kurtir" o que ouço. «A música de Frankie Chavez conjuga diferentes tipos de sonoridades, reflectindo as influências musicais que ficam das suas viagens. O resultado é um Blues/Folk composto por ambientes limpos, e por outros mais crus e psicadélicos. Apesar de se identificarem diferentes influências musicais (Robert Johnson, Jimi Hendrix, Kelly Joe Phelps, Ry Cooder), é difícil encontrar num único termo a definição para a sua música.
Em 2010 compôs, em parceria com Manuel Faria e Francisco Faria, a Banda Sonora Original para o documentário "Pare, Escute, Olhe" de Jorge Pelicano.
Ao vivo, Frankie Chavez actua em formato de One Man Band, tocando guitarra e bateria. É nesse formato que apresenta o seu primeiro trabalho de estúdio a ser editado, um EP de 6 temas produzido por Nélson Carvalho (Estúdios EMI Valentim de Carvalho), cuja edição foi feita no âmbito da iniciativa Optimus Discos.» (TRANSCRITO)
I DONT BELONG
Family Tree_2011 1 Airport Blues 2 Old Habits 3 I Believe I'll Dust My Broom 4 Dreams Of A Rebel 5 Another Day 6 Whatever It Takes 7 Family Tree 8 Ode To J 9 The Calling 10 The Devil Song 11 December 21st 2012 12 Hey
Este post serve de complemento ao post dedicado aos Clã que eu tinha feito no mês 04 de 2008(É só procurar através do motor de busca do BLOG).
Disco Voador_2011 01. Amigo do peito 02. Paf e puf 03. Os embeiçados 04. Impaciente 05. Asas delta 06. Chocolatando 07. O meu a meu dono 08. Cantiga de embalar a minha mãe 09. Loja do mestre hermeto 10. Curta metragem 11. Velho bebe 12. Infra herói 13. Arco-iris 14. Os que pairam
Gosto. Fico especialmente feliz por constatar que cada vez mais se faz bom POP em Portugal. «Saiu do anonimato em 2003 no programa Ídolos, da SIC. Tinha apenas 16 anos. Não venceu, mas ficou em 3.º lugar. Pouco tempo depois rumou para os Estados Unidos para estudar na Berklee College of Music, onde terminou a licenciatura em 2009 Durante a estadia nos Estados Unidos, foi nomeada nas categorias "Best Jazz Song", no Malibu Music Awards em 2008; "Best Jazz Artist" no Hollywood Music Awards; "International Songwirting Competition" em 2007 e "The John Lennon Songwriting Competition" também em 2008. Entre as suas influências, destacam-se nomes como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Björk, Regina Spektor, Rui Veloso, Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Maria João e Mário Laginha» (TRANSCRITO)
Not There Yet
Este vídeo, para produção nacional, está excelente.
The Cherry On My Cake_2011 01. I would love to 02. Not There Yet 03. Clementine 04. O Engraxador 05. ODon't let me down 06. Woy won't take long 07. Mr. & Mrs. Brown 08. Xico 09. After all 10. Why should I? 11. Saiu para a rua 12. Déjá Vu
«Na arte e vida de Cristina Branco (Almeirim, 1972) pode dizer-se, como diz a letra de Amália, que traz o fado nos sentidos. O fado atravessou a vida de Cristina por um acaso feliz. De certa maneira, terá sido ela, pela sua ousadia estética e cunho interpretativo muito particular, a atravessar o Fado enquanto fenómeno musical de profundas raízes tradicionais. «Começou por uma brincadeira, um serão de cantigas entre amigos», segundo gosta de recordar. Nada até aqui, adolescente, a diria fadista. Antes de entoar menores, mourarias ou maiores (*), e logo como gente grande, Cristina não frequentara casas de fado ou escutara o vinil das vozes da tradição. Conhecia alguns fados de ouvido, trauteados pelo avô materno, letras e acordes que repetia de improviso sem ter consciência de como estes se entranhavam, como lhe decidiam o destino. Estava por essa altura mais próxima de Billy Holliday e Ella Fitzgerald, de Janis Joplin e Joni Mitchell do que Amália Rodrigues. Quando o mesmo avô lhe ofereceu pelos seus 18 anos o disco Rara e Inédita, obra maior e menos conhecida da grande diva do Fado, não sabia ainda como acabara de lhe mudar a vida para sempre.
Na verdade, escassos meses antes de pisar um palco a primeira vez, em Amesterdão (1996, Zaal100), Cristina nunca se imaginara sequer uma intérprete amadora ou cantadeira de horas vagas como é próprio de muitos fadistas que encontram no fado um pretexto de ócio ou expiação. Se havia fado na sua vida de adolescente, era apenas no mais profundo sentido etimológico da palavra (o fatum, o destino) que a dizia já “fadada” para a palavra. Até 1996, aos 24 anos, duas ou três experiências de canto fortuitas, e arrancadas a custo da sua timidez histórica, eram tudo o que havia feito publicamente enquanto “cantora”. O Jornalismo era “a arte” que procurava. Talvez por isso, hoje e sempre, as palavras (os redondos vocábulos, como lhes chama) rejam todos os seus discos, todas as suas intervenções, todos os seus projectos em curso. Cantora de poetas, os maiores de Portugal (Camões, Pessoa, David Mourão Ferreira, José Afonso…), e alguns do mundo (como Paul Éluard, Leo Fèrre, Alfonsina Storni ou Slauherhoff), Cristina Branco fez do seu modo de entender o fado uma espécie de porta-voz da Poesia e da Literatura do cancioneiro nacional. Passada uma década desde a sua estreia no Círculo de Cultura Portuguesa de Amesterdão (onde antes passaram Zeca Afonso, Carlos Paredes, Sérgio Godinho…) reconhecem-lhe hoje os seus pares, como marca de personalidade humana e artística, um fortíssimo e muito sincero pendor poético. Traço maior aliado a uma exigência ainda maior com os rigores da dicção e a clareza da palavra que na hora de ser voz (de uma límpida volúpia) é como se desse corpo à alma contida no poema.
Depois, do Fado espera-se em demasia que este traduza o sentimento trágico da vida: o sofrimento, a saudade e a impotência perante o destino. A tradição já longa do Fado depositou algumas “fórmulas” para dar voz a esses sentimentos, cuja invariável repetição tem conduzido à delapidação desse tesouro expressivo, ao seu inevitável esvaziamento emocional, ao sobrevoar das palavras pelos cantores. Porém, e ao arrepio dos cânones mais ensimesmados do Fado dito tradicional, o caminho de Cristina Branco tem sido outro: autónomo, singular e muitas vezes ébrio de alegria (como no tema iconográfico da sua carreira «Sete Pedaços de Vento», in Ulisses). No mínimo, o caminho do Fado de Cristina reveste-se da volúpia do aborrecimento.
Sem procurar uma ruptura ingénua com a tradição, antes procurando o que nela há de melhor (oiçam-se alguns dos "clássicos" por ela cantados), Cristina Branco reanima a tradição com a sua originalidade. Em todos os seus discos tem procurado o exigente convívio dos textos com a musicalidade inata do fado.
Cristina Branco reúne toda a emoção que o género podia conter na sua íntima ligação entre voz, poesia e música. Tal como outros jovens músicos que, desde meados dos anos 90, encontraram no Fado a sua forma de expressão, contribuindo para uma surpreendente renovação da Canção de Lisboa, Cristina Branco começou a definir o seu percurso, onde o respeito pela tradição caminha lado a lado com o desejo de inovar. Se nada na vida de Cristina indicava que o seu destino seria o fado, temos hoje de admitir que Cristina Branco está a criar um estilo senão “raro”, certamente “inédito”.
Voz, guitarra portuguesa, viola e viola-baixo, piano); uma mistura de fados tradicionais, temas próprios e canções populares.
*variantes de fados
Tiago Salazar, 5 de Outubro, 2008
Pontos Altos
A cantora grava "Cristina Branco Live in Holland", em edição de autor, registado ao vivo em dois concertos realizados no dia 25 de Abril de 1996. Foram feitos mil exemplares "que se venderam imediatamente", logo seguidos por novas edições sucessivas, até se chegar aos 5000 discos vendidos.
Edita o disco "Murmúrios" pela editora holandesa Music & Words. O disco reúne 14 temas, desde fados tradicionais como "Abandono" (imortalizado por Amália, com texto de David Mourão-Ferreira) a versões de Sérgio Godinho ("As certezas do meu mais brilhante amor") ou de Luís Vaz de Camões, com música de José Afonso ("Pombas brancas"). A maioria dos temas tem assinatura de Maria Duarte, autora dos textos, e músicas de Custódio Castelo.
Recebe, em França, em 1999, o Prix Choc da revista "Le Monde de la Musique" pelo melhor disco de “música do Mundo”.
Em Fevereiro de 2000 sai o álbum "Post-Scriptum" (título de um poema de Maria Teresa Horta). Conquistou o Prix Choc, desta vez para o melhor álbum do mês de Março, em França.
Na Holanda edita o disco "Cristina Branco Canta Slauerhoff", o segundo desse ano, com textos do poeta holandês J. J. Slauerhoff (1925-1976) Jan S. (1898-1936), com tradução de Mila Vidal Paletti e música de Custódio Castelo. O disco constitui como que uma prova de agradecimento de Cristina Branco ao país que lhe abriu as portas do sucesso embora nunca tenha vivido na Holanda.
Durante o ano de 2000, a cantora realizou cerca de 130 espectáculos por todo o mundo. O disco "Corpo Iluminado", o primeiro com edição da Universal Music Classics França, foi editado em 2001.
Em 2002 é reeditado "O Descobridor", novo título para o disco onde canta Slauerhoff, com três novos temas.
O sexto álbum de Cristina Branco, de título "Sensus" foi editado pela Universal, no dia 24 de Março de 2003. A música é assinada por Custódio Castelo. O álbum conta com letras de David Mourão-Ferreira, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Eugénio de Andrade, Camões e Shakespeare, entre outros.
"Ulisses" é o nome do disco seguinte, editado em 2005.
Em 2006 é editado «Live», um registo ao vivo, tributo a Amália Rodrigues.
Em 2007 demarca-se do fado e revisita a obra do cantautor Zeca Afonso, com o trabalho “Abril”.
Em 2009, Cristina Branco regressa à interpretação de temas inéditos. O disco “Kronos” inclui 14 temas que têm por conceito unificador o tempo, compostos por um conjunto de músicos, de letristas e de poetas cujos universos de algum modo se cruzam com as preocupações de qualidade musical e poética de Cristina Branco. Ricardo Dias, Mário Laginha, Rui Veloso, António Victorino de Almeida, Janita Salomé, Vitorino, Amélia Muge, Carlos Bica, Sérgio Godinho e José Mário Branco são os responsáveis por músicas para palavras escritas, entre outros, por Fernando Pessoa, Manuel Alegre, Júlio Pomar e Carlos Tê.» (TRANSCRITO)
Kronos_2009 1. Trago um Fado 3:18 2. Eterno Retorno 3:01 3. Bomba-relógio 3:49 4. Longe do Sul 3:37 5. Margarida 2:35 6. O Meu Calendário 3:53 7. Bichinhos Distraídos 3:45 8. Tango 4:07 9. Eléctrico Amarelo 3:37 10.O Rapaz do Trapézio Voador 3:06 11.O Sítio 4:50 12.Uma Outra Noite 3:02 13.Fado do Mal Passado 2:28 14.Histórias do Tempo 3:23
Sensus_2004 01. Soneto de separacao 02. Assim que te despes 03. O meu amor 04. Cantigas s Serranas 05. Se a alma te reprova 06. Atentado 07. Ninfas 08. Soneto destruido 09. Segredo 10. Um Fado: Palavras minhas 11. As maos e os frutos 12. Pastoras da Estrela 13. O sabor de saber 14. Ca mi queria
Que voz!... Que feeling!.. Que bom!
«A frequência no curso de Teatro da Universidade de Évora foi o despertar de Aurea no sentido de uma carreira musical. Juntamente com Rui Ribeiro, estudante de música naquela escola, Aurea ressuscitou um sonho há muito adormecido e que havia sido substituído momentaneamente pelos estudos teatrais. Rui Ribeiro foi o responsável pelas letras dos 9 temas originais deste álbum, um registo pop/soul mas com várias nuances de diversos estilos musicais. Tal como Aurea, este trabalho é musicalmente eclético. A produção deste disco esteve a cargo de João Matos e Ricardo Ferreira. A este último coube também a direcção musical, juntamente com Rui Ribeiro.
As influências desta alentejana de Santiago do Cacém, que residiu muitos anos no Algarve, vão de Aretha Franklin a Joss Stone, passando por John Mayer e Amy Winehouse, estendendo-se a James Morrison e Zero 7. Mas Aurea quer reclamar o seu lugar no mundo da música. E se há alguém que pertence a esse mundo com todo o mérito é ela.»
(TRANSCRITO)
Aurea_2010
01. The Main Things About Me (3:31)
02. Busy (For Me) (3:57)
03. Don't Ya Say It (3:23)
04. The Only Thing That I Wanted (3:45)
05. Okay Alright (4:00)
06. No No No No (I Don't Want Fall In Love With You Baby) (4:24)
07. Heading Back Home (3:47)
08. Dreaming Alive (2:56)
09. Tower Of Strenth (2:38)
10. Waiting, Waiting (For You) (3:34)
11. Be My Baby (3:05)
12. The Witch Song (4:30)
Esta letra é das mais extraordinárias deste agrupamento de excelência! Como tal não resisto a colocá-la á vossa disposição, neste blog.
Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto. (Assim damos a volta a isto!)
Deolinda - Parva que sou
Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição. Que parva que eu sou! Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar. Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’, se já tenho tudo, pra quê querer mais? Que parva que eu sou Filhos, maridos, estou sempre a adiar e ainda me falta o carro pagar Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’ Há alguém bem pior do que eu na TV. Que parva que eu sou! Sou da geração ‘eu já não posso mais!’ que esta situação dura há tempo demais E parva não sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.
Ainda estou a descobri-los. Especial atenção ás letras que já deu para ver que são das boas. :) «Um novo personagem cresce. Anaquim nasce da poeira das ruas, espreitando antes de atravessar. Entre os despojos da cidade e do pensamento urbano, surge este duende que não ama nem dorme, e se esconde a observar o mundo dos outros como se dele nao fizesse parte. Mais tarde, nas noites em que pouco há para observar, porque o mundo parou ou porque fecha os olhos, escreve os seus pensamentos e segreda-os cantando, teimoso na sua mania de pensar no mundo como gostava que ele fosse… “ Projecto a solo de José Rebola, Anaquim explora uma sonoridade folk que revisita os grandes nomes da música portuguesa ao mesmo tempo que inova, seja na temática, na escolha de instrumentos ou nos arranjos, sempre dotado de uma Portugalidade e de uma actualidade que cria uma empatia imediata com o ouvinte. Nascido em 2006, o projecto conta ao vivo com alguns dos melhores músicos de Coimbra que não deixam de dar o seu cunho pessoal ao resultado final, todo ele leve na forma e forte no conteúdo. “Prólogo”, o E.P. de estreia que reune os temas que teem suscitado maior atencao é o ponto de partida para outros voos.» (TRANSCRITO) As Vidas Dos Outros_2010 01. Intro 02. As Vidas Dos Outros 03. Horas Vagas 04. Lídia 05. Lusíadas 06. Chama-me Vida 07. Na Minha Rua 08. O Meu Coraçao 09. Balalaikas 10. Bocados De Mim 11. Monstros 12. Saltimbanco 13. Vampiros 14. Metamorfose 15. Pobre Velho Louco 16. Epílogo
Ainda estou a descobri-los mas já deu para ver que tem "piada".
Pelo menos a COITADINHA está bem porreira.
Especial atenção ás letras que já deu para ver que são muito boas.
A Caruma_2010
01. Diabetes com Chantily
02. Vestido a Esvoaçar
03. Pelo Rio Acima
04. Coitadinha
05. Quem Passou por Ti
06. Nossa Senhora do SIS
07. Pedra na Mão (a Testa a Aquecer)
08. Desfocado
09. Estado Febril
10. Pavonear
11. Bezana
Pena que por enquanto só arranjo este álbum. «AFONSINHOS DO CONDADO ASSOCIAÇÃO FELIZ BIOGRAFIA Em 1984, Nuno Faria, Gimba (Eugénio Lopes) e Jorge Galvão formaram os Tiroliro&Vladimir&Mohadir, com a entrada de um contrabaixista passaram a Tiroliro Vladimir Mohadir e Tá No Ir. Nesta fase dedicavam-se a cantar ao vivo em bares do Bairro Alto. Mudam de nome para Os Afonsinhos do Condado em 1985. Em Março de 1987 é editado um máxi-single com os temas "A Salsa das Amoreiras" (o tema português mais tocado na rádio nesse ano), "O Navio" (com a participação de Rui Veloso) e "Ao Luar". Nesse ano participam no espectáculo "Vamos celebrar Zeca" que decorreu na Aula Magna e onde cantaram "O Que Faz Falta". O álbum "Açúcar"(1) é editado em Abril de 1988. O disco incluía temas como "Rolar no Chão", "Sambinha para Gorbachev", "Ska da Ilha", "A Bordo do Challenger" e "Noites Quentes". Em Maio de 1989 lançam o Mini-Lp "No Parque Mayer" com um lado 1 que 'falava da cidade e da noite' (os temas "No Parque Mayer", "Rap do B.A. e "Fumo no Ar") e um lado 2 'que é mais uma coisa de amores' com os temas "Menina Sensa-ção", "Prima Vera" e "Rapariguinha"(2) em que participa Kalú na bateria. Participam no Festival da Canção de 1990 com o tema "Jújú e a sua Banda". A compilação "Afonsinhos do Condado"(3), que incluía os inéditos "Música do Sul" e "Querida Guida", é editada em Março de 1990. A compilação engloba todos os temas gravados pelo grupo à excepção de três temas. Gimba vai para férias em Maio de 1990. Nuno Faria e Jorge Galvão ainda darão vários concertos em 1990 e 1991. Os três voltam a reunir-se para um concerto no Porto e no final resolveram acabar com o grupo. Dos muitos concertos de Dr. Faria, Sr. Lopes e Mr. Galvão destacam-se a participação no Festival de Nimes (França) e no Chin Internacional Radio Festival (Canadá) "Açúcar" foi reeditado, em 1998, em versão remasterizada, no âmbito da série "Coração Português" da Polygram. Em 2001 a Universal (antiga Polygram) lançou a compilação "Leva-me Contigo" com dois temas inéditos, "O Macaquinho Nicolau" e "Mambo Xalima". As duas faixas foram escritas nos anos 80 mas, por razões várias, não tinham sido editadas. (1) Participaram no disco músicos como Mário Laginha, Ramon Galarza (produtor), Fernando Abrantes (que dois anos depois seria membro dos Kraftwerk durante toda uma digressão), o guitarrista José "Moz" Carrapa, os saxofonistas Jorge Reis e Edgar Caramelo e o percussionista Quim M'Jojo (JPP/Expresso) (2) "Rapariguinha", cantada e tocada pelos "Toupeiras" (grupo alter-ego dos Afonsinhos) foi a única música que ficou do projecto inicial que seria fazer um mini-lp em forma de um programa de rádio com anúncios e tudo. (3) Em simultâneo foi lançado um Mini-Lp com o mesmo nome que continha os dois inéditos e os temas "Rap do B.A.", "Rolar No Chão", "Vivi Com a Lua Cheia" e "Sambinha Para Gorbachev". DISCOGRAFIA Salsa das Amoreiras (Single, Polygram, 1987) O Navio/Salsa das Amoreiras/Ao Luar (Máxi, Polygram, 1987) Açúcar (LP, Polygram, 1988) Ska da Ilha/É Hoje O Dia (Single, Polygram, 1988) No Parque Mayer (Mini-LP, Polygram, 1989) Afonsinhos do Condado (Compilação, Polygram, 1990) Afonsinhos do Condado (Mini-LP, Polygram, 1990) Leva-me Contigo (Compilação, Polygram, 2001) COMPILAÇÕES SE O Melhor de 2 - Heróis do Mar/Afonsinhos do Condado (Compilação, Universal, 2001) NO RASTO DE... Nuno Faria foi A&R da Polygram. Mais recentemente formou a empresa de management "Condado Azul". Gimba passou pelo programa de tv "Pop Off", teve uma carreira a solo (como G.I.M.B.A. - Grupo Independente de Música Bué Altamente) lançando o disco "Funky Punky Trunky" (1997) e mais tarde andou a promover o single "Pornogal". Faz parte dos Cavacos e dos Irmãos Catita. Foi um dos elementos do programa "Cabaret da Coxa" da Sic Radical. Os G.I.M.B.A. - Grupo Independente de Malucos do Bairro Alto lançaram (?) o C.D. "Isto não é um C.D.". Jorge Galvão é artista gráfico e fez vários trabalhos de cenografia em espectáculos teatrais.» (TRANSCRITO)
Festival RTP 1990 - Afonsinhos do Condado - Jújú E A Sua Banda
Leva-me Contigo: O Melhor de'Os Afonsinhos do Condado_2001 01. A Salsa Das Amoreiras 02. Sambinha Para Gorbachev 03. A Rolar No Chão 04. A Bordo Do 'Challenger' 05. Noites Quentes 06. Ska Da Ilha 07. No Parque Mayer 08. Menina Sensação 09. Rapariguinha 10. Querida Guida 11. Fumo No Ar 12. O Luar 13. Prima Vera 14. No Pátio Dos Sarilhos 15. O Navio 16. É Hoje O Dia 17. Macaquinho Nicolau 18. Mambo Xalima
Melodias_2007 01. António Marinheiro (Tema da Peça) 02. Divertimento 03. Movimento Perpétuo 04. Valsa 05. A Carlos Paredes 06. Variações em Ré Menor 07. Canção 08. O Amigo Paredes 09. Mar Goês 10. Canção de Alcipe 11. Fantasia nº 2 12. Porto Santo 13. Cancão Para Titi 14. Melodia nº 2
ESTE SOM É LINDO Há mais um post dos Deolinda neste BLOG. Este post é só para disponibilizar os dois álbuns da banda.
Um contra o outro
Dois Selos e um Carimbo_2010 01 - Se Uma Onda Invertesse A Marcha 02 - Um Contra O Outro 03 - Não Tenho Mais Razões 04 - Passou Por Mim E Sorriu 05 - Sem Noção 06 - A Problemática Colocação De Mastro 07 - Ignaras Vedetas 08 - Quando Janto Em Restaurantes 09 - Alvalade E As Portas De Benfica 10 - Canção Da Tal Guitarra 11 - Patinho De Borracha 12 - Há Dias Que Não São Dias 13 - Fado Notário 14 - Uma Ilha
Canção ao Lado_2008 1 . MAL POR MAL 2 . FADO TONINHO 3 . NÃO SEI FALAR DE AMOR 4 . CONTADO NINGUÉM ACREDITA 5 . EU TENHO UM MELRO 6 . MOVIMENTO PERPÉTUO ASSOCIATIVO 7 . O FADO NÃO É MAU 8 . LISBOA NÃO É A CIDADE PERFEITA 9 . FON-FON-FON 10 .FADO CASTIGO 11 .AI RAPAZ 12 .CANÇÃO AO LADO 13 .GARÇONETE DA CASA DE FADO 14 .CLANDESTINO
Do melhor que por cá tem sido feito. «A banda junta-se em 1991, mas só editam um álbum seis anos mais tarde. Pelo caminho participaram em várias colectâneas e ganharam o prémio de originalidade do 7º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous[1]. Existem muitas músicas elaboradas pela banda que não chegaram a ver a luz do dia, através de um disco.
Em 1997 lançam Cão!, o seu primeiro trabalho - que inclui o tema "Letra S", em dueto com Manuela Azevedo, vocalista dos Clã - um disco onde pela primeira vez se demonstrou a disponibilidade da banda de explorar um som misto, com o estilo específico de escrita de Cruz, para agrado de numerosos novos fãs e da maioria da crítica musical nacional.
No ano seguinte, no contexto da Expo 98, colaboraram na colectânea Tejo Beat, no qual participaram também Boss AC, Blasted Mechanism, Zen e Flood, com o tema "Tempo de Nascer".
O seu álbum O Monstro Precisa de Amigos chegou em 1999, demonstrando uma produção mais cuidada e, de forma geral, um estilo menos activo e mais contido. Produziu os singles, Ouvi Dizer, um dueto com Victor Espadinha e Capitão Romance, com Gordon Gano, vocalista dos aclamados Violent Femmes. Foi ainda neste ano que colaboraram no disco XX Anos XX Bandas, um tributo aos 20 anos dos Xutos & Pontapés, como uma versão do tema Circo de Feras, cuja letra foi expandida.
O título do seu terceiro trabalho foi "Monte Elvis" mas após pouco tempo os Ornatos Violeta terminaram, em 2002.
Pós-separação:
Os Supernada nas Noites Ritual Rock 2005Ainda em 2002, surgem os Pluto, banda de rock ligeiramente mais tradicional, que inclui na sua formação, como vocalista e guitarrista secundário Cruz, e como guitarrista principal Peixe. Outro projecto de Manel Cruz (voz), surgido no mesmo ano, foram os Supernada, ainda sem álbuns editados, e composto por mais quatro membros: Miguel Ramos (baixo), Ruca (guitarra), Eurico Amorim (teclado) e Francisco Fonseca (bateria).
Os temas Capitão Romance e Chaga fizeram parte da banda sonora do filme Rasganço de Raquel Freire.
Em 2006, Nuno Prata lança o seu primeiro álbum a solo onde participam como convidados, entre outros, os restantes ex-membros dos Ornatos Violeta. Em 2008, Manel Cruz lança o projecto Foge Foge Bandido com um álbum duplo, O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei. O teclista Elísio Donas participaria então no grupo Perfume, do qual sairia em Agosto de 2008.» (TRANSCRITO)
Ouvi dizer (HQ)
DISCOGRAFIA COMPLETA:
Monte Elvis_2002 1. Tv 2. Gente em pó (basta juntar água) 3. Há-de encarnar 4. Voodoo 5. Sincero 6. Nada á fácil de amar 7. O homem do jazz 8. Madame banho 9. Convite [pluto] 10.Tempo de nascer 11.Circo de feras [cover xutos e pontapés] 12.Marta 13.Dez lamurias por gole 14.Planos de merda 15.Obrigado ornatos 16.Capitão romance [margarida pinto] 17.Capitão romance [clã] 18.Chaga [toranja] 19.Raquel [charles]
Ao Vivo no Hard Club_1999 1. Chaga 2. Dia Mau 3. Para Nunca Mais Mentir 4. Ouvi Dizer 5. Capitão Romance 6. Pára de Olhar Para Mim 7. O.M.E.M. 8. Coisas 9. Nuvem 10.Deixa Morrer 11.Notícias do Fundo 12.O Fim da Canção 13.Marta 14.Há-de Encarnar
O Monstro Precisa De Amigos_1999 01- Tanque 02- Chaga 03- Dia Mau 04- Para Nunca Mais Mentir 05- Ouvi Dizer 06- Capitão Romance 07- Pára de Olhar Para Mim 08- O.M.E.M. 09- Coisas 10- Nuvem 11- Deixa Morrer 12- Notícias do Fundo 13- Fim da Canção
Cão_1997 1. Punk Moda Funk 2. Bigamia 3. Líbido 4. Letra S 5. A Dama do Sinal 6. 1 Beijo=1000 7. O Amor é Isto 8. Homens de Princípios 9. Mata-me Outra Vez 10.Um Crime à Minha Porta 11.Débil Mental 12.Esfera 13.Chuva 14.Letra S 15.Raquel
Vale a pena ouvir. «Reza a lenda que Joaquim Pinto se encontrou com Harry Crosby, baixista dos Swans, durante um concerto da banda americana na cidade de Berlim, em Outubro de 1984. “Tens cara de baixista”, terá dito Crosby a Joaquim Pinto. No mês seguinte, Joaquim Pinto comprou um baixo e fundou, em conjunto com Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta. Braga, cidade dos arcebispos e bastião por excelência da direita ultra-conservadora, via assim nascer, por ironia do destino, uma banda cuja postura viria, ao longo dos anos, a afrontar os valores morais e políticos de uma sociedade culturalmente atrasada e na ressaca do salazarismo. Mas a verdade é que a cidade de Braga tornou-se, no início dos anos 80, palco de uma intensa agitação cultural. Afinal, por força da Universidade do Minho, aí sediada, Braga era, e continua a ser, uma das mais jovens cidades do país, em termos de população. Antes dos Mão Morta, Adolfo Luxúria Canibal e Zé dos Eclipses foram os Bang-Bang, banda que nasceu no carnaval de 1981. Seguir-se-iam, ainda no mesmo ano, os AuAuFeioMau, por onde passaram vários jovens artistas bracarenses. Este projecto aliava a música a outras formas de expressão artística - «Rococó, faz o galo» (espectáculo multimédia de dança, teatro, mímica e música - Abr’83); «Dos gatos brancos que jazem mortos na berma do caminho-de-ferro» (espectáculo em conjunto com Carlos Corais - performance musical a partir de ruídos de comboios - Jul’83); «Labiú e a pulga amestrada» (performance circense - Dez’83.) No carnaval de 1984, Adolfo formou com Joaquim Pinto e Miguel Pedro, os PVT Industrial, um grupo de berbequins e ritmos de teares, tendo sido os primeiros bracarenses a tocar em Lisboa (ESBAL). Mas foi em Novembro do mesmo ano que se deu a formação dos Mão Morta. Joaquim Pinto no baixo, Miguel Pedro na guitarra e Adolfo Luxúria Canibal na voz. Fitas pré-gravadas e programações rítmicas do colectivo. 1985
Estreia ao vivo
Zé dos Eclipses entra O concerto de estreia dos Mão Morta teve lugar no Orfeão da Foz, no Porto, a 12 de Janeiro de 1985. Dois meses mais tarde entra para a banda o guitarrista Zé dos Eclipses, passando Miguel Pedro para a bateria. Em Novembro, os Mão Morta saíram do 1º Concurso de Nova Música Rock, do Porto, com o quarto lugar, atrás de Bramassaji, Entes Queridos e AF Gang. Poucos dias depois, davam a sua primeira entrevista, no DN, a Fernando Sobral, para quem os MM eram “indiscutivelmente a melhor banda portuguesa do momento”. 1986
Prémio de Originalidade do RRV
Carlos Fortes entra As performances e o carisma de Adolfo Luxúria Canibal fizeram nascer, desde os primeiros momentos, um culto muito especial à volta da banda: «Uma garganta funda que liberta bílis às golfadas, que espanca os espectadores com as palavras, que os excita e irrita, que conta histórias de sexo, de crime e de repressão» (Blitz 110, 09/12/86, António Pires acerca de Adolfo Luxúria Canibal no RRV). E o culto foi crescendo. Em 1986 ganharam o Prémio de Originalidade do III Concurso de Música Moderna do extinto Rock Rendez-Vouz. Neste ano estreou-se Carlos Fortes na 2ª guitarra. 1987
“Mão Morta” (K7)
Gun Club Através de votação na saudosa Rádio Universitária Tejo, os Mão Morta foram considerados, no início de 1987, a “Melhor Banda Nacional sem Registo em Vinil”. “1º de Novembro” era utilizado na banda sonora do filme “Um Dia no Bairro”, de Paulo Miguel Fortes e em Agosto era editada, na Malucos da Pátria, “Mão Morta” (K7). A fama entretanto granjeada abriu-lhes a porta para a participação no evento realizado no cinema Império, onde estiveram na mesma noite, os Gun Club. As primeiras partes de bandas estrangeiras constituem, aliás, uma parte invejável do currículo dos Mão Morta. Nick Cave & The Bad Seeds. Wire. Young Gods. Jesus & Mary Chain. Rollins Band. 1988
Ama Romanta
O 1º álbum: “Mão Morta” (LP)
Wire
Nick Cave & The Bad Seeds «Mão Morta» (LP), o primeiro álbum, foi editado em Julho de 1998 pela editora de João Peste, dos Pop dell’Arte, a Ama Romanta. Deste registo, obrigatório em qualquer lista de melhores álbuns nacionais de sempre, fazem parte temas que ainda hoje tem presença assegurada em qualquer concerto: «Oub’lá», «Sitiados», «Até Cair», etc. A 29 de Outubro, por ocasião do lançamento do jornal LP, os Mão Morta abriram para o concerto dos Wire, mas o melhor viria dois meses depois, a 16 e 17 de Dezembro, com as primeiras partes de Nick Cave & The Bad Seeds em Lisboa e Porto, respectivamente, tendo então Mick Harvey deixado a banda envaidecida com os comentários elogiosos que teceu. 1989
“À Sombra de Deus”
A facada Foi com «1º de Novembro» que os Mão Morta participaram em «À Sombra de Deus - Braga 88», colectânea de bandas locais, testemunho essencial da afamada movida bracarense, editado em meados de 1989 pela Câmara Municipal da terra que os viu nascer. Mas, para os Mão Morta, o ano de 1989 ficou marcado por um concerto do Rock Rendez-Vous, dias antes (2/6/89), em que Adolfo Luxúria Canibal infligiu a si próprio um golpe na perna com o auxílio de uma faca. «Quando me cortei num concerto dos Mão Morta, fui longe demais, era uma faca nova mais afiada do que eu pensava. O ambiente na sala estava pesadíssimo, havia necessidade de aplacar um bocado as coisas e eu pensei que o sangue poderia acalmá-los… o sangue assusta. Afinal o sangue acabou por ser demais, e aí é que eu vi que tinha feito asneira» (Adolfo Luxúria Canibal, Académico, Mar’93). O sucesso mediático começava então a trazer alguns amargos de boca a uma banda que sempre se manteve ao largo de uma carreira dita profissional. «Estou farto da música. Estou a pensar sair dos Mão Morta em Novembro ou Dezembro (…) Estou farto de tocar ao vivo. É uma das razões porque os Mão Morta têm problemas. Tocamos todos os fins-de-semana e não gosto.» (Adolfo Luxúria Canibal, Blitz 250, 15/08/89) 1990
Sai Joaquim Pinto Entra Zé Pedro
Entra António Rafael
Young Gods
O 2º álbum: “Corações Felpudos” O baixista Joaquim Pinto, um dos fundadores dos Mão Morta, deu o seu último concerto com a banda a 6 de Janeiro de 1990, no Rock Rendez-Vous. Para o seu lugar entrou José Pedro Moura. Neste ano os Mão Morta fizeram a abertura do concerto de Young Gods, no Cinema Alvalade, em Lisboa, naquela que foi a estreia de António Rafael nas teclas. O segundo álbum, «Corações Felpudos», saiu em Setembro de 1990, com selo Fungui. As influências dos Swans pareciam agora estar mais distantes - a guitarra de Zé dos Eclipses traçava o rumo sonoro dos Mão Morta através de temas mais melódicos como «Ventos Animais», «Desmaia, Irmã, Desmaia» e «Facas em Sangue». 1991
O 3º álbum: “O.D., Rainha do Rock & Crawl”
Sai Zé dos Eclipses Entra Sapo
Em Junho de 1991, envolta em alguma confusão, deu-se a edição de «O.D., Rainha do Rock & Crawl», através da Área Total, editora da Guarda. Aqui o rock de guitarras a rasgar re-assumiu um papel de destaque, como facilmente se constata ao ouvir, entre outras, «Charles Manson» e «Quero Morder-te as Mãos». Do álbum, ou melhor, mini-álbum, fez ainda parte uma versão de «Bófia», desde sempre o tema mais pedido pelos fans durante os concertos, apesar de nunca haver sido editado até à altura - ainda assim, esta versão era muito diferente da original. Este foi o último álbum a contar com a participação de Zé dos Eclipses, que estava de abalada para os Estados Unidos. Para o seu lugar entrou o ex-Pop Dell’Arte Sapo. 1992
Edição internacional
Jesus & The Mary Chain
O 4º álbum: “Mutantes S.21”
No início de 1992, «O.D., …» foi editado na Alemanha, pela editora Big Noise, e distribuído na Austria, Suíça e Checoslováquia, pela Semaphore. Em Abril os Mão Morta fizeram a primeira parte dos escoceses Jesus & The Mary Chain, num concerto marcado pelo atraso de Zé Pedro Moura pelo Casal Ventoso. Durante este ano os Mão Morta dedicaram-se à gravação de «Mutantes S.21», o quarto álbum, que viria a ser editado em Dezembro, num regresso à editora Fungui, depois dos problemas com a Área Total. 1993
“Budapeste”
Entrada no Top
Teatro Circo
«Mutantes S.21»: um diário de viagem por nove cidades. Com temas fabulosos como «Lisboa», «Barcelona» e «Amsterdão», por exemplo, o grande hit deste álbum seria «Budapeste» que transportou os Mão Morta para patamares da fama a que não estavam habituados. Curiosamente, em dado concerto, Carlos Fortes viria a introduzir o tema como “uma canção para atrasados mentais”. Mas a verdade é que «Budapeste» era o videoclip mais pedido no programa de televisão “Vira o Vídeo”, apresentado por Zé Pedro, Xana e Henrique Amaro, e desde logo recebeu um importante e decisivo airplay nas estações de rádio, não sendo portanto de estranhar a entrada do álbum para o 28º lugar do top nacional de vendas, em 11 Fevereiro de 1993. O sucesso foi tal que até a revista “Teenager” publicou um poster da banda. Em Maio de 1993, «Mutantes S.21» foi alvo de reedição (limitada a 500 exemplares, acompanhada por uma banda desenhada). A ‘digressão’ associada ao álbum proporcionou concertos que ficaram na história da banda, como é o caso do concerto em Braga, no Teatro Circo, tendo a sala ficado semi-destruída (nem o enorme candeeiro resistiu!). «Os Mão Morta não têm culpa nenhuma da destruição do Teatro Circo, ninguém tem culpa, são coisas que acontecem e o Presidente da Câmara mostrou-se perfeitamente compreensivo… aliás disse que preferia ter o Teatro Circo destruído, mas depois de uma enchente do que ter o Teatro Circo eternamente vazio» (Adolfo Luxúria Canibal ao Grande Delta, Xfm, 08/04/94). 1994
Homenagem a António Variações
O 5º álbum: “Vénus em Chamas”
Homenagem a Zeca Afonso
No início de 1994 foi editada a colectânea «Variações - As Canções de António», onde os Mão Morta participam com uma versão de «Visões - Ficções (Nostradamus)». O sucesso obtido com «Mutantes S.21» ofereceu-lhes a hipótese de virem a assinar por uma multinacional, a BMG, o que aconteceu em Março de 1994. O primeiro de dois álbuns com selo BMG foi «Vénus em Chamas», que esteve para se chamar «Fátima Radical (Bailarina, 22 anos)», editado no mesmo mês. Por muitos considerado o registo mais desequilibrado em toda a discografia dos Mão Morta, tal não impediu, à semelhança dos álbuns anteriores, de vir a ser classificado pela imprensa como um dos melhores álbuns nacionais do ano. Destacam-se alguns temas como «Anjos Marotos», «Velocidade Escaldante» e «Cães de Crómio». «Havia uma expectactiva externa ao grupo que esse caminho [do sucesso] fosse continuado e os Mão Morta derivassem para um grupo português normal (…) Houve, de nossa parte, a atitude de o evitar… não interessava nada entrar para uma multinacional e fazer 16 budapestes.» (Adolfo Luxúria Canibal ao Grande Delta, Xfm, 08/04/94) Mas a verdade é que, depois de «Variações - As Canções de António», os Mão Morta voltaram a juntar-se a um colectivo de grupos portugueses normais, desta vez para uma colectânea de homenagem a José Afonso, «Os Filhos da Madrugada Cantam José Afonso», onde participaram com «O Avô Cavernoso», registo galardoado Disco de Platina no próprio dia de edição, que os levaria a actuarem ao vivo no Estádio de Alvalade, para vários milhares de espectadores e, mais tarde, para o país inteiro através da televisão. 1995
The Fall
Sai Carlos Fortes Entra Vasco Vaz
O 6º álbum: “Mão Morta Revisitada”
Em 1995, saiu o guitarrista Carlos Fortes, sendo rendido por Vasco Vaz, ex-Braindead. Em Maio, na Queima das Fitas de Coimbra, a banda partilhou o palco com mais um grande nome internacional: os The Fall. Em Agosto, veio a gravação para a BMG da compilação «Mão Morta Revisitada», que assinala o décimo aniversário dos Mão Morta. O álbum reúne os velhos temas da banda, reconstruídos. Os primeiros registos da banda já não se encontravam à venda e, para além disso, o som destes, quer em termos de gravação, quer em termos de produção, não era o melhor - motivos suficientes para a edição de «… Revisitada». «E Se Depois» ou «Sitiados» já podiam ser ouvidos em formato digital. Alguns dos temas nem sequer haviam sido editados, apesar de serem tocados em concertos, como é o caso de «Abandonada», «Bófia» (este numa versão mais próxima da original), «Sangue no Asfalto» e «Chabala». José Fortes, o prestigiado produtor que havia já estado com a banda nos dois álbuns anteriores, foi o responsável pelo excelente som de «Mão Morta Revisitada». 1996
Convite do CCB «Mão Morta Revisitada» marcou o início de uma nova etapa na carreira dos Mão Morta. Temas como «Bófia» e «Chabala» já não eram conhecidos apenas pela geração do Rock Rendez-Vous. Uma nova legião de admiradores veio juntar-se às caras de sempre dos concertos. A banda também dava mais concertos - 1996 era, até à altura, o ano com maior número de concertos no currículo dos Mão Morta. Em Junho de 1996, sinal de reconhecimento da carreira dos Mão Morta, o Centro Cultural de Belém convidou a banda de Braga a trabalhar sobre poemas de Heiner Müller, a propósito da estreia mundial da peça «Germania 3» do falecido dramaturgo alemão, prevista para Janeiro de 1997. 1997
Espectáculo e 7º álbum: “Müller no Hotel Hessischer Hof”
Prémio Blitz Videoclip de “Chabala”
Paredes de Coura Rollins Band «Müller no Hotel Hessischer Hof», peça musical encenada e interpretada pelos Mão Morta, a partir de textos de Heiner Müller, teve a sua estreia a 6 de Janeiro de 1997, no Pequeno Auditório do CCB, repetindo-se por mais duas noites de lotações esgotadas. A peça seria também levada à cena nas cidades de Évora, Braga e Coimbra. Deste espectáculo resultou a gravação de um álbum, «Müller no Hotel Hessischer Hof», editado pela NorteSul, subsidiária da Valentim de Carvalho, e de um vídeo de longa duração que só viria a sair no ano seguinte. Sendo certo que as suas actuações sempre se caracterizaram pela associação da música a elementos dramáticos, o espectáculo encomendado pelo CCB veio mostrar uns Mão Morta ainda mais teatrais. «Tudo partiu da ideia de musicar poemas de Heiner Müller, a que depois se deu um formato com algumas características de um espectáculo teatral e, sobretudo, musical. (…) Descobri uma grande afinidade entre mim (através de Mão Morta) e os universos e as formas de expressão de Müller. Houve pessoas que pensaram que aquelas letras eram mesmo minhas.» (Adolfo Luxúria Canibal, entrevistado na Musicnet). Apesar do álbum não ter algum tema especialmente apelativo que passasse nas rádios como «Budapeste», do «Mutantes S.21», este veio a permanecer durante algumas semanas no top nacional de vendas, o que dá conta da forma como o interesse do público pelos Mão Morta havia crescido nestes anos. No Festival de Paredes de Coura deste ano, que contou uma vez mais com a participação dos Mão Morta, depois do sucesso na edição de 1996, a banda teve as honras de encerramento, em virtude da Rollins Band precisar de tocar mais cedo. Neste ano ainda, referência para o Prémio Blitz’96 ganho por Nuno Tudela, na realização do videoclip de “Chabala”. 1998
O 8º álbum: “Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável”
Queima das Fitas de Coimbra dEUS e Gene Loves Jezebel
Mergulho no Futuro c/ Blonde Redhead e Unwound Depois de editado o vídeo de longa-duração «Müller no Hotel Hessischer Hof», um trabalho do realizador Nuno Tudela sobre o espectáculo dos Mão Morta com o mesmo nome, ganhou finalmente corpo um projecto antigo, «Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável», que viria a ser o oitavo álbum da banda, baseando-se este no movimento da Internacional Situacionista onde se destacaram figuras como Guy Debord e Raoul Vaneigem. A 8 de Maio partilharam o palco da Queima das Fitas com dEUS e Gene Loves Jezebel. No dia 30 do mesmo mês, a Rádio Universidade do Minho fazia o especial “24 Horas Mão Morta” - um dia inteiramente dedicado ao grupo. Já em Agosto, os Mão Morta viriam a participar num espectáculo integrado no festival “Mergulho no Futuro”, um evento acessório da Expo’98, e para o qual foram convidados pelo norte-americano Arto Lindsay (ex-DNA, ex-Ambitious Lovers, ex-Lounge Lizards, etc.), com Blonde Redhead e Unwound no mesmo dia. Em Novembro, o realizador Nuno Tudela vê ser atribuído ao clip de “Em Directo (Para a Teelvisão)” o Prémio Nacional de Vídeo, na rubrica Melhor Produção. 1999
Coliseu dos Recreios
Homenagem a Xutos & Pontapés
Paris
Arezzo Wave (Itália)
Lux (15º Aniversário) 1999 começou em grande: no dia 7 de Janeiro, um Coliseu dos Recreios cheio recebia os Mão Morta para um concerto onde estes eram os cabeças-de-cartaz - na primeira parte estariam os Belle Chase Hotel -, levando à sala das Portas de Santo Antão os antigos e novos fãs de um grupo que vive neste ano a comemoração do seu 15º aniversário. E se a ocasião era especial, não menos especial foi a preocupação do grupo com o aparato cénico: vários aparelhos de televisão e dois écrans gigantes jorrando lixo televisivo, numa clara transposição dos conceitos teóricos explorados em “Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável”, e um cuidado e intenso jogo de luzes, elementos que ajudaram à concretização de um espectáculo carregado de violência sonora e visual, na melhor tradição dos Mão Morta. Ainda no mesmo mês, saiu a colectânea “XX Anos, XX Bandas”, um tributo aos Xutos & Pontapés, onde os Mão Morta participam com o tema “Mãe”. 1999 é também desde já, o ano mais “internacional” dos Mão Morta. Em 5 de Junho a sala “Les Voûtes”, em Paris, recebia os Mão Morta, Miso Ensemble, Osso Exótico e os franceses PCP na mostra “PluxshshshFeira - Musiques Nouvelles du Portugal”. No início de Julho seria a vez da Itália, com dois concertos no Arezzo Wave Love Festival. Em Setembro, a RTP dava início à exibição de “O Dragão de Fumo”, série televisiva rodada em Macau, realizada por José Carlos Oliveira, onde Adolfo Luxúria participa como actor e para a qual os Mão Morta contribuem com a sua música. A comemoração do décimo-quinto aniversário teria lugar a 9 de Dezembro, no novo clube lisboeta Lux, que encheu para ver o grupo. 2000
Homenagem a Rui Veloso
Paredes de Coura Coldplay, Flaming Lips e Mr. Bungle
Sai José Pedro Moura Entra Marta Abreu
Sai Marta Abreu Entra Joana Longobardi Começava a ser tempo de apresentar um novo disco. Em Abril, a banda iniciou as gravações do nono álbum de originais, “Primavera de Destroços”. Entretanto, mais uma participação num tributo, desta vez a Rui Veloso, homenageado em “20 Anos Depois - Ar de Rock” por vários grupos portugueses, e onde os Mão Morta entram com “Domingo Fui às Antas”. No Verão, um regresso a Paredes de Coura, para mais um concerto no festival minhoto, partilhando neste dia o palco com Coldplay, Flaming Lips e Mr. Bungle, entre outros. Para surpresa de alguns, era Gonçalo Budda, dos Big Fat Mamma, que ocupava o lugar de baixista habitualmente reservado a José Pedro Moura. José Pedro, DJ residente no Lux abandonava o grupo nesta altura, tendo sido substituído por uma ex-Voodoo Dolls, Marta Abreu. Mas Marta acabou por ficar pouco tempo na formação e em Novembro é outra baixista das Voodoo Dolls, Joana Longobardi, a substituí-la. 2001
O 9º álbum: “Primavera de Destroços”
Madrid
Aula Magna
Prémio Carreira Blitz
Prémio TMN/Top Clip “Cão da Morte”
Ilha do Ermal Marilyn Manson
Carviçais Rock Napalm Death Depois de uma passagem de ano com um concerto em Braga, o ano de 2001 só começaria propriamente para os Mão Morta em Março, com “Primavera de Destroços” a ver finalmente a luz do dia. A edição do nono álbum abria as portas ao grupo para um apreciável número de concertos neste ano (o melhor de sempre), com especial destaque para as duas apresentações ao vivo em Madrid e uma outra em Lisboa, na Aula Magna, a qual ficaria gravada para ser editada meses depois, já em 2002, numa edição especial de “Primavera de Destroços”. Mas 2001 não foi apenas o ano em que os Mão Morta pisaram o palco um maior número de vezes. O jornal Blitz, na sua cerimónia actual de entrega de prémios, viria a consagrar os Mão Morta com o Prémio Carreira 2000, colocando o grupo ao lado de grandes nomes da música portuguesa como José Mário Branco ou Sérgio Godinho. Voltando a tocar numa entrega de Prémios Blitz, os Mão Morta apresentaram-se ao público com convidados especiais, o grupo de percussões Tocá Rufar. Também neste ano, e por ocasião dos Prémios Nacionais de Vídeo TMN/Top Clip, o videoclip de “Cão da Morte”, realizado por Tiago Guedes de Carvalho, foi distinguido com o galardão referente à “Melhor Realização”. No que diz respeito à partilha de palcos com grupos internacionais, os Mão Morta tiveram Marilyn Manson (Ilha do Ermal), Napalm Death (Carviçais Rock) e Sneaker Pimps (Queima das Fitas de Coimbra) como companhias mais sonantes. 2002
Edição especial de “Primavera de Destroços”
Carícias Malícias Tour
Prémios Blitz: Grupo Nacional do Ano Melhor Álbum Nacional
Os ventos adversos, que José Mário Branco cantava, começaram a soprar ainda mais forte, com a crise económica a chegar à indústria do espectáculo. Não tivessem os Mão Morta arregaçado mangas e desenhado eles próprios um circuito de bares por onde viria a passar, nos últimos meses do ano, a “Carícias Malícias Tour”, e poucas oportunidades teriam para pisar o chão de um palco. Assim baptizada para ilustrar a proximidade desejada com o público dos bares e, simultaneamente, a aventura de desbravamento de um circuito inexistente, a “Carícias Malícias Tour” levou-os a treze localidades espalhadas pelo Centro e Norte do país, terminando com mais um magnífico concerto no Hard Club, em Gaia, embora o encerramento definitivo viesse a ocorrer já em 2003, com um concerto no Auditório da RDP, transmitido em directo pela Antena3 e gravado para posterior edição. Mas o ano de 2002 trouxe outros pontos de interesse à história dos Mão Morta, a começar pela edição especial de “Primavera de Destroços”, acompanhada de um CD gravado ao vivo na Aula Magna, no ano anterior. E, uma vez mais, houve prémios Blitz a serem atribuídos aos Mão Morta: Grupo Nacional do Ano e Melhor Álbum Nacional. Também a revista Raio X lhes atribuiu o prémio para Melhor Banda na Categoria Pop/Punk/Rock. 2003
O 10º álbum: “Carícias Malícias”
Preparação de “Nus”
“Estilhaços”
Enquanto se preparavam para lançar o novo disco, “Carícias Malícias”, resultado, como já se viu, do derradeiro concerto da digressão que teve o mesmo nome, os Mão Morta começavam a sentir a falta de um novo álbum de originais. “Nus”, o sucessor de “Primavera de Destroços” começou, assim, a ser preparado em Abril de 2004, no debute de um processo que teria desenvolvimento pelo ano fora e pelo ano seguinte, na Casa do Rolão, a habitual sala de ensaios do grupo, no centro de Braga. Em Setembro, o Expresso incluiu Adolfo Luxúria Canibal, que neste ano lançou o seu compêndio de textos “Estilhaços”, na lista “As 50 Personalidades Mais Importantes da Cultura Portuguesa.» (TRANSCRITO)
Mão Morta - Novelos de Paixão
DISCOGRAFIA quase COMPLETA:
Pesadelos de Peluche_2010 01. Novelos da Paixão 02. Teoria da Conspiração 03. Paisagens Mentais 04. Biblioteca Espectral 05. Tardes de Inverno 06. Como um Vampiro 07. Penitentes Sofredores 08. O Seio Esquerdo de R.P. 09. Fazer de Morto 10. Metalcarne 11. Estância Balnear 12. Tiago Capitão